Arquivo da categoria ‘próteses’
HEIDI KUMAO
Heidi Kumao é uma artista interdisciplinar que trabalha com a criação de vídeos e “máquinas artísitcas” que têm por objetivo explorar as interações sociais e suas nuances em relação à tecnologia. Suas obras fazem uma interseção entre escultura, teatro e engenharia, resultando no que artista chama de “tecnologias performáticas”. Estes dispositivos são projetados para reencenar um evento, realizar uma tarefa para o observador, ou questionar as mediações entre tecnologia e o feminino. Entre os trabalhos incluem-se, esculturas cinéticas, vestuário eletrônico, “cinema machines” e animações digitais. Seu trabalho mais recente é a série Timed Release, um grupo de vídeo-esculturas que são uma interação entre projeções animadas, objetos do cotidiano e técnicas de projeção. O tema da série é a sobrevivência em confinamento, indivíduos que sobrevivem situações absurdas e cruéis, balanceando o sentimento de impotência com a necessidade pessoal de regeneração. Os trabalhos dessa série exigem que o interator participe negociando paralelamente duas realidades visuais coexistentes. Heidi Kumao , além de artista multimídia, é professora da School of Art and Design da Universidade de Michigan, EEUU.
Sem comentários »Inside:o público dentro da obra de arte
O Paço das Artes, em parceria com o Groupe Molior de Montreal, Canadá, inaugurou no dia 5 de maio, a mostra Inside. Com curadoria de Sylvie Parent, também curadora do Musee d’art contemporain de Montreal e editora da publicação eletrônica CIAC, a exposição é composta por seis instalações multimídia e contou, na sua abertura, com uma visita mediada pelos artistas. Todos os trabalhos permitem a interação do público. Na obra Tact, do artista Jean Dubois, por exemplo, por meio do toque é possível transformar a fisionomia da pessoa que aparece no interior de uma tela tátil, emoldurada por um espelho. A idéia do espelho é fazer com que, ao mesmo tempo em que o público experimenta a sensação de controlar o outro, ele se confronta com os próprios atos. Na instalação Habitgram, concebida pelo artista conhecido como beewoo, é possível se transformar em uma “torre” móvel de captação e transmissão de imagens. Basta para tanto vestir um casaco onde mini-câmeras de vídeo captam o espaço imediato e projetam imagens. Graças à ação do interator, promovem a “desconstrução” desse próprio espaço. O Groupe Molior é uma corporação sem fins lucrativos, fundada em 2001 e tem por objetivo organizar, produzir e divulgar trabalhos de artistas que utilizam as novas tecnologias como meio de expressão. Desta forma, contribui com o desenvolvimento de uma nova linguagem: a multimídia interativa. A exposição fica em cartaz no Paço das Artes até o dia 20 de julho, com entrada franca.
Sem comentários »Brinquedos sensoriais

Os estudantes Chris Woebken e Kenichi Okada da Design Interactions, com a colaboração de estudantes da Oxford Said Business-school, desenvolveram uma série de brinquedos que aumentam as capacidades sensoriais de quem os usa. Cada protótipo, testado em crianças, permite uma mudança de perspectiva e o aumento da percepção. Os brinquedos, inspirados nos sentidos superdesenvolvidos de animais, permitem ao usuário experimentar sensações que vão desde a mudança da visão para a perspectiva de uma formiga à percepção de campos magnéticos como a dos pássaros. Além dos protótipos que emulam as habilidades dos pássaros e das formigas, outros dois, um que permite sentir a vibração do solo emulando os passos de um elefante e outro que emula o campo de visão de uma enguia elétrica estão em desenvolvimento. O trabalho foi apresentado na semana de arte do Royal College of Arts em Londres.
Sem comentários »Tatuagens que falam

Imagine o que é ter um aparelho de celular funcionando no seu antebraço, porém ativado por uma mera tatuagem? O tema da pele como interface tecnológica parece estar atingindo os limites da imaginação. A Digital Tattoo Interface é a proposta de um celular implantado no braço que funciona à base de energia humana, ou seja, o sangue, e que além disso, pode detectar alterações sangüíneas, alertando o dono quando registrar um problema de saúde. Criado por Jim Mielke, o gadget envolve uma tela tatuada na pele com tinta eletrônica, equipada com tecnologia Bluetooth. O dispositivo fica aparente ou não, e se transforma dependendo do que o usuário precisa fazer. Ao receber uma chamada, por exemplo, o usuário responde pressionando um pequeno botão tatuado na pele. Durante a chamada, a tela “ganha vida” e mostra a pessoa com quem se fala, como um vídeo digital. Ao encerrar a chamada, a tela desaparece. A tatuagem eletrônica foi vencedora da Greener Gadgets Design Competition, realizada em fevereiro em Nova York.
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Sem comentários »Acione seu medo

O tema da tese de Susanna Hertrich para o Design Interaction department, localizado em Londres, é uma reflexão sobre até que ponto o ser humano ainda guarda em si sua “parte animal”; quanto do animal que um dia fomos foi perdido no processo evolucionário. O projeto que Susanna apresenta é um work in progress que atende pela rúbrica Alertness Enhancing Device. Partindo da teoria de que o ser humano perdeu a noção do perigo real para dar espaço a medos causados por eventos “overmidiáticos” por assim dizer, Suzanna desenvolveu uma prótese que “ativa” o instinto para medos plausíveis. O dispositivo provoca calafrios e arrepios que percorrem sua espinha e fazem os pêlos da sua nuca eriçarem. Porém, em meio às inúmeras câmeras de vigilância de uma sociedade cada vez mais monitorada, por que você precisaria de tal prótese? Estudos sobre o medo mostram que o que maioria das pessoas mais teme são ataques terroristas e acidentes aéreos. Porém, as probabilidades de eventos como esses não possuem a mesma idoneidade e risco de outras ameaças como, por exemplo, acidentes automobilísticos ou câncer. “ O projeto é um trabalho em contínuo andamento. A prótese que demonstrei é apenas um protótipo, mas eu tenho experimentado com micro-correntes na face, o que permite que a corrente seja alterada, assim você decide o quanto de “medo” quer sentir”, afirma Susanna em uma entrevista para o blog We make money not art.
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