Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo da categoria ‘dança’

Belo Horizonte recebe festival francês de arte e tecnologia

effet papillon - espetáculo que abre a 1ª edição do SIANA no Brasil

A Semana Internacional de Artes Numéricas e Alternativas (Siana) surgiu em 2005, na França, com o objetivo de investigar as interfaces entre a produção estética contemporânea e as tecnologias digitais. Em sua terceira edição, a SIANA 2009 foi iniciada em março em Evry, na França, e acontece no Brasil dentro da programação oficial do Ano da França no Brasil. Belo Horizonte é a primeira cidade do mundo a receber uma edição local do SIANA 2009. O festival teve início no dia 30 de junho, com o espetáculo, para convidados, Effet papillon (Efeito borboleta) da companhia francesa Contour Progressif. Criado pela coreógrafa Myléne Benoit, utiliza códigos do videogame para questionar as representações do corpo nos universos de realidade virtual. A intenção é discutir a fronteira entre os dois mundos. “O digital é algo palpável, existe. Diferentemente do virtual, ligado ao imaginário”, explica Benoit. As novas formas de arte multimídia chegam ao público em eixos distintos. Serão três espetáculos, além de Effet papillon, A la veille de ne partir jamais, do francês Serge Adam e da brasileira Flávia Tapias, e Cortiços, da companhia mineira Luna Lunera. Nas exposições serão apresentadas 11 obras de artes digitais e instalações interativas. Seis workshops promoverão o intercâmbio reflexivo entre público e criadores. O Festival será sediado em diferentes locais da capital mineira. O Palácio das Artes receberá exposições. O espaço Oi Futuro também abrigará mostra de artes visuais digitais, assim como espetáculos, no recém-reformado Teatro Klaus Vianna, e workshops, na sala multimeios. As palestras serão ministradas o Conservatório UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). O festival termina no dia 15 de julho.

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Dança Ilusória

Espetáculo OP1 - foto de João Sal

OP1 é o atual projeto de dança contemporânea da Cia. Phila 7, concebido e dirigido por Mirella Brandi. Sua proposta é a de explorar os limites entre o real e o imaginário, tendo a Optical Art como sua principal referência. O processo criativo do espetáculo é contínuo e se baseia na interação entre quatro artistas: o videoartista Rodrigo Gontijo, a lighting designer e diretora Mirella Brandi, o músico Muepetmo, e a performer e coreógrafa Lali Krotoszynski, que em 2007 foi contemplada pelo Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia com o projeto multimídia Bodyweave. O OP1 pretende brincar com estabilidade da visão e os hábitos mentais do público. A coreografia estabelece uma relação dinâmica entre corpo, luz e os padrões gráficos gerados em tempo real. A base musical (especialmente composta) brinca com o tempo e cria um fluxo contínuo de atmosferas, que vai desde o esboço de uma melodia até sua irônica desconstrução. A iluminação manipula o corpo em movimento, revelando, escondendo ou deformando partes do corpo, desenhando o espaço e criando composições que se confundem com as imagens projetadas. O projeto foi contemplado pelo programa Rumos Itaú Cultural Dança em 2006 que financiou sua primeira montagem em 2007. Agora o espetáculo está de volta com três únicas apresentações, a primeira no Rio de Janeiro, e outras duas em Montreal e Nova York, que acontecem em abril e maio. A remontagem do OP1 no Rio de Janeiro, será entre os dias 26 e 29 de março, no Teatro Nelson Rodrigues.

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Dança digital

Uma dança tecnológica que flerta abertamente com as mídias digitais. Com esta proposta-chave, o espetáculo “Qwerty”, do coreógrafo e performer japonês Yuzo Ishiyama, tem apresentação única hoje no Sesc Consolação. Depois de se apresentar no Fórum Internacional de Dança de Belo Horizonte e antes de seguir para o Panorama de Dança no Rio de Janeiro, a companhia pára em São Paulo para mostrar uma dança que brinca com real e imaginário. Em “Qwerty” -cujo nome faz referência à seqüência inicial do teclado do computador-, luzes, sons e imagens projetadas são considerados intérpretes tão importantes quanto os seis bailarinos que dançam efetivamente. Na prática, o coreógrafo-performer bebe na fonte de um coletivo artístico japonês, o Dumb Type, fundado ainda nos anos 80. O grafismo em cena é uma das marcas de “Qwerty”. Os bailarinos surgem no palco com roupas pretas e, ao som de música eletrônica, vão se locomovendo e criando com seus corpos uma série de imagens gráficas que se espalham pelo linóleo e telão pretos, do chão ao fundo da cena. “A peça endossa o meu ponto de vista de que o corpo existe como uma extensão da mídia digital”, diz Ishiyama, que é um dos intérpretes do espetáculo. Os bailarinos dançam com seus duplos, que com a ajuda de mecanismos digitais vão se multiplicando e se modificando na tela ou no chão do palco, em imagens que beiram o lúdico. O espetáculo acontece hoje, ás 21 horas, no Sesc Consolação, em São Paulo.

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BODYWEAVE NO FLICKR PRÊMIO SERGIO MOTTA

Lançamento Bodyweave

Bodyweave, um Playground Audiovisual na Internet, é o projeto criado pela artista multimídia, performer e coreógrafa Lali Krotoszynski. O conceito principal do trabalho é unir tecnologia e dança através de uma interface criada exclusivamente para isso. O projeto Bodyweave foi um dos vencedores do prêmio Bolsa Fomento da 7ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia em 2007, e agora concluído, foi apresentado nos dias 13 e 14 de setembro, no Itaú Cultural, encerrando a programação da mostra Emergência e Dança. O evento foi parte da programação da mostra Emoção Art.ficial 4.0 – Emergência! O site estará no ar a partir de amanhã e as fotos do lançamento do projeto foram disponibilizadas por Lali no Flickr Prêmio Sergio Motta

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Bodyweave, um Playground Audiovisual na Internet

Bodyweave - amostra do site desenvolvido por Lali Krotoszynski

Bodyweave, um Playground Audiovisual na Internet, é o projeto criado pela artista multimídia, performer e coreógrafa Lali Krotoszynski. O conceito principal do trabalho é unir tecnologia e dança através de uma interface criada exclusivamente para isso. O projeto Bodyweave foi um dos vencedores do prêmio Bolsa Fomento da 7ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia em 2007 e agora concluído, finalmente será apresentado ao público nos últimos dias do evento e da bienal internacional de arte e tecnologia do Itaú Cultural. A idéia para a criação de Bodyweave surgiu das experiências de Lali com coreografias desenvolvidas em outras mídias além do corpo, a exemplo da criação de animações com imagens estáticas. A plataforma para interface de Bodyweave se dá em um site onde o internauta faz um cadastro para ter acesso ao banco de dados pré-existentes, podendo selecionar imagens e sons, além de inserir fotos ou imagens escaneadas para a criação de sua própria animação. Essa seleção é processada por um programa, que associa som e imagem, gerando uma coreografia virtual imprevisível, emergente. “O site pode ser visto como um jogo, uma brincadeira, uma ferramenta ou um laboratório para experimentos com sons e imagens em movimento”, explica Lali. O site possui parte da trilha sonora assinada pelos grupos Diablio e Objeto Amarelo, projeto de música eletrônica e rock experimental formado por Carlos Issa em 1999 e que já participou de importantes festivais de musica eletrônica, como por exemplo, o Sonar. Os dois grupos musicais farão uma jam session a partir dos temas sugeridos pela manipulação do site. Para o público presente no lançamento, estarão disponíveis três computadores e haverá uma camera fotográfica disponível para a criação de imagens do local, as quais serão projetadas e criarão animações improvisadas, acompanhadas pela programação musical dos músicos. Bodyweave será apresentado nos dias 13 e 14 de setembro encerrando a programação Emergência e Dança, iniciada em agosto. O evento fecha ainda a programação da mostra Emoção Art.ficial 4.0 – Emergência!, em exposição no instituto até o dia 14.

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Máquina-corpo

Cherrybone - Cherrybone

Kònic thtr é uma plataforma artistica com base em Barcelona que tem por objetivo processos criativos interdisciplinares entre a arte, novas tecnologias e ciência. Seu foco principal de atividade é a aplicação de tecnologias interativas aos projetos artísticos do grupo. Nos próximos dias 06 e 07 de agosto o grupo Kònic Thtr estará em São Paulo para apresentação do espetáculo Cherrybone, no Sesc Pompéia. Além da performance, o grupo ministrará uma oficina, no mesmo local, nos dias 08, 09 e 10 de agosto. Cherrybone mostra múltiplos pontos de vista relacionados à alimentação e ao corpo. Com diferentes coreografias, tecnologias e técnicas audiovisuais, as quatro cenas de Cherrybone são articuladas como círculos concêntricos em torno de um núcleo abstrato central que funciona como um mecanismo de nutrição. O corpo humano é encarado nessa temática em uma dupla perspectiva: em um lado, há a relação com o ato de comer e as diferentes culturas da refeição; e no outro, há a o mecanismo de nutrição e suas disfunções. O palco se torna um espaço orgânico sensível que recebe os dados das ações através de câmeras e diferentes sistemas de sensores wireless. Os dados capturados são analisados por softwares que interpretam, por exemplo, o espaço/situação dos performers ou a distância física entre eles. Desta maneira, os performers podem dialogar com a informação digital para criar um ambiente em 3D, com som e imagens em tempo real ligados à temática do corpo e da nutrição.

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Corpo, espaço e dança de Lara Pinheiro

Lara Pinheiro - Espetáculo Nó(s)

A coreógrafa e bailarina Lara Pinheiro possui um extenso trabalho de pesquisa sobre dança. Além de espetáculos para palco à frente do grupo Dança Povera, o trabalho com instalações, vídeo e dança são uma constante onde a relação corpo/espaço tem sido o tema central. Exemplo disso são a instalação Paisagens Secretas (2000), a performance De Zero a Um (2005) e os vídeos dança Paisagens (2000) que recebeu Menção Honrosa do Premio Sergio Motta, prêmio este do qual foi componente do júri da edição de 2001. Como bailarina e assistente de direção atuou no grupo Terceira Dança, ganhador do Premio APCA de 1995 (Premio Especial do Júri) e como coreógrafa convidada, apresentou-se na Alemanha e Estados Unidos. Em 2007, ao lado de Lívio Tragtemberg, Jurandir Muller e Daniela Bousso, criou o espetáculo multimídia Nó(s) que pretende experimentar as diferentes abordagens da criação cênica, onde, teoria, música, dança e imagem co-habitavam o mesmo espaço/tempo, em um processo de criação coletiva. O resultado foi visto na entrega do Premio Sergio Motta de 2007 e pretende-se dar continuidade ao projeto, levando para outros espaços como o MAM Salvador. “Minha participação trouxe a questão do corpo como confluente de força no espaço, catalisador de potências, na tentativa de abolir o papel da dança como representação de algo que não está lá na cena”, comenta Lara. Atualmente é chefe da curadoria de dança do Centro Cultural São Paulo. Sua atuação na curadoria de dança pretende restabelecer vínculos com criadores e com o público, trazendo para o CCSP manifestações de questões atuais da dança: a performance, a vídeo dança, novas experimentações da cena, criadores jovens e consagrados que estejam arriscando novas abordagens da linguagem. Para tanto, além de uma programação que traz inúmero espetáculos de danças e mostras de vídeo, o CCSP abriu edital para a contratação de Oficinas de Dança, onde a proposta é oferecer oficinas de qualidade para o público, cada vez maior.

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