Arquivo da categoria ‘exposições’
Arthur Omar além da fotografia
No próximo dia 18 de março, o artista Arthur Omar, um dos vencedores da 8ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e tecnologia, inaugura mostra individual na Galeria Anita Schwartz , Rio de Janeiro. A mostra Arthur Omar – Um Olhar e Sete Véus reúne três séries, com fotografias de grande formato, que vão ocupar toda a galeria: Antropologia Suprematista, que faz uma alusão ao trabalho do suprematista russo Kasimir Malevitch (1878 –1935); Antropologia Solúvel, com fotografias experimentais produzidas em carnavais; e Madona, que foi exposta na ARCO, em Madri, em 2007. A extensa produção de Arthur Omar vai além da fotografia. Desde o início da década de 1970, o artista desenvolve seu trabalho autoral em diversos formatos: filmes, documentários, instalações e livros, nos quais reflete sobre o campo da antropologia, o processo de criação e a natureza da imagem. Atualmente, Omar, autor de Antropologia da Face Gloriosa, O Zen e a Arte Gloriosa da Fotografia e O Esplendor dos Contrários, vive no Rio e produz um livro sobre sua experiência na Ásia Central, com mais de 400 imagens. Arthur Omar – Um Olhar e Sete Véus ficará em cartaz até o dia 17 de abril. Os visitantes poderão assistir ao vídeo Um Olhar em Segredo, de 30 minutos, em que Omar analisa seu próprio trabalho fotográfico. Em abril, haverá um encontro do artista com o público, na exposição. A entrada é franca.
Sem comentários »Eder Santos ganha retrospectiva no Rio
O videoartista Eder Santos inaugura no dia 22 deste mês, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, sua primeira retrospectiva no Brasil - que também é a primeira mostra no Rio. A exposição irá ocupar todo o primeiro andar da instituição. A curadoria é de Solange Farkas; a produção, de Daiana Castilho Dias. Roteiro Amarrado, nome da mostra, compreende uma série de sete conjuntos de trabalhos do artista e tem como objetivo apresentar ao público brasileiro toda a dimensão de originalidade, particularidade de um dos maiores videoartistas do Brasil e do mundo. A trajetória como vídeo-artista teve início em 1983, quando são realizados os primeiros trabalhos sobre obras e processos criativos de artistas plásticos de Minas Gerais. Eder Santos foi um vencedor do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia na primeira edição do prêmio em 1999.
2 comentários »Cartografias Paulistanas

O grupo LAT-23, formado por Claudio Bueno, Denise Agassi, Marcus Bastos e Nacho Duran, apresenta a mostra “2346 | mapa de ficções baseadas em fatos sobre as várias augustas”, exposição que comemora os 456 anos da cidade de São Paulo. A mostra, baseada em histórias reais, reúne textos e fotos espalhados sobre um mapa abstrato da famosa Rua Augusta e está aberta ao público desde o dia 25 de janeiro. Segundo o texto curatorial, o objetivo dessa exposição é o de discutir a impossibilidade de mostrar num mapa a totalidade de um lugar. “Cartografar é propor pontos-de-vista sobre espaços (na paisagem otimista de usuários de mapas abertos e coletivos) ou delinear marcas em territórios (no cenário pessimista da cartografia clássica de viés militar), isso significa que mesmo sobrepondo formas de ver a rua, 2346 só mostra a augusta por fragmentos de um mosaico incompleto”, afirma o curador Marcus Bastos. Na mostra, dados sobre a rua resultam num mapa plotado na parede do espaço expositivo. O mapa apresenta uma série de QR-CODES distribuídos em bares e restaurantes da Augusta, além de outro mapa online em que o público também pode acrescentar as próprias experiências que vividas nessa rua. 2346 completa uma trilogia de mapas paulistas em que o LAT-23 busca desconstruir formas tradicionais de cartografia. O grupo trabalha com procedimentos de re-mapeamento, por meio de pesquisa sobre as relações entre formatos gráficos, online ou de mídias portáteis e os vários contextos em que circulam.
A vida em 2050
Life in 2050 é uma mostra organizada pelo estúdio Transmission para o festival anual de cinema SCI-FI-LONDON. Ao todo, são vinte artistas expondo trabalhos que criam conceitos sobre o futuro daqui a 40 anos. Segundo o texto curatorial, “a vida em marte, o contato com aliens e robôs realizando tarefas domésticas viraram lugar comum e não funcionaram muito bem até o momento.” De que maneira estaremos vivendo, quais os problemas que encontraremos, e quais serão as mudanças encontradas em 2050 são algumas das questões imaginadas pelos artistas que exibem seus trabalhos na galeria Chapter One, de Londres, a partir do dia 16 de abril. As obras apresentadas também serão disponibilizadas em um acervo on-line, e paralelamente, o projeto convida os internautas a enviarem imagens que representem o futuro em 2050. A imagem vencedora será selecionada e incluída na exposição Life in 2050. Para enviar as imagens e saber sobre o assunto acesse o site www.life-in-2050.com .
Sem comentários »Parece Verdade

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta, de 12 de janeiro a 03 de março, a exposição Parece Verdade, com cerca de 50 fotografias de Caio Reisewitz. Com curadoria de Fernando Cocchiarale, a mostra é uma panorâmica da trajetória do fotógrafo, abrangendo os oito últimos anos da produção do artista, que rapidamente se tornou um dos mais destacados do cenário contemporâneo brasileiro. “Existe a realidade como ela é, e a construída. O interior de uma igreja barroca, por exemplo, é uma obra de arte em si, plena de detalhes requintados. E também há cenas da natureza em que, apesar de ser uma realidade direta, ela é tão elaborada que você pode pensar que foi construída, ou teve algum tipo de montagem e manipulação, o que não ocorreu”, observa Caio. Outro aspecto do trabalho do fotógrafo é a quase total ausência do ser humano. “Não é proposital, é um instinto”, diz. As exceções são fotos de 2002 em que usa a imagem de um amigo, Rufo, ou da menina Antonia, filha de outro amigo, único retrato, propriamente dito, da mostra. A exposição será acompanhada de uma bem-cuidada publicação, com as imagens da exposição e textos de Fernando Cocchiarale, Miguel Chaia e entrevista com o artista feita por Horácio Fernandez, um dos grandes especialistas de fotografia da Espanha. Parece Verdade ainda traz oito fotografias inéditas no Brasil, das quais uma, Guanabara, foi produzida especialmente para a mostra. As fotografias representam um panorama do deslocamento de Caio Reisewitz, que fotografou na capital, no interior e no litoral de São Paulo, e também no Rio de Janeiro, Pará, Goiás, Distrito Federal e Paraná.
Sem comentários »Mostra LABMIS apresenta nova geração das artes digtais
Acontece hoje a abertura da Mostra LABMIS, primeira coletiva de resultados do programa de residência artística do laboratório de novas mídias do Museo da Imagem e do Som de São Paulo. A exposição engloba obras voltadas às linguagens contemporâneas de caráter tecnológico através de trabalhos de artistas 5 selecionados pelo edital Residência LABMIS. A exposição conta também com a participação de Caetano Dias, Alexandre Fenerich e Paulo Meira, artistas convidados em 2008 para o desenvolvimento de obras inéditas, marcando o início das atividades do LABMIS. Entre os artistas selecionados para a residência, estão Anaisa Franco e Claudio Bueno, indicados ao 8º Prêmio Sergio Motta na categoria Início de Carreira. Anaisa Franco desenvolveu o trabalho Realidade suspensa, uma instalação composta por um cilindro de acrílico, no qual está inserida uma máquina de fumaça programada. Sobre a fumaça que preenche seu interior, são projetados três vídeos sincronizados, acompanhados por um áudio. Nessa obra carregada de metáforas, a fumaça evoca uma nuvem trazida do céu. A artista busca colocar em evidência a posição do homem na sociedade, os seus objetos de consumo e a busca de ideias inatingíveis. A residência artística de Claudio Bueno resultou em Estrelas Cadentes, uma instalação multimídia que parte de um “céu” composto por 150 pequenos balões pretos carregados com pó brilhante roxo. O público poderá enviar mensagens com supostos desejos para um celular específico. Ao receber a mensagem, o aparelho faz acender uma luz azul sobre um dos balões, que estoura, jorrando todo o pó contido dentro dele. Semelhante a uma estrela cadente, desaparece, deixando apenas um rastro de cor no chão do espaço expositivo, como vestígio das presenças, interações e desejos compartilhados pelos visitantes. Paulo Meira, artista convidado para mostra, é também um dos artistas contemplados pelo Prêmio Sergio Motta. Meira foi o vencedor na categoria Bolsa Fomento, na 7a edição do prêmio, desenvolvendo a vídeoinstalação Marco Amador-Sessão Cursos, realizada em 2007. Para a mostra do LABMIS, o artista desenvolveu o trabalho intitulado OMA – sessão 15 minutos no Jardim de Alice Coelho. Sua residência artística resultou em três obras, um vídeo de 21 minutos, uma videoinstalação e um vídeo interativo (game art), que envolvem uma mulher barbada, uma modelo de atirador de facas, um mágico e um autômato eqüino, num clima que mistura paixão, morte e repugnância pelo abjeto. As narrativas construídas imageticamente falam da corporeidade do homem contemporâneo em meio às múltiplas experiências que o envolve.
Sem comentários »Fórum A&T- Entrevista com Jorge La Ferla
No dia 3 de novembro, o argentino Jorge La Ferla, curador e pesquisador em Mídias Audiovisuais apresenta a palestra Perspectivas críticas da produção latino-americana dentro do Fórum Internacional A&T- Perspectivas Críticas em Arte e Tecnologia. La Ferla colaborou em inúmeras publicações envolvendo a produção audiovisual da Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, França, México e Estados Unidos, entre outros países. Editou mais 25 publicações sobre arte, desenho e tecnologias audiovisuais. Nesta entrevista ele revela um pouco sobre a produção audiovisual latina e as mudanças do mercado cinematográfico argentino com a chegada dos suportes digitais:
Como a tecnologia digital está modificando o circuito de produção audiovisual da América Latina?
A produção audiovisual da América Latina é complexa e muito diversa, é difícil traçar um panorama compreensivo. De qualquer forma é possível vislumbrar no campo audiovisual uma situação de crise no que diz respeito à produção cinematográfica em sua transferência para o digital, muito pouco trabalhada, o que reflete em uma atitude negativa que se sustenta apenas pelo desejo de simular o efeito do dispositivo digital. Muitos artistas latino-americanos provenientes das artes eletrônicas e do vídeo experimental se dedicam, paradoxalmente, a produzir experiências com o formato longametragem. São eles: Fabián Hofman do México; Cao Guimaraes, Kiko Goifman, Sandra Kogut, Fernando Meirelles e Eder Santos do Brasil; Andrés Di Tella e Esteban Sapir da Argentina. Por outro lado, temos um modelo antológico de artista e realizador como Chris Marker, que utliziou praticamente todos os suportes e dispositivos tecnológicos produzindo obras admiráveis, que experimentam com cada uma dessas máquinas e linguagens, em suas especificidades e combinações criativas híbridas.Há uma série de artistas que há vários anos estão na vanguarda ao utilizarem meios secos e meios úmidos, nas vertentes denominadas bioarte e arte transgênica, apoiados em uma sólida formação artística e em processos profundos de investigação. Um exemplo é Eduardo Kac que está na vanguarda deste movimento a mais de duas décadas.Lucas Bambozzi, talvez seja um dos casos mais notáveis dentro da produção latino-americana. Realizou trabalhos em película, vídeo, performance, instalações em netart, robótica, mídia locativa, entre outros. Em suma, chegou o momento de pensar novas nuances, histórias e modelos de formação dos arquivos audiovisuais. Como referência, cito os trabalhos La Historia del Video Arte en Colombia; Cine Mexperimental_60 años de medios de vanguardia en México; Made in Brasil: três décadas do vídeo brasileiro, Historia Crítica del Video Argentino y Net Art Colombia. Também há exemplos de experiências recentes como o projeto Emergentes de José Carlos Mariátegui; Visionarios_ Cine y video de América Latina, e Laura Baigorri, que faz um estudo comparativo sobre arte e tecnologia no continente Latino Americano. A edição adiada do tradicional XVII do Videobrasil, maior festival continental de artes eletrônicas da América deverá dar conta em 2009 de um estado de situação, como é habitual dentro de sua proposta, e que o resultado em 2011 apresentará uma análise dessas mudanças de dispositivos e da produção Audiovisual da América Latina
Como você avalia a transição do suporte fotoquímico para produção em suporte digital na Argentina? Existe alguma especificidade nessa produção?
A Argentina é um dos maiores produtores de cinema em longa metragem da América Latina. Devido a esse fenômeno, estamos vivendo um momento de crise muito interessante por causa do desaparecimento paulatino dos suportes fotoquímicos. Mesmo assim, uma parte da produção nacional se dá em celulóide 35 mm no registro da câmera, mas nos laboratórios de revelação e na projeção, gradualmente, este processo é convertido para suportes digitais de alta definição. São poucos os realizadores que tomaram consciência das possibilidades criativas destas mudanças: Leonardo Favio, Fabián Hofman e Fernando Spiner, produziram obras que transcendem, ao operarem no nível das máquinas digitais, diversas perspectivas criativas. Cito aqui alguns artistas do vídeo que se apropriaram da tecnologia digital: Gustavo Galuppo, Iván Marino e Marcelo Mercado, são os que atingiram um grau de expressão mais sofisticado ao incorporarem o computador como dispositivo criativo modificando radicalmente sua estética prévia baseada no sinal de vídeo analógico. Recordemos que, os centros de formação em arte, ciência e tecnologia que hoje existem na Argentina não dialogam com as 30 escolas de cinema que encontramos somente em Buenos Aires e arredores.
Hoje toda a produção audiovisual, desde videoartistas à realizadores do cinema, dependem do mesmo suporte digital, e todos trabalham a base do mesmo dispositivo tecnológico.Há um movimento de artistas que trabalham com instalações interativas, com a fusão da arte e da ciência das interfaces, ou em bioarte e robótica, que consolidarão novas gerações ao longo do tempo.
Yukiko Shikata, também palestrante do Fórum A&T, afirma que um dos fatores responsáveis pela mudança no conceito de Curadoria seria a cultura das redes digitais. Como você avalia a prática curatorial nos dias atuais?
Sem dúvida o tema da cultura das redes digitais aparece como uma variável significante e que nos faz repensar a idéia de curadoria. Mas de qualquer forma o conceito de curadoria, suas questões conceituais e operativas, por mais paradoxal que sejam, advêm da criação de um departamento de cinema no MOMA, Museu de Arte Moderna de N.Y., quando Iris Barry, em 1935, criou um lugar de investigação, conservação e exibição para as artes cinematográficas dentro do âmbito dos museus contemporâneos. A questão da prática curatorial nos dias hoje deve vir acompanhada de um processo de mapeamento, seleção, análise, arquivo e conservação das artes digitais. Os grandes projetos globais de curadoria e arquivo não têm sido eficazes. Desde a criação da UNESCO os grandes centros de artes midiáticas do hemisfério norte não conseguiram dar conta de uma situação que foge suas próprias fronteiras e continentes.As Históri(as) do Cinema de Godard, como afirma Dominique Païni, seguem sendo um conceito referência em quanto as possibilidades de produzir uma meta crítica pela máquina digital e comparada a das artes audiovisuais como efeito de um trabalho inteligente de curadoria, onde a base de dados é o elemento basal de categorização e processamento. As promessas da sociedade de informação e globalização ainda não se concretizaram, e diante de um mundo que se desenvolve cada vez mais fechado em si mesmo, é urgente a criação de estruturas mais autônomas para conservar os patrimônios artísticos tecnológicos. Neste sentido, um exemplo interessante é o acervo e arquivo do Videobrasil . Enfim, o tema das curadorias tende a perder muito frente a uma questão de fundo como a ausência de acervos e arquivos das artes audiovisuais, analógicas e digitais, que no caso da Argentina, e grande parte da América Latina, são inexistentes.
1 comentário »Camila Sposati na Casa Triângulo
Referências indiretas à psicodelia em imagens que apresentam a recomposição da realidade atômica de cristais minerais. Essa é uma das idéias apresentadas na exposição Nucleação, da artista Camila Sposati, a partir deste sábado, dia 31, na galeria Casa Triângulo. A mostra parte da pesquisa sobre crescimento de cristais, realizada por Camila durante sua estadia no departamento de química da University College of London e na Loughborough University. A artista apresenta desenhos que são esculpidos ou descamados: uma série feita em blocos de 50 folhas de papel que compõe uma forma completa do desenho. “Assim como no cristal, o desenho cresce em sobreposições que vemos, não pela transparência, mas sim pela “descamação” dessas folhas de papel, que, num princípio geológico-artístico, remove estas camadas para revelar a imagem abstrata final”. Além dos desenhos, há uma retro-projeção de imagens ampliadas dos cristais, onde o método desenvolvido pela artista através da pesquisa sobre minerais e suas camadas de crescimento integram o processo artístico ao científico. Camila Sposati é uma das vencedoras na categora Meio de Carreira desta 8ª edição do Premio de Arte Sergio Motta de Arte e Tecnologia, e também participa da exposição Texto Público, dentro da 7º Bienal do MERCOSUL.
Sem comentários »Pipilotti Rist no Brasil
A partir de 6 de outubro, o Museu Paço das Artes, em São Paulo, recebe dez videoinstalações da artista suíça Pipilotti Rist. Entre os trabalhos exibidos , está a polêmica Ginas Mobile, que registra em close quase microscópico cinco vulvas. Além do apelo feminista, o trabalho de Rist tem como influência a música e a cultura pop. Vídeos cômicos como “I’m Not The Girl Who Misses Much” (1986), uma releitura bem esquisita da canção “Happiness is a Warm Gun”, de John Lennon, ou “You Called Me Jacky” (1990), no qual a artista dubla outra música, estarão na instalação “The Room”. A artista está no Brasil para divulgar sua mostra e além disso pretende viajar por Minas Gerais num ônibus alugado e fazer pesquisa sobre a relação de europeus e brasileiros com as cores.
Sem comentários »Mostra de vídeos na Arthur Fidalgo

A galeria carioca, Arthur Fidalgo, abre hoje, a partir das 19h30, a mostra de vídeos, Oçapse-Oproc-Zul. A idéia para a mostra parte de palavras desviantes que parecem desconexas à primeira vista. Com organização do artista Marcos Bonisson, o projeto traz imagens e sons em vídeos elaborados por 59 artistas, sobre as idéias de: Espaço, Corpo e Luz, batizados por seus vocábulos escritos ao contrário, num ato de reinventar o sentido de cada um. O projeto vem sendo desenvolvido há dois anos e os vídeos já foram apresentados respectivamente em dezembro de 2007 (oçapse), junho de 2008 (oproc) e dezembro de 2008 (zul). Os três vídeos são agora reunidos em DVD com apoio da Galeria Artur Fidalgo e do Ateliê da Imagem. Além dos três vídeos, o DVD traz também textos dos curadores e artistas: Franz Manata (zul), Luiza Interlenghi (oçapse) e Alexandre Sá (oproc) agregando reflexão textual ao projeto. Segundo Marcos Bonisson: “o projeto nasceu de um jogo lingüístico improvável de inversão de vocábulos (oçapse-oproc-zul = espaço-corpo-luz), porém mantendo os seus significantes de origem, que a partir daí são selecionados como ideias para o deslanche das proposições a serem trabalhadas em imagens e sons”. Entre os artistas participantes, está André Parente, um dos vencedores da 5ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. A Galeria Arthur Fidalgo está localizada na Rua Siqueira Campos 143, ljs 147 / 150, 2º piso, Copacabana, Rio de Janeiro.
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