Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo da categoria ‘robótica’

We are the robots

n73311227 - trabalho do coletivo Illutron

No dia 21 de agosto será inaugurada no Kunsthallen Brandts em Odense, Dinamarca, a exposição Shared Robotics (Robótica compartilhada). Nesta mostra, arte e robótica são fundidas para questionar a presença dos dispositivos robóticos no cotidiano. Neste contexto, a noção de utopias e distopias robóticas foi colapsada: robôs não são escravos nem máquinas que ameaçam dominar a humanidade. Ao contrário, em sua multiplicidade estão cada vez mais presentes no dia a dia. Através de suas 4 instalações, a exposição mostra como a coexistência entre humanos e robôs pode gerar desenvolvimentos criativos. Um exemplo é o trabalho do coletivo dinamarquês Illutron, com a instalação N7331227. Na obra, um velho robô industrial é “ressuscitado” para realizar uma nova função através de programas de computador que dão ao robô a habilidade de ver e ser visto. A máquina também lê e reproduz os desenhos deixados pelos visitantes em uma parede montada com 96 lâmpadas. Outro desenvolvimento interessante é a parceria entre a artista Sabrina Raaf e empresa dinamarquesa Gibotech S/A, especializada em robótica. Sabrina utiliza os robôs produzidos pela Gibotech para criar uma instalação onde estes robôs são programados para cortar pedaços plásticos em padrões ondulados. Ao longo do tempo, o acúmulo dos padrões cortados e caídos no chão transforma o espaço em uma escultura que se desenvolve com ação dos robôs.

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Brasiliana da USP ganha biblioteca digital

Brasiliana USP - A Brasiliana USP será instalada entre os prédios da Reitoria e da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, no coração da Cidade Universitária em São Paulo.

Desde o dia 16 de junho, parte do acervo da biblioteca Brasiliana da USP está on-line e acessível aos usuários da internet. O Brasiliana Digital disponibiliza 3 mil documentos, dos 40 mil de volumes do acervo da biblioteca Guita e José Mindlin, que foi doado à USP (Universidade de São Paulo) em 2006. Reunidos por mais de 80 anos, entre os livros da biblioteca estão raridades como o primeiro livro editado no Brasil, o “A relação da entrada…”, escrito por Antônio Isidoro da Fonseca no século XVIII. Os livros estão sendo digitalizados com a ajuda de um robô adquirido em janeiro pela universidade. Chamado de Maria Bonita pela equipe responsável por sua operação, o equipamento é capaz de escanear cerca de 2.4 mil páginas a cada hora, “o que dá cerca de 40 livros por dia”, como explica Pedro Puntoni, professor do departamento de história da USP. A universidade afirma que ainda não há uma data para que todos o acervo doado seja escaneado e colocado na internet. Além disso, a Brasiliana USP está construindo um moderno edifício de 20.000 m2, no coração da Cidade Universitária em São Paulo.

Fonte: Gigablog

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RAT ROBOT

Uma mistura de neurônios de ratos e circuitos elétricos é responsável pelo controle de um robô desenvolvido no Reino Unido. Ao receber sinais dos componentes eletrônicos, o “cérebro” é capaz de controlar a movimentação do sistema. O cérebro semi-orgânico é composto de células neurais de roedores sobrepostos em uma matriz de multi-eletrodos (MEA): um disco de aproximadamente 60 terminações que capturam os sinais elétricos gerados pelas células. O cérebro entra em ação quando o robô se aproxima de um obstáculo: sinais são enviados ao “cérebro” através dos eletrodos e os impulsos elétricos recebidos como resposta dos neurônios são responsáveis pela movimentação das rodas, desviando das barreiras pelo caminho. O robô não possui qualquer outro controle, quer seja humano ou computacional, segundo relata o Medgadget.Os pesquisadores da Universidade de Reading, na Inglaterra, criadores do robô, estão trabalhando agora no desenvolvimento de um sistema que possa direcionar a máquina a pontos pré-definidos. Espera-se que então poder observar como a “memória” se comportará quando o robô visitar locais já conhecidos. Um dos membros do grupo de pesquisa da Escola de Engenharia de Sistemas, Kevin Warwick, disse que “a pesquisa é tremendamente interessante primeiramente como o cérebro biológico controla seu próprio “corpo” e segundo como possibilita que estudemos como o cérebro aprende e memoriza suas experiências. Esta pesquisa vai nos levar ao próximo nível de conhecimento sobre como o cérebro funciona e pode ter profundos efeitos em diversas áreas da ciência e da medicina.”

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Lúdico Controle

connected memories - projeto desenvolvido no MECAD por Anaisa Franco

A artista brasileira Anaisa Franco vive e trabalha no Brasil e na Europa. No ano passado recebeu uma bolsa do MECAD-ESDI, de Barcelona, para desenvolver o projeto CONNECTED MEMORIES dentro do programa Proyecto Expansion Digital. Os trabalhos da artista envolvem uma ambientação lúdica de interfaces mentais que questionam as relações entre inputs e outputs humanos em máquinas. O trabalho CONTROLLED DREAM MACHINE, realizado dentro do Media Lab de Madrid, é um exemplo. Trata-se de uma instalação que usa códigos coletados de chips neuronais para controlar os sonhos e os comportamentos de uma perna robô. Animações projetadas neste objeto tecnológico expressam os tais sonhos, como se fossem símbolos do inconsciente. O CDM é semelhante ao projeto Sleep Walking de Fernando Orellana e Brendan Burns ,onde um robô realiza movimentos de acordo com o movimento REM dos olhos de uma pessoa conectada. Anaisa será a representante brasileira na 5th Seoul International Media Art Biennale, que acontecerá de setembro á novembro deste ano. O tema da Bienal é o statement Turn and Widen, algo como “gire e expanda” e está subdivido em três partes: Light, Communications e Time.Anaisa Franco também foi uma das selecionadas da última edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.

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Sleep Walking

Sleep walking - robô usado para monitorar as atividades cerebrais durante o sono

Usando ondas cerebrais gravadas e o movimento dos olhos durante o sono, Fernando Orellana e Brendan Burns desenvolveram um trabalho pioneiro na investigação de interfaces entre robôs e humanos. Conectado por um eletroencefalograma e um eletrocardiograma, Fernando teve sua atividade cerebral monitorada por um robô que traduzia os dados em movimentos, inclusive o movimento dos olhos, reproduzidos pelos olhos do robô (uma câmera), que repetiam exatamente o movimento dos olhos em estado REM. Sleep Walking, nome do projeto, se deve ao fato de o robô basear os seus movimentos em cima dos dados da atividade cerebral, por exemplo, durante um sonho. “O projeto é uma metáfora para o que futuro possa vir a ser. È possível que no futuro tenhamos tecnologia suficiente para gravar os sonhos exatamente como fotografias ou filmes”, afirma Fernando. Por enquanto, o robô é capaz apenas de reproduzir os movimentos gravados durante uma noite de sonhos. O resultado do projeto Sleep Walking foi apresentado como uma instalação durante a mostra BRAINWAVE: Common Senses, e agora segue para o uma exibição, a partir do dia 12 de maio, no LaBoral, Espanha.

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