Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo da categoria ‘fotografia’

Parece Verdade

G. Golf Club - foto de Caio Reisewitz

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta, de 12 de janeiro a 03 de março, a exposição Parece Verdade, com cerca de 50 fotografias de Caio Reisewitz. Com curadoria de Fernando Cocchiarale, a mostra é uma panorâmica da trajetória do fotógrafo, abrangendo os oito últimos anos da produção do artista, que rapidamente se tornou um dos mais destacados do cenário contemporâneo brasileiro. “Existe a realidade como ela é, e a construída. O interior de uma igreja barroca, por exemplo, é uma obra de arte em si, plena de detalhes requintados. E também há cenas da natureza em que, apesar de ser uma realidade direta, ela é tão elaborada que você pode pensar que foi construída, ou teve algum tipo de montagem e manipulação, o que não ocorreu”, observa Caio. Outro aspecto do trabalho do fotógrafo é a quase total ausência do ser humano. “Não é proposital, é um instinto”, diz. As exceções são fotos de 2002 em que usa a imagem de um amigo, Rufo, ou da menina Antonia, filha de outro amigo, único retrato, propriamente dito, da mostra. A exposição será acompanhada de uma bem-cuidada publicação, com as imagens da exposição e textos de Fernando Cocchiarale, Miguel Chaia e entrevista com o artista feita por Horácio Fernandez, um dos grandes especialistas de fotografia da Espanha. Parece Verdade ainda traz oito fotografias inéditas no Brasil, das quais uma, Guanabara, foi produzida especialmente para a mostra. As fotografias representam um panorama do deslocamento de Caio Reisewitz, que fotografou na capital, no interior e no litoral de São Paulo, e também no Rio de Janeiro, Pará, Goiás, Distrito Federal e Paraná.

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Da beleza fotográfica

henrique1 - trabalho de Roberta Dabdab

Depois do sucesso da exposição Da Gênese Convulsiva, a Micasa lança a continuação da série sob o título Da Beleza Transfigurada. A abertura será no dia 27 de junho, sábado, às 17hs, na Micasa, loja de móveis e design, que realiza as exposições em parceria com a Fotô Produção e Consultoria em Imagem e Arte. Recriando de forma poética e metafórica o surgimento do homem no universo por meio de fotografias de forte caráter experimental, o curador Eder Chiodetto selecionou 20 obras de oito artistas a partir de suas pesquisas que visam trazer à tona a instigante produção de fotógrafos que utilizam a fotografia que reflete os principais questionamentos que embasam a arte contemporânea. Um exemplo, é o projeto “Retrato Digital”, de Roberta Dabdab, que se constitui em retratos esvaziados de informação digital, gerando uma máscara formada pelos pixels da imagem. O resultado é uma imagem que “ representaria a todos” , como o que seria uma síntese de todos os rostos humanos: a caveira, já esvaziada de seus contornos clássicos, sob o titulo de fotografia esvaziada: eu, vc, nós. O ciclo, ainda prevê a realização de quatro exposições no espaço de um ano. Além de Da Gênese Convulsiva, que aconteceu entre março e junho, e Da Beleza Transfigurada, as próximas serão: Do Espaço Estilhaçado, que aborda a construção do espaço urbano, e Do Desejo Inconfesso, que finaliza o ciclo com os desejos, fantasias e o pecado original. Ao final do ciclo um livro com todas as fotografias e textos do projeto será lançado em edição limitada. Participam desta segunda mostra os fotógrafos Cris Bierrenbach, Eliana Bordin, João Castilho, Roberta Dabdab, Breno Rotatori, Leonardo Ramadinha, Jair Lanes e Penna Prearo. A exposição vai acontecer de 27 de junho a 03 de outubro, de segunda a sexta das 10h às 19h e sábados das 10 às 17h, na Micasa (r. Estados Unidos, 2.109, Jardim América, SP)

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VIDEO in foco/FOTO in foco

nada ao infinito - trabalho de Raquel Kogan e Lea Van Steen

A galeria baró cruz inaugura no próximo dia 7 de julho de 2009 a exposição VIDEO in foco / FOTO in foco com o intuito de revelar o panorama da produção de artistas do Brasil, Argentina, México, Cuba, França, Alemanha, Inglaterra e Espanha que utilizam a linguagem do vídeo e da fotografia na tradução de diversos conceitos contemporâneos. A idéia da exposição é apresentar trabalhos em vídeo, que utilizam a linguagem da fotografia em sua construção: às vezes em stop-motion ou com imagens estáticas gerando uma “fotografia em movimento”. A exposição também traz trabalhos em fotografia que caminham no sentido contrário, se apropriando da linguagem do vídeo ou da pintura na criação de imagens através de câmeras - algumas pin-hole - que retratam a temporalidade e o movimento dos ‘frames’ do vídeo gerando cenas congeladas pelo registro fotográfico. O Brasil está representado pelos artistas Camila Esposati, Cristiano Lenhardt, Flaminio Jallageas, Roberto Bellini, Ana Teixeira, Claudia Jaguaribe, Daniel Athayde, Gui Mohallem, Jorge Menna Barreto, Lina Kim, Laura Erber e pela dupla Raquel Kogan & Lea Van Steen. Raquel Kogan recebeu Menção Honrosa na 6ª edição do Prêmio Sergio Motta, e Lea Van Steen ganhou o segundo lugar no Festival HTTPVIDEO com o trabalho Disco (2007). Ambas artistas já trabalharam juntas no projeto A Ponte, apresentado no Sesc Paulista em 2008, e agora apresentam trabalho inédito, Nada ao Infinito, que é composto por imagens desfocadas dispostas em dois monitores que dialogam entre si.

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Novos Formatos Audiovisuais com Kiko Goifman

FilmeFobia-O diretor Kiko Goifman apresenta seu filme no Cine Brasília.

Nesta quinta, dia 30 de abril, o grupo de pesquisa Netart apresenta o debate Novos Formatos Audiovisuais com Kiko Goifman, no auditório da PUC-SP, sobre o lançamento do primeiro longa-metragem de ficção de Goifman, FilmeFobia, grande vencedor do Festival de Brasília. Além do bate-papo, Chris Bierrenbach, diretora de arte do filme, expõe fotos do set em frente ao espaço EDUC. FilmeFobia de Kiko Goifman entra em cartaz em várias cidades brasileiras no dia 1º de maio de 2009. O filme participou de importantes Festivais Internacionais (Locarno, Rotterdam, Copenhagen, Cuba etc.) e foi o vencedor de cinco candangos em Brasília (Melhor Filme do Júri Oficial; Melhor Filme da Crítica; Melhor Montagem; Melhor Ator e Melhor Direção de Arte). Por onde passa, FilmeFobia vem levantando polêmicas. O filme mescla gêneros audiovisuais, e por isso, já participou de festivais em sessões integralmente dedicadas a filmes de ficção, bem como esteve presente em festivais só para documentários. Segundo o diretor Kiko Goifman “o filme é de ficção, mas não vejo o menor problema que alguns queiram vê-lo como um documentário. Porém, se fosse um documentário, uma hora dessas eu e Jean-Claude já estaríamos na prisão”. O debate com público acontece dia 30/04, 18h no auditório 334-A, da PUC-SP, e as inscrições para o debate podem ser feitas pelo e-mail netart.studies@gmail.com.

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Imagens do invisível

Chernobyl Exclusion Zone, entrance check-point, Abril,

Dando continuidade ao circuito de mostras on-line, o Prêmio Sergio Motta apresenta a exposição From Berlin to Chernobyl: documentation of a journey, concebida e realizada por Alice Miceli para o canal Flickr. A artista e fotógrafa foi uma das vencedoras da 6a edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia em 2005 com o Projeto Chernobyl - Imagens do Invisível. O projeto partiu da criação de uma tecnologia inédita para captar imagens geradas pela radioatividade da zona de exclusão na Ucrânia. Miceli realiza a documentação do mal invisível e permanente de um dos piores acidentes nucleares da história. As imagens da exposição foram realizadas na Bielo-Russia, na zona de exclusão acima da fronteira com a Ucrânia, onde caiu a maior parte da contaminação, apesar do reator ser 5 km dentro do território ucraniano. O acidente de Chernobyl ocorreu em 26 abril de 1986 e neste domingo completa 23 anos. As imagens foram feitas através da técnica de auto-radiografia. A princípio essa técnica tem sido aplicada principalmente no estudo da síntese e da localização dos ácidos nucleicos e das proteínas. Este método baseia-se no princípio de que, quando material radioativo é colocado em contacto com uma emulsão fotográfica (suspensão de sais de prata numa massa de gelatina), as suas radiações ionizantes sensibilizam a emulsão nos pontos irradiados. No caso das fotografias de Alice, o resultado são apenas as imagens da radiação emitida por objetos contaminados, que emanam uma energia invisível e que nas fotos, se revela em silhuetas. O projeto teve início em 2006 e termina no segundo semestre de 2009, quando Alice terá reunido diferentes imagens com variadas exposições da radiação, tanto de matéria orgânica, quanto de objetos abandonados no local do acidente. A exposição on-line no canal Flickr do Prêmio Sergio Motta também incluí a série de banners desenvolvidos especialmente para os canais Youtube e Blog ISM . As imagens apresentadas nessa seleção farão parte da exposição “Green Revolutions”, que acontece em maio no Nieuwe Vide, em Haarlem, Holanda, de 9 de maio a 13 de junho.

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IP-portraits

IP portraits - exposição by Fernando Velázquez

Dando continuidade a série de exposições on-line, o Prêmio Sergio Motta apresenta a mostra IP-portraits concebida e realizada por Fernando Velázquez. O artista e pesquisador uruguaio, radicado em São Paulo, investiga questões relacionadas ao quotidiano contemporâneo, privacidade, monitoramento e controle como elementos mediadores da construção de um self. IP-portraits parte da experiência fotográfica com softwares de mensagens instantâneas. A partir de printscreens e web-cams o objetivo é adentrar espaços íntimos e assim, colecionar fisionomias inusitadas. Segundo Velázquez, essas imagens são “atravessadas pelos maneirismos da tecnologia de conexão e sua largura de banda, onde as lentes das pequenas câmaras embutidas nos laptops (ou das webcams de ocasião) em conjunção com espaços não preparados para o ato fotográfico criam uma atmosfera particular”. A exposição IP-portraits está disponível no canal Flickr do Prêmio Sergio Motta e dá continuidade à série de banners criados especialmente para o Blog ISM e para o nosso canal no Youtube.

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Mergulho na imagem

Mergulho na Imagem - instalação de Ana Vitória Mussi

A artista Ana Vitória Mussi cria especialmente para a exposição na Galeria Tempo a instalação “Mergulho na Imagem”, composta por uma parede de 99 tijolos de vidro, com 1,80m de comprimento por 2m de altura, formando uma única e grande imagem – o salto de uma atleta em uma piscina. Imagem em transparência que a artista fotografou da televisão com a máquina Nikon FM2 e aplicou fragmentada nos tijolos. Utilizando fotos feitas da televisão e tijolos de vidro, a artista une duas pesquisas que vem desenvolvendo há alguns anos. Atualmente, Ana reside e trabalha no Rio de Janeiro. Iniciou seu trabalho entre os anos 60 e 70. Atuou como fotojornalista e fotógrafa de eventos sociais. A imensa quantidade de materiais residuais dessa experiência, sobretudo os milhares de negativos acumulados durante os anos, é utilizada como suporte para sua obra. Por muitos anos interveio criticamente sobre imagens fotográficas não só de sua autoria, como também apropriadas de terceiros. Dos artistas brasileiros, é uma das pioneiras ao explorar as possibilidades poéticas da fotografia para além dos limites de seu uso habitual e convencional. A exposição “Mergulho na Imagem” será aberta no dia 1º de abril, na Galeria Tempo, Rio de Janeiro.

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Automale-curadoria by Helga Stein

foto by antimethod - scape from some prison

Dando continuidade às ações que celebram o mês da mulher, o Prêmio Sergio Motta apresenta a exposição on-line Automale, em nosso canal no Flickr. Com curadoria da fotógrafa Helga Stein, que tradicionalmente trabalha com auto-retratos, a mostra traz uma seleção de imagens pertencentes a 10 fotógrafos cujo trabalho a artista tomou conhecimento pelo Flickr. “A escolha foi feita pela afinidade com o meu trabalho. Esquecendo o lado óbvio de que são auto-retratos, escolhi aqueles que procuram alterar a percepção de realidade (seja na pré ou na pós produção) ou aqueles que entram num jogo de mostra/oculta”, comenta. A idéia é contar e desconstruir uma história através de 10 auto-retratos de 10 fotógrafos diferentes, todos homens, que exploram suas próprias imagens ao longo de suas produções. No trabalho de cada um dos fotógrafos, o auto-retrato faz parte de sua produção. Tanto de maneira mais intensa, como no caso do Simon Pais-Thomas e Davide Poggi, ou de forma mais sutil como no caso de Jeff Roques, Merkley e Diego Lema.Dessa maneira, a relação com o corpo e as diversas maneiras de se mostrar o gênero masculino são apresentadas através de uma seleção feita pelo olhar da mulher e fotógrafa. “De certa maneira, minhas imagens encontravam na produção deles uma possibilidade de diálogo. Um diálogo latente na maioria dos casos, mas no caso específico de Jeff Roques realmente existiu uma contaminação. Tanto eu trabalhei imagens dele, incorporando-as em meus trabalhos, quanto ele usou imagens minhas em suas investigações”, comenta. Helga também usou o Flickr para o projeto de auto-retratos Andros Hertz, que mais tarde migrou do meio digital e se tornou uma exposição física no Itaú Cultural no ano de 2006. Confira a exposição Automale no canal Flickr do Prêmio Sergio Motta.

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Gênese fotográfica

Trabalho da fotógrafa Roberta Dabdab que integra a mos

A Micasa, loja de móveis e design, em parceria com a Fotô Produção e Consultoria em Imagem e Arte, lançam um ciclo de exposições de fotografia brasileira contemporânea que tem como tema A Criação do Mundo, sob curadoria do jornalista e crítico Eder Chiodetto. A primeira mostra, sob o título Da Gênese Convulsiva inaugura, o ciclo com 25 obras de 11 fotógrafos. Ao longo de 2009 serão quatro exposições. Após Da Gênese Convulsiva, que se inspira na frase “fez-se a luz”, do livro bíblico Gênesis, para sugerir a luz como centro irradiador e criador do universo, virão as mostras Da Beleza Transfigurada - o surgimento do homem e sua relação com o meio, seguida por Do Espaço Estilhaçado, que aborda a construção do espaço urbano, e por fim, Do Desejo Inconfessos, que finaliza o ciclo com os desejos, fantasias e o pecado original. Ao final do ano um livro artesanal com o conteúdo do projeto será lançado em edição limitada. Participam desta primeira mostra os fotógrafos Cris Bierrenbach (SP), Eliana Bordin(RS), João Castilho (MG), Vicente de Mello (RJ), Mariano Klautau (PA), Roberta Dabdab (SP), Sofia Borges (SP), Marie Hipenmeyer (SP), Patricia Gouvêa (RJ), Eder Chiodetto (SP) e Carlos Dadoorian (SP). A mostra Da Gênese Convulsiva começa dia 21 de março, amanhã, a partir das 15 horas.

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Brancura do Fim dos Tempos

Caio Reisewitz   -  Iglesia Trinity II - 2008

A arte que expressa o estranhamento do homem diante das transformações climáticas que assolam o mundo é palco de Intempéries – O Fim do Tempo. A mostra apresenta em grandes projeções de vídeos e fotografias, obras organizadas em torno dos quatro elementos da natureza: fogo, água, ar e terra. A exposição da continuidade a mostra anterior “Intempérie – Fenômenos estéticos da mudança climática e da Antártida”, que reuniu, no espaço OI Futuro do Rio de Janeiro, obras contemporâneas que pesquisam a Antártida e a cor branca. A série de exposições antecedem a temática da II Bienal do Fim do Mundo, que acontece entre abril e maio em Ushuaia (Argentina), El Calafate (Argentina).Diante de intempéries cada vez mais midiatizadas, 29 artistas de 16 nacionalidades observam os ciclos da luz, o congelamento do tempo e o branco vazio do Pólo Sul. Do Equador até o Pólo Sul, os artistas da mostra encontraram intempéries. Alguns trabalhos lidam com a luz, vinda dos ciclos do Sol, outros com o tempo congelado e o branco vazio das terras gélidas da Antártida. O nigeriano George Osodi pesquisou as condições apocalípticas na produção de petróleo no delta da Nigéria. A argentina Diana Lebensohn, as ruínas das metrópoles modernas. O holandês Guido van der Werve mostra como um navio quebra-gelo persegue um andarilho solitário no congelado Golfo da Finlândia, enquanto o brasileiro Caio Reisewitz, vencedor da 2ª edição do PSM, apresenta fotografias de uma isolada igreja Russa na Antártida. A exposição Intempérie-Fim dos Tempos teve início no dia 7 de março, e permanece até o dia 12 de abril, na OCA, Parque do Ibirapuera.

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