Arquivo da categoria ‘robótica’
Deus ex Machina
RUR, O Nascimento do Robô é uma peça teatral multimídia com estreia marcada para agosto em São Paulo, na sala do Itaú Cultural. Trata-se de uma adaptação da famosa peça teatral R.U.R. (Rossum’s Universal Robots) escrita em 1920 por Karel Capek, feita pelo artista português Leonel Moura. Na peça original, surgiu pela primeira vez a palavra robô, que em checo significa trabalho repetitivo. O termo se popularizou e depressa destronou denominações mais antigas como autómatos ou androides, generalizando-se como designação corrente para as máquinas capazes de realizar, com algum grau de autonomia, vários tipos de operações. RUR foi escrita como exemplo de um novo género literário e filosófico conhecido por distopia, ou utopia negativa, inaugurado pela Guerra dos Mundos de H.G.Wells e que mais tarde gerou obras tão importantes, como o Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley ou 1984 de George Orwell. A adaptação de Moura, não é uma tentativa de reproduzir, mais ou menos fielmente, a peça de teatro de Capek, mas antes de a tomar como fonte de inspiração para uma obra nova. Daí, desde logo, a alteração relativa do seu título. Ainda não foram confirmadas as datas de apresentação da peça RUR, O nascimento do Robô no Brasil, mas apresentações já aconteceram durante o mês de maio em Portugal. Leonel Moura, cuja obra em fins da década de 1990 passou da fotografia para a inteligência artificial e robótica, tornou-se conhecido por produzir vários Robôs Pintores e por criar um Robotarium, um zoo para robôs, primeiro deste tipo no mundo. Uma de suas criações, o RAP (Robotic Action Painter) de 2006, é um robô que faz desenhos, sendo exibido como instalação permanente no American Museum of Natural History em Nova York.
Sem comentários »We are the robots
No dia 21 de agosto será inaugurada no Kunsthallen Brandts em Odense, Dinamarca, a exposição Shared Robotics (Robótica compartilhada). Nesta mostra, arte e robótica são fundidas para questionar a presença dos dispositivos robóticos no cotidiano. Neste contexto, a noção de utopias e distopias robóticas foi colapsada: robôs não são escravos nem máquinas que ameaçam dominar a humanidade. Ao contrário, em sua multiplicidade estão cada vez mais presentes no dia a dia. Através de suas 4 instalações, a exposição mostra como a coexistência entre humanos e robôs pode gerar desenvolvimentos criativos. Um exemplo é o trabalho do coletivo dinamarquês Illutron, com a instalação N7331227. Na obra, um velho robô industrial é “ressuscitado” para realizar uma nova função através de programas de computador que dão ao robô a habilidade de ver e ser visto. A máquina também lê e reproduz os desenhos deixados pelos visitantes em uma parede montada com 96 lâmpadas. Outro desenvolvimento interessante é a parceria entre a artista Sabrina Raaf e empresa dinamarquesa Gibotech S/A, especializada em robótica. Sabrina utiliza os robôs produzidos pela Gibotech para criar uma instalação onde estes robôs são programados para cortar pedaços plásticos em padrões ondulados. Ao longo do tempo, o acúmulo dos padrões cortados e caídos no chão transforma o espaço em uma escultura que se desenvolve com ação dos robôs.
Sem comentários »Brasiliana da USP ganha biblioteca digital
Desde o dia 16 de junho, parte do acervo da biblioteca Brasiliana da USP está on-line e acessível aos usuários da internet. O Brasiliana Digital disponibiliza 3 mil documentos, dos 40 mil de volumes do acervo da biblioteca Guita e José Mindlin, que foi doado à USP (Universidade de São Paulo) em 2006. Reunidos por mais de 80 anos, entre os livros da biblioteca estão raridades como o primeiro livro editado no Brasil, o “A relação da entrada…”, escrito por Antônio Isidoro da Fonseca no século XVIII. Os livros estão sendo digitalizados com a ajuda de um robô adquirido em janeiro pela universidade. Chamado de Maria Bonita pela equipe responsável por sua operação, o equipamento é capaz de escanear cerca de 2.4 mil páginas a cada hora, “o que dá cerca de 40 livros por dia”, como explica Pedro Puntoni, professor do departamento de história da USP. A universidade afirma que ainda não há uma data para que todos o acervo doado seja escaneado e colocado na internet. Além disso, a Brasiliana USP está construindo um moderno edifício de 20.000 m2, no coração da Cidade Universitária em São Paulo.
2 comentários »RAT ROBOT
Uma mistura de neurônios de ratos e circuitos elétricos é responsável pelo controle de um robô desenvolvido no Reino Unido. Ao receber sinais dos componentes eletrônicos, o “cérebro” é capaz de controlar a movimentação do sistema. O cérebro semi-orgânico é composto de células neurais de roedores sobrepostos em uma matriz de multi-eletrodos (MEA): um disco de aproximadamente 60 terminações que capturam os sinais elétricos gerados pelas células. O cérebro entra em ação quando o robô se aproxima de um obstáculo: sinais são enviados ao “cérebro” através dos eletrodos e os impulsos elétricos recebidos como resposta dos neurônios são responsáveis pela movimentação das rodas, desviando das barreiras pelo caminho. O robô não possui qualquer outro controle, quer seja humano ou computacional, segundo relata o Medgadget.Os pesquisadores da Universidade de Reading, na Inglaterra, criadores do robô, estão trabalhando agora no desenvolvimento de um sistema que possa direcionar a máquina a pontos pré-definidos. Espera-se que então poder observar como a “memória” se comportará quando o robô visitar locais já conhecidos. Um dos membros do grupo de pesquisa da Escola de Engenharia de Sistemas, Kevin Warwick, disse que “a pesquisa é tremendamente interessante primeiramente como o cérebro biológico controla seu próprio “corpo” e segundo como possibilita que estudemos como o cérebro aprende e memoriza suas experiências. Esta pesquisa vai nos levar ao próximo nível de conhecimento sobre como o cérebro funciona e pode ter profundos efeitos em diversas áreas da ciência e da medicina.”
Sem comentários »Lúdico Controle
A artista brasileira Anaisa Franco vive e trabalha no Brasil e na Europa. No ano passado recebeu uma bolsa do MECAD-ESDI, de Barcelona, para desenvolver o projeto CONNECTED MEMORIES dentro do programa Proyecto Expansion Digital. Os trabalhos da artista envolvem uma ambientação lúdica de interfaces mentais que questionam as relações entre inputs e outputs humanos em máquinas. O trabalho CONTROLLED DREAM MACHINE, realizado dentro do Media Lab de Madrid, é um exemplo. Trata-se de uma instalação que usa códigos coletados de chips neuronais para controlar os sonhos e os comportamentos de uma perna robô. Animações projetadas neste objeto tecnológico expressam os tais sonhos, como se fossem símbolos do inconsciente. O CDM é semelhante ao projeto Sleep Walking de Fernando Orellana e Brendan Burns ,onde um robô realiza movimentos de acordo com o movimento REM dos olhos de uma pessoa conectada. Anaisa será a representante brasileira na 5th Seoul International Media Art Biennale, que acontecerá de setembro á novembro deste ano. O tema da Bienal é o statement Turn and Widen, algo como “gire e expanda” e está subdivido em três partes: Light, Communications e Time.Anaisa Franco também foi uma das selecionadas da última edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.
Sem comentários »Sleep Walking

Usando ondas cerebrais gravadas e o movimento dos olhos durante o sono, Fernando Orellana e Brendan Burns desenvolveram um trabalho pioneiro na investigação de interfaces entre robôs e humanos. Conectado por um eletroencefalograma e um eletrocardiograma, Fernando teve sua atividade cerebral monitorada por um robô que traduzia os dados em movimentos, inclusive o movimento dos olhos, reproduzidos pelos olhos do robô (uma câmera), que repetiam exatamente o movimento dos olhos em estado REM. Sleep Walking, nome do projeto, se deve ao fato de o robô basear os seus movimentos em cima dos dados da atividade cerebral, por exemplo, durante um sonho. “O projeto é uma metáfora para o que futuro possa vir a ser. È possível que no futuro tenhamos tecnologia suficiente para gravar os sonhos exatamente como fotografias ou filmes”, afirma Fernando. Por enquanto, o robô é capaz apenas de reproduzir os movimentos gravados durante uma noite de sonhos. O resultado do projeto Sleep Walking foi apresentado como uma instalação durante a mostra BRAINWAVE: Common Senses, e agora segue para o uma exibição, a partir do dia 12 de maio, no LaBoral, Espanha.
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