Arquivo da categoria ‘exposições’
A Arte Cinética do Surreal
Uma das pioneiras no uso das novas tecnologias ainda nos anos 1970, Rebecca Horn, nascida em 1944, criou inúmeras instalações e esculturas móveis que fazem uma interseção entre o objeto performático e arte multimídia. Desde a sua participação na exposição Documenta de 1972, aos 20 anos, a artista se tornou conhecida mundialmente pela investigação da arte cinética, conquistando a admiração de um público interessado em cinema, arte visual e performance. Sua primeira retrospectiva no Brasil, Rebelião em Silêncio, depois de passar pelo Rio de Janeiro, chega agora em São Paulo e fica até o dia 3 de outubro em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. A exposição reúne obras importantes da carreira da artista que apresenta suas máquinas surrealistas feitas de diversos materiais como penas, chifres, espelhos, facas, conchas , etc . A mostra também apresenta filmes produzidos entre as décadas de 1970 e 1990, instalações tridimensionais, esculturas e outras peças que dialogam com a luz, o movimento e a natureza. A curadoria é de Marcello Dantas.
2 comentários »Arte com o Google
Em uma parceria entre o Google e o Chelsea Art Museum de NY, a exposição Digital Art @ Google NY reúne artistas que utilizaram a ferramenta de busca Google para criarem plataformas e trabalhos de arte digital. Com o subtítulo de Data Poetics, a mostra será aberta no dia 11 de junho com a participação de artistas como Aaron Koblin , Mark Napier, Thompson and Craighead , dentre outros destaques. A exposição e os debates serã transmitidos pelo Google no site do projeto. A curadoria é de Nina Colosi, fundadora do Streamin Museum, site que exibe exposições e performances on-line. Os programas do Streaming Museum são inspirados nas ideias do videoartista Nam June Paik , que na década de 1970 propôs o conceito “Information Superhighway”, um meio livre para trocas e experiências culturais, algo parecido com a Internet atual.
Sem comentários »“A memória é uma ilha de edição”
O artista mineiro Pablo Lobato realiza, a partir do dia 13 de maio a sua primeira mostra individual, O que pode a expiração, que reúne três trabalhos e a realização de uma performance ao vivo, Expiração 01. Neste trabalho o artista irá submeter trechos do seu arquivo audiovisual, acumulado por 12 anos, ao software desenvolvido especialmente para o projeto. O software criado irá determinar tempos de existência para os trechos do arquivo de Pablo Lobato. Ao final da apresentação os vídeos serão apagados definitivamente de seus suportes. Além da performance, estão também a instalação Troca de Papéis 325 e o pré-lançamento do filme Queda, a ser realizado no dia 15 de maio. Pablo Lobato é um dos fundadores da Teia - Centro de pesquisa audiovisual com sede em Belo Horizonte. Co-dirigiu o filme Acidente, premiado como melhor Doc Ibero-Americano em Guadalajara, México (2007). Foi bolsista da John Simon Guggenheim Foudation, NY (2008-09). Em 2008, participou do projeto Território Recombinantes na etapa Belo Horizonte, realizada pelo Instituto Sergio Motta, onde apresentou seu portfólio. A exposição fica em cartaz no museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, até o dia 13 de junho.
Sem comentários »Sônia Andrade no Oi Futuro RJ

Nascida no Rio de Janeiro, a artista Sonia Andrade é uma das mais ativas realizadoras de videoarte brasileira. Em 2001 foi uma das vencedoras da 2ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia com o vídeo It were but madness now t’impart the skill of speculare stone. Atualmente, Sonia apresenta uma videoinstalação no Oi Futuro RJ, realizada a partir de um dos enigmáticos versos do poema “Song” do poeta inglês John Donne:“Get with child a mandrake root”. Este verso fala “da mítica que envolve a raiz da mandrágora que é associada a poderes de fecundação ou afrodisíacos ou analgésicos”, afirma o texto descritivo da obra. A videoinstalação apresenta imagens fragmentadas de uma enorme árvore Chorona no Jardim Botânico, desenhada em suas várias faces enquanto monitores exibem a imagem filmada do encontro da raiz com a terra. Nessa obra, a artista faz uma reflexão sobre as mudanças ocasionadas pela passagem do tempo. A exposição de Sonia Andrade vai até o dia 30 de maio no Oi Futuro do RJ.
Sem comentários »Vencedores do 8º Prêmio Sergio Motta na Galeria Vermelho
A vídeo-instalação Disque M para Matar (2009), premiada com o 13º Prêmio Cultura Inglesa Festival, da dupla Leandro Lima e Gisela Motta, está exposta na Galeria Vermelho junto a outros trabalhos dos artistas Chelpa Ferro e Rosângela Rennó. A obra utiliza fragmentos de Disque M para Matar, filme lançado por Alfred Hitchcock, em 1954, com Grace Kelly no papel de Margot. Na versão da dupla, a iniciativa de fazer o telefone tocar não depende mais do marido de Margot, mas sim do visitante da exposição que, com seu próprio telefone celular, poderá ligar para o telefone preto que fará despertar a bela Grace Kelly assumindo o papel de cúmplice da ação. Nas salas 1 e 2, Rennó montou “2005-510117385-5“, instalação formada por 751 fotografias recuperadas pela polícia carioca após serem roubadas da Fundação Biblioteca Nacional, em 2005. A exposição também apresenta o trabalho MIC, do grupo Chelpa Ferro, composto por motor, trilho, microfone, amplificador de guitarra e por e 28 vasos de vidro. A 3 metros de altura é instalado na parede o trilho com o motor que conduz miocrofone pendurado, criando um percurso sobre a boca de vasos de vidro, captando as suas reverberações. Gisella Motta e Leandro Lima foram vencedores de duas edições do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. A primeira em em 2005 na 5ª edição e a segunda no ano passado na categoria Meio de Carreira na 8ª edição. Rosângela Rennó também foi contemplada com o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia pelo trabalho Vulgo na primeira edição.
1 comentário »Galeria Expandida
No dia 14 de Abril, acontece o segundo encontro do projeto Galeria Expandida, realizado na Galeria Luciana Brito, em São Paulo. Lucas Bambozzi, Ricardo Basbabaum e Gilbertto Prado realizaram relatos ao longo de todo o dia sobre os seus trabalhos expostos que também fazerm parte do evento. Com curadoria de Christine Mello, a exposição aproxima ações efêmeras e midiáticas de artistas históricos aos trabalhos de uma nova geração de artistas. No primeiro encontro,participaram dos debates artistas como Analívia Cordeiro, Regina Silveira e Fabiana de Barros. O relato dos artistas é seguido de debates com críticos e curadores. O próximo e último encontro acontece no dia 17 de Abril, com os críticos e curadores Paula Alzugaray, Luciana Brito e Mônica Nador.O objetivo do evento é pensar as conexões entre espaços da arte e experiências acessíveis no nosso cotidiano, como as promovidas pela Internet, televisão, telefonia móvel, mídia indoor e outdoor, jornal, revistas, cartazes, filipetas, transmissões sonoras e camisetas. Os encontros são transmitidos ao vivo pela internet no site do Fórum Permanente.
Sem comentários »Primeira exposição individual de Fernando Velázquez
Em sua primiera exposição individual, Paisgens e Autoretratos/Videoworks, Fernando Velázquez apresenta um conjunto de vídeos que giram em torno de dois eixos clássicos na arte: o auto-retrato e a paisagem. Com técnicas e tecnologias diversas, que vão desde o convencional à captação com aparelhos de bolso, e a finalização em softwares de edição em tempo real, o artista lança um olhar crítico perante o cotidiano com o afã de extrair ténues momentos de equilíbrio e poesia em um mundo saturado de imagens. Dessa forma, investiga questões da contemporaneidade como privacidade, monitoramento e controles na construção do self. A exposição acontece no Centro Cultural do Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro, a partir do dia 3 de abril. Velázquez é vencedor do 8º Prêmio Sergio Motta, realizado em 2009, na categoria Meio de Carreira.
Sem comentários »Tão longe, tão perto
A mostra Tão longe, tão perto_ As Telecomunicações e a Sociedade é organizada pela Fundação Telefônica e tem curadoria do físico e professor da Unicamp, Peter Schulz. Em cartaz no Museu de Arte Brasileira da FAAP - São Paulo, a exposição possibilitará abrir para o público paulista, pela primeira vez, o acervo do Núcleo Memória Telefônica, que exibe, entre aparelhos e centrais telefônicas, as primeiras listas, fotos de época e documentos históricos da telefonia do Estado. Ao todo são apresentadas cerca de 100 peças, que ajudam a compor o painel da evolução da telefonia e das diferentes formas de comunicação das sociedades. Composta por núcleos temáticos, a exposição começa pela Linha do Tempo, que perpassa toda a Mostra. Outro exemplo é o núcleo Arte e Cultura Popular, onde o visitante poderá constatar por meio de vídeos, áudios e documentos, entre outros meios de comunicação, como as culturas são influenciadas pelas inovações tecnológicas, gerando diferentes manifestações estéticas na música, na poesia, na literatura, nas artes visuais. Para isso, os artistas Rafael Marchetti e Giselle Beiguelman criaram um projeto especialmente para a Mostra, denominado Tele_bits 2.0, um ensaio visual dinâmico on-line sobre a relação das telecomunicações com o cotidiano, mediado pela ação do público. A Mostra fica aberta ao público até o dia 23 de maio. Pode ser visitada de terça a sexta, das 10 às 20 horas. Aos sábados, domingos e feriados, das 13 às 17 horas. A entrada é gratuita.
Sem comentários »Vestígios Imaginários de Lucas Bambozzi
Está em cartaz na Galeria Luciana Brito, em São Paulo, a exposição Presenças Insustentáveis do artista Lucas Bambozzi. Lucas foi indicado à categoria Meio de Carreira do 8º Prêmio Sergio Motta e foi vencedor na 3ª edição do Prêmio. O artista apresenta uma instalação site specific que simula os vários cômodos de um apartamento no ambiente arquitetônico da galeria, que é moldado por projeções de vídeo. As cenas sugerem ambientes que oscilam entre o que se vê e o que se imagina que possa ter acontecido neles. Presenças Insustentáveis reúne cenas de quartos e cômodos provisórios, às vezes empoeirados, às vezes com objetos deixados pelos moradores no ambiente – aparentemente não mais habitado. O material que gerou a instalação foi gravado “ao longo dos últimos 4 anos, quando o artista buscava apartamentos ou casas para alugar. O trabalho parte do princípio de que a presença do outro é sempre percebida subjetivamente, discorrendo sobre as evidências que pontuam nossa percepção no espaço em relação às pessoas que o percorreram ou o habitaram. A instalação fica exposta até o dia 17 de Abril.
Sem comentários »Arthur Omar além da fotografia
No próximo dia 18 de março, o artista Arthur Omar, um dos vencedores da 8ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e tecnologia, inaugura mostra individual na Galeria Anita Schwartz , Rio de Janeiro. A mostra Arthur Omar – Um Olhar e Sete Véus reúne três séries, com fotografias de grande formato, que vão ocupar toda a galeria: Antropologia Suprematista, que faz uma alusão ao trabalho do suprematista russo Kasimir Malevitch (1878 –1935); Antropologia Solúvel, com fotografias experimentais produzidas em carnavais; e Madona, que foi exposta na ARCO, em Madri, em 2007. A extensa produção de Arthur Omar vai além da fotografia. Desde o início da década de 1970, o artista desenvolve seu trabalho autoral em diversos formatos: filmes, documentários, instalações e livros, nos quais reflete sobre o campo da antropologia, o processo de criação e a natureza da imagem. Atualmente, Omar, autor de Antropologia da Face Gloriosa, O Zen e a Arte Gloriosa da Fotografia e O Esplendor dos Contrários, vive no Rio e produz um livro sobre sua experiência na Ásia Central, com mais de 400 imagens. Arthur Omar – Um Olhar e Sete Véus ficará em cartaz até o dia 17 de abril. Os visitantes poderão assistir ao vídeo Um Olhar em Segredo, de 30 minutos, em que Omar analisa seu próprio trabalho fotográfico. Em abril, haverá um encontro do artista com o público, na exposição. A entrada é franca.
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