Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo da categoria ‘memória do futuro’

A vida em 2050

Trabalho de Alex Lukas - artista participante da Life in 2050

Life in 2050 é uma mostra organizada pelo estúdio Transmission para o festival anual de cinema SCI-FI-LONDON. Ao todo, são vinte artistas expondo trabalhos que criam conceitos sobre o futuro daqui a 40 anos. Segundo o texto curatorial, “a vida em marte, o contato com aliens e robôs realizando tarefas domésticas viraram lugar comum e não funcionaram muito bem até o momento.” De que maneira estaremos vivendo, quais os problemas que encontraremos, e quais serão as mudanças encontradas em 2050 são algumas das questões imaginadas pelos artistas que exibem seus trabalhos na galeria Chapter One, de Londres, a partir do dia 16 de abril. As obras apresentadas também serão disponibilizadas em um acervo on-line, e paralelamente, o projeto convida os internautas a enviarem imagens que representem o futuro em 2050. A imagem vencedora será selecionada e incluída na exposição Life in 2050. Para enviar as imagens e saber sobre o assunto acesse o site www.life-in-2050.com .

Sem comentários »

Arte Construtivista brasileira ganha mostra internacional

O blog da Rizhome, especializado em arte e tecnologia, dedicou um post especial para a exposição Dimensions of Constructive Art in Brazil – The Adolpho Leirner Collection que acontece na Haus Konstruktiv em Zurique, Suíça. O destaque da mostra, segundo o blog, seria o trabalho Aparelho Cinecromático do artista Abraham Palatnik. O trabalho é uma série de aparelhos cinéticos que em 1951, integraram a primeira Bienal de São Paulo sob muita controvérsia. A comissão de trabalhos quase não aceitou as obras por não saberem em que categoria encaixá-las. A série acabou sendo apresentada como pintura/escultura e recebeu um prêmio especial de pesquisa. Pioneiro da arte cinética, o brasileiro, filho de judeus, recentemente foi tema de uma retrospectiva no Itaú Cultural. Palatnik é apenas um dos artistas brasileiros que integram a coleção Leiner, a mais importante coleção de arte construtivista brasileira, que pertencia ao paulistano Adolpho Leirner, exibida pela primeira vez na Europa. Em 2007 a coleção foi adquirida pelo Museu de Belas Artes de Houston (MFAH) e até então só havia sido mostrada no Brasil e nos EUA. Além de Palatnik, na coleção há obras de Waldemar Cordeiro (1925-1973), Mauricio Nogueira Lima, Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Pape (1929-2004), Lygia Clark (1920-1988), Alfredo Volpi (1896-1988), Mira Schendel (1919-1988), Sergio Camargo (1930-1990), entre outros.

1 comentário »

Melhores de 2009-Internet em pictogramas

History of the internet” é um documentário animado que explica as invenções de conceitos e protocolos como time-sharing e filesharing, e o caminho da Arpanet até a Internet dos dias de hoje. A história é contada usando os Pictogramas desenvolvidos pelo projeto PICOL, que também estão disponíveis para download. O PICOL foi criado com o objetivo de ser uma base de fornecimento livre de ícones abertos para dispositivos eletrônicos. O objetivo é encontrar uma língua pictórica comum para uma comunicação eletrônica e facilitar a navegação. Todos os ícones são de uso livre e abertos para alterações. O projeto Picol teve início em 2008 como trabalho de graduação do designer Melih Bilgil. Bilgil graduou-se na Universidade de Ciências Aplicadas em Mainz, Alemanha e também é o diretor da animação acima.

Sem comentários »

Fun Design

Mobile evolution - trabalho de Kyle Bean

O artista plástico Kyle Bean nasceu em Devon, Inglaterra, e está finalizando o curso de ilustração pela Universidade de Brighton. Seus trabalhos envolvem o uso de idéias criativas para a apropriação artística do design de produtos através da animação e de esculturas. Entre os clientes do artista, estão a Ford, o New York Times e a BBC. Seu trabalho já foi citado pelo livro Tangible: High Touch Visuals e pelas revistas Computer Arts e ARC Design, do Brasil. Recentemente, o artista trabalhou junto ao estúdio de animação Kanoti. Um dos exemplos dos trabalhos de Bean é o Mobile Evolution: Miniaturisation in the style of a Russian Doll, onde o artista se inspira nas matrioskas, tradicionais bonecas russas que se encaixam uma dentro da outra. O artista plástico reproduz a dinâmica das bonecas, porém substituindo-as por celulares. O objetivo é construir uma linha evolutiva da miniaturização dos aparelhos telefônicos desde a década de 80. O artista usa como aparelho maior um dos primeiros modelos da Motorola, o Motorola DynaTac, surgido na década de 80, e finaliza com iPhone.

Sem comentários »

De volta ao Hipertexto

A ficção em hipertexto surgiu nos primórdios da internet e da mídia CD-ROM, e imediatamente foi declarada a literatura do futuro. Hoje, quase na obsolescência e após 19 anos do lançamento da primeira história em hipertexto de Michael Joyce, Afternoon, nunca como antes a internet de banda larga permitiu tanto usufruir de comportamentos fragmentários e da leitura não-linear. Esses hábitos se tornaram tão comuns e inerentes, que poucos artistas ainda hoje se atentam para aproveitar dessas características cada vez mais potencializadas pelo avanço da tecnologia. Talvez, uma das exceções nesse cenário, seja o artista americano Becket Bowes. Seu site [sic]ipedia é um projeto desenvolvido para o programa In Practice do SculptureCenter de Nova York, e toma a forma evocativa de um gabinete de antiguidades, no qual cada item retém uma história. O trabalho também é composto da instalação Social Isolate Club, que se constitui de duas miniaturas do navio de Teseu, um divã, e um vídeo que simula a criação da máscara mortuária para Alan Turing. A obra só pode ser compreendida pelos significados fragmentados que os objetos apresentam que ficam disponíveis no site [sic]ipedia. Social Isolate Club e o site sugerem um paralelo entre a leitura em hipertexto e a visão da própria instalação: ambos dão ao interator um certo grau de autonomia para ordenar a percepção de inúmeros elementos discretos e determinar a natureza das conexões entre eles.

Sem comentários »

MÙSICA E ARTE DIGITAL DE LAURIE SPIEGEL

II 7 dec74 - imagem digital desenvolvida na Bell Laboratories

A compositora norte americana Laurie Spiegel é uma das pioneiras da integração entre a imagem e o digital. Além de musicista e ter trabalhado com música eletroacústica, Spiegel fez suas primeiras experiências com animação digital durante a década 70. Trabalhando no Bell Laboratories, desenvolveu ali inúmeras imagens gráficas e composições musicais, criadas a partir de algoritmos. Um exemplo é o seu software Music Mouse, que permite a qualquer pessoa, mesmo não conhecendo música, a criar composições a partir das teclas do computador e do mouse. Posteriormente, fundou dentro da New York Unversity, o Computer Music Studio. A artista foi aluna da Universidade de Oxford e estudou composição ao loado de Jacob Duckman e Vincent Persichetti. Durante a década de 80, se retirou da cena musical e deu continuação ao processo de criação de softwares para composição musical. Suas primeiras imagens por computador foram produzidas em 1974, a partir de um software de interface, VAMPIRE- Video and Music Program for Interactive Realtime Exploration, que permitia a criação de música e imagens generativas que se modificavam a partir da passagem do tempo.

Sem comentários »

Op_era na China

op_era - instalação imersiva de Rejane Cantoni e Daniela Kutschat

De 10 de junho a 3 de julho, o Brasil estará representado na Synthetic Times - Media Art China 2008, no Museu Nacional de Arte da China (Namoc), com a obra OP_ERA: Sonic Dimension, de autoria de Rejane Cantoni e Daniela Kutschat. O trabalho pertence ao acervo de arte e tecnologia do Itaú Cultural - primeiro no país a reunir obras de arte e mídia, nacionais e internacionais, todas elas já exibidas ao público brasileiro. Esta é a única peça a representar o Brasil em Pequim, na mostra considerada a mais importante da região oriental nesse gênero de arte. Criada em 2006, OP_ERA: Sonic Dimension é uma instalação interativa representando um instrumento musical com a forma de um cubo preto e aberto, preenchido por centenas de linhas parecidas com as cordas de um violino. Afinadas com a tensão adequada, essas cordas virtuais vibram com uma freqüência de luz e de som que varia de acordo com a sua posição relativa e com o modo como o observador interage com ela. A obra foi vista pelos brasileiros, no ano passado, durante a exposição Memória do Futuro, na sede do instituto Itaú Cultural.

Sem comentários »

Telectroscope

Telectroscope - dispositivo óptico que permite a visão nos extremos do túnel que liga Nova Iorque à Londres

Poucas pessoas sabem que um túnel se estende abaixo do Oceano Atlântico ligando Londres à Nova Iorque. Em maio desse ano, mais de um século após o início de sua construção, o túnel finalmente foi completado. Um dispositivo óptico chamado Telectroscope foi instalado em seus dois extremos e miraculosamente, permite que uma pessoa veja através da terra a cidade que se encontra em seu oposto. Apesar de outros possíveis usos para o túnel, o artista Paul St. George se apropria para outras funções como idealizador do projeto Telectroscope após descobri-lo nos diários de seu bisavô, um excêntrico cientista vitoriano chamado Alexander St. George. As anotações de Alexandre estavam cheias de desenhos complexos que descreviam uma estranha máquina. Esse dispositivo se assemelhava a um enorme telescópio com a estranha forma de uma colméia e em seu extremo se encontravam uma complexa disposição de espelhos e lentes. Alexandre sugeria que essa invenção atuaria como um amplificador visual permitindo pessoas enxergarem o outro extremo do imenso túnel. Seu neto, Paul, realizou a façanha de construir o inusitado telescópio que está a disposição do público das cidades as quais ele “liga”: Londres e Nova Iorque.

Sem comentários »

Reflexões de Raquel Kogan

reflexão#3 - instalação de Raquel Kogan

A partir deste mês de abril, o blog do Prêmio Sergio Motta mostrará através de banners, trabalhos de diferentes artistas que utilizam novas tecnologias como suporte para suas obras. Os banners serão modificados quinzenalmente e de agora em diante são parte constante da identidade visual do blog. A imagem do banner acima apresenta uma imagem da instalação Reflexão#3, da arquiteta e artista plástica Raquel Kogan. Raquel é uma artista multimídia, mas também é conhecida pelos seus trabalhos em suportes tradicionais como a gravura e a pintura. Em seu trabalho os números são uma constante, eles definem o espaço e a profundidade nas pinturas e gravuras, já nos objetos, instalações e intervenções, são utilizados como meio de interação. A série Reflexão, foi iniciada em 2003 e consiste num ambiente interativo onde seqüências de números em movimento são projetados em toda a extensão de uma parede e refletidos num espelho d’água, e a presença de pessoas ativam sensores que alteram a velocidade da projeção. A série se desdobra nas instalações Reflexão#2 e #3. Essa obra foi apresentada na Ciber@rt 2004_ Festival de Novas Tecnologias + Arte e Comunicação de Bilbao e posteriormente, apresentada na exposição Memórias do Futuro no Itaú Cultural.

1 comentário »

Simone Michelin e a arte para o público

Simone Michelin - Vivi watchs the video

“Meu trabalho está voltado para a criação de situações urbanas tendo a arte como processo mediado pelo computador. Ele está focado para um mixing de arte como a arquitetura e a eletrônica com referências especiais para o vídeo, os sistemas de telecomunicação e sistemas interativos aplicados a produção de uma arte voltada ao interesse público”, declara Simone Michelin, nascida em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul e uma das pioneiras no Brasil a trabalhar com tecnologias de ponta na criação da obra de arte. Seu campo de atuação abrange as novas tecnologias na produção do espaço público. A princípio dedicou-se à fotografia e a intervenções urbanas desde os anos 70, mas a partir dos anos 90 tem-se voltado à criação de obras multimidiáticas para espaços públicos, onde a utilização de novas tecnologias e de conceitos das ciências ditas exatas tem sido uma constante, como é o caso da instalação Vivi watchs the video de 2004. A partir do estágio pela CAiiA-STAR, na University of Plymouth, Reino Unido, sua pesquisa se voltou mais resolutamente para a exploração de obras interativas, em que a intervenção do espectador passa a ser fundamental, desenvolvendo assim, importantes obras de netart como MMM e O Santinho. Mas talvez, um de seus trabalhos mais antológicos seja Lilliput, homenagem à ilha onde Gulliver, a personagem do escritor Jonathan Swift, vai parar, em uma de suas viagens. Mas, a Lilliput de Simone Michelin é uma instalação que funciona como um arquipélago de três ilhas - o museu, a Internet e o telefone celular - que funcionam coordenadamente, de maneira a produzir wallpapers e filmes digitais para celulares. No museu, instala-se um cenário parecido ao de uma praça pública com monumentos, onde o visitante (ou viajante) capta suas imagens. O site arquiva a coleção de imagens e funciona como plataforma para “baixar arte para seu telefone celular”. Afinal, o trabalho consagra o celular como espaço público, para onde convergem experiências interpessoais e estéticas. Lilliput foi premiado na 6ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.

Sem comentários »

Próxima Página »