Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo da categoria ‘cyberpunk’

Melhores de 2009-AIDS-3D

aids3d - perfomance \

O AIDS-3D é composto pela dupla de jovens artistas americanos Daniel Keller e Nick Kosmas. A dupla atualmente reside em Berlim e se dedica a produzir uma arte subversiva com influência da cultura ciberpunk. Seus trabalhos consistem em discutir as promessas não cumpridas pela emergência de novas tecnologias e o modo como somos influenciados por essa falha. Alienação, auto-preservação, reprodução e construção de estilos de vida são temas freqüentes em suas performances, esculturas, e instalações, que frequentemente utilizam lasers, cabos eletroluminescentes, e velharias tecnológicas. A performance Digital Awakening, realizada em setembro de 2008, é um exemplo da filosofia apocalíptica dos rapazes,onde dois possíveis cenários mundiais são simulados através das parafernálias comuns à dupla. A primeira simulação é de um futuro onde a Terra sofre uma desastrosa crise energética, que leva a guerra, a fome e ao colapso do sistema capitalista”. A outra possibilidade simulada é a de um futuro onde a humanidade vive em mundo de tecno-utópico, onde as ferramentas de comunicação e tecnologia futurística são mantidas através de fontes de energia alternativa.

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Realidade ou Ficção Científica?

Chapter I: The Discovery from OtherSounds on Vimeo.

A instalação Chapter I: The discovery foi criada pelo artista espanhol Félix Luque Sánchez e atualmente se encontra exposta no LABoral – Centro de Arte e Criação Industrial, localizado em Gíjon , Espanha. Trata-se de um objeto geométrico que emite um código constituído de luz e som. A obra questiona a percepção do espectador sobre a veracidade do que é mostrado, traçando um percurso que começa com a observação de uma série de vídeos que apresentam imagens sintéticas e termina com o encontro com um objeto físico e interativo. Segundo o artista a obra faz uma brincadeira com questões filosóficas fundamentais do tipo: “Como é possível controlar o desenvolvimento tecnológico e sobre que base ética devemos construir sua finalidade? Quem tem o direito de ditar as normas para as máquinas? Serão as máquinas capazes de destruir-nos?” Para responder as perguntas, o objeto, uma mistura entre o monólito da história 2001: Uma Odisséia no espaço e do brinquedo Genius, reformula essas questões modernas mediante o uso de imagens próprias da cultura popular e da Ficção Científica. A escultura responde a presença dos interatores e mostra vontade de se comunicar. A interação e os comportamentos resultantes imitam sistemas de inteligência artificial. “O objetivo da instalação é o de renovar um velho fundo cultural, interrogar os limites de nossa concepção sobre a inteligência artificial em nosso imaginário coletivo sobre a ficção científica”, comenta Félix. Para saber mais sobre Chapter I clique aqui

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Máquina-aranha

La Princesse - aranha gigante criada pelo grupo La Machine

La Princesse, a aranha mecânica de treze metros idealizada pela companhia francesa de performances artísticas e teatrais La Machine, foi apresentada pela primeira vez em Liverpool, Inglaterra, como parte das celebrações da iniciativa Capital Européia da Cultura, em setembro do ano passado. Agora, a aranha se encontra no Japão para uma performance que integra as comemorações dos 150 anos do Porto de Yokohama. A aranha andou pelas margens do rio Yokohama, fazendo jus a lembrança de qualquer filme de ficção científica japonês, onde monstros gigantes “passeiam” pelas cidades. La Princesse foi construída durante o período de um ano, em Nantes, França, e para sua construção, foi utilizada madeira de Álamo e complexos mecanismos hidráulicos. Em sua primeira apresentação, foi despachada de navio para a Inglaterra e montada em uma locação secreta. Pesando 37 toneladas, a aranha tem cerca 50 eixos de movimento e é operada por 12 pessoas, três que ficam sobre seu corpo, e nove que ficam embaixo, cada um operando uma das patas. Uma segunda parte das operações é composta pelos efeitos especiais criados por Thierry Loridant que incluem chuva, neve, chamas, fumaça, vento, luz e som.

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