Arquivo da categoria ‘coletivos’
Arte do Plug-in

A internet nem sempre deve ser levada a sério. A plataforma de artistas, Artzilla.org, é dedicada ao desenvolvimento de softwares experimentais para o browser Firefox Mozilla. As extensões criadas pelo coletivo não ajudam, por exemplo, na organização de bookmarks, mas os plug-ins e add-ons são criados para tornar a navegação divertida e artística. Os responsáveis pela idéia são os co-fundadores do projeto, Tobias Leingruber e Jamie Wilkinson. Wilkinson e Leingruber são membros do Free Art and Technology , o F.A.T. Lab, um grupo de hackers que realiza ações que mesclam arte e tecnologia. O duo criou o Artzilla nos fins de novembro de 2008, após perceberem que sua marca particular de add-ons para o Firefox não eram acrescentadas ao diretório oficial de extensões do navegador. O Artzilla coleta extensões criativas de diferentes artistas e as coloca disponíveis em seu site para download. Um exemplo é o plug-in China Channel, uma extensão que mimetiza a experiência dos navegadores chineses, frequentemente bloqueados pelo governo. Outro exemplo, é Pirates of the Amazon, uma extensão que verifica através da navegação pelo site da loja virtual Amazon a disponibilidade de download gratuito de seus produtos pelo polêmico site The Pirate Bay.
Sem comentários »The Influencers

O projeto The Influencers se iniciou em 2004 para desenvolver algumas idéias exploradas de outro projeto anterior: o Digital Is Not Analog. O festival acontece em Barcelona desde 2004 e tem por objetivo reunir através de encontros e debates exemplos das novas práticas da Comunicação contemporânea. A edição de 2008 foi divida em 2 etapas e agora chega a fase final nesta 1ª semana de fevereiro. O tema deste ano é Arte, Comunicação de Guerrilha e Entretenimento. O festival traz 8 projetos convidados que apresentam exemplos de intervenções reais na cultura de consumo, informação de baixo custo e fetichismo tecnológico. Entre os convidados se destacam o projeto Wu Ming e o coletivo radicado em Nova Iorque Improv Everywhere. Wu Ming é o pseudônimo literário de cinco autores italianos formado em 2000 a partir do condivíduo Luther Blissett de Bolonha. Em mandarim wu ming significa anônimo ou cinco nomes, conforme é pronunciada a primeira sílaba. O nome do grupo é tido como um tributo aos cidadãos chineses que lutam pela democracia e pela liberdade de expressão e como uma recusa em aceitar o papel do Autor como único responsável pela obra. Suas novelas são um exemplo de trabalho coletivo e demostração da força de um processo criativo que inclui a colaboração contínua com a comunidade de leitores. Já o coletivo Improv Everywhere foi fundado em 2001 sob o slogan “we cause scenes”. Desde então, realizaram mais de 70 “missões” em espaços públicos produzindo sempre situações com uma estranha mescla de caos e diversão. Um exemplo do que o grupo chama de missão é o New York’s 8th Annual No Pants! que aconteceu no último dia 10 de janeiro nos metrôs da maior cidade dos EUA. Participaram do evento 1,200 pessoas tiraram suas calças e ficaram de roupa íntima em pleno inverno novaiorquino.
Sem comentários »O corpo é o limite do pensamento
O grupo Corpos informáticos realiza pesquisas artísticas em performance, videoarte, videoinstalação, vídeo-perfomance, performance em telepresença e web-arte. Surgido na Universidade de Brasília no ano de 1992, é composto de atores, performers, técnicos e artistas plásticos. Seu objetivo primeiro é interrogar as possíveis relações entre, por um lado, o corpo real, o corpo carne, o corpo presença, isto é, o corpo da linguagem artística e para tal se baseiam nas teorias de Félix Guattari e Giles Deleuze. O grupo recebeu menção honrosa na 7ª edição do Prêmio Sérgio Motta de Arte e tecnologia pelo trabalho Uai: Ueb Arte Interativo , realizado em 2006. Agora, a CAIXA Cultural do Rio de Janeiro recebe, de 25 de junho a 20 de julho de 2008, a exposição Bia Medeiros: Trajetórias do Corpo, que com curadoria de Priscila Arantes, reúne obras do grupo Corpos Informáticos, que é coordenado por Bia desde seu surgimento. Para a curadora da mostra, Priscila Arantes, o Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos, demonstra em suas obras uma preocupação com o entendimento da arte. “Em um mundo em que as subjetividades e as relações se tornam cada vez mais líquidas, as ações do Grupo revelam uma preocupação que me parece fundamental: o entendimento da obra de arte como aquilo que afeta, como aquilo que cria novos corpos/pensamentos descondicionados pelas mazelas do capital”, afirma. Serão apresentados na Grande Galeria da CAIXA Cultural cerca de 20 vídeos,fotografias de corpo, composições urbanas e uma sala de estar que se trata de uma proposta relacional, além da produção de Bia Medeiros, anterior à própria fundação do grupo Corpos Informáticos.
Sem comentários »A mágica da transformação pela arte
A exposição coletiva The great transformation apresenta trabalhos de um grupo de artistas internacionais que se interessam pelo uso da mágica como um exercício semiótico. O objetivo é apresentar o vínculo que a produção da arte contemporânea tem com a mágica e com o ocultismo. A mágica é introduzida aqui como um objeto “tático” que nos ajuda a entender o papel de artistas e dos espectadores como participantes na produção e mediação do conhecimento. Nesta mostra, os artistas articulam a possibilidade de como a mágica pode ser empregada como potencial crítico para desafiar nossa visão da sociedade e das noções de comunicação. Entre os participantes está o coletivo sediado em Berkeley, CTM_Center for Tatical Magic , que tem por meta ativar uma transformação social positiva com ajuda de projetos comunitários e workshops para o público. O envolvimento direto da platéia é de suma importância para esse grupo de ativistas. Usando aspectos práticos da “mágica tática” como fusão de diferentes forças, o CTM traz uma nova perspectiva para as relações entre arte e sociedade. A mostra The Great Transformation acontece a partir do dia 7 de junho em Frankfurt , Alemanha e seguirá para outros países da Europa.
Sem comentários »Campo Coletivo

A mostra Campo Coletivo reúne, sob a curadoria de Fernanda Albuquerque e Gabriela Motta, cinco grupos de artistas: Poro (Belo Horizonte), Cine Falcatrua (Vitória), Laranjas (Porto Alegre), GIA (Salvador) e Espaço Coringa (São Paulo). O espaço ocupado é transformado em midiateca, lugar de conversa e consulta, incluindo cartazes, panfletos, livros e catálogos, além de registros intervenções artísticas. A exposição prevê a realização de atividades idealizadas em conjunto pela curadoria e os coletivos, como debates, oficinas e mostras de filmes. As peças gráficas, os vídeos e os livros poderão não só ser observados pelo público, mas também copiados. Assim se reafirma o caráter propagador das idéias desenvolvidas pelos coletivos e a bandeira copyleft presente em muitos de seus trabalhos, bem como se busca a participação do visitante a partir de uma escolha voluntária dessas possibilidades de reprodução. O Campo Coletivo acontece no Centro Universitário Maria Antônia até o dia 1 de junho.
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