Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo da categoria ‘ciberfeminismo’

Ada Lovelace Day no Brasil

BR.ADA

O BR.ADA é um coletivo formado por cinco meninas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Barcelona, interessado em pesquisar como mulheres e tecnologia convivem nas artes e nos meios de comunicação. São elas Vivian Caccuri, Vanessa de Michelis, Anaisa Franco, Lilian Campesato e Nina Gazire. O grupo realiza chamada de trabalhos artísticos (visual, texto, online, performático ou sonoro) para o evento mundial de comemoração do Ada Lovelace Day. Ada Lovelace foi uma condessa britânica que viveu entre 1815 e 1852 considerada a primeira pessoa a criar um programa de computador na história ocidental. Durante o período que esteve envolvida com o projeto de Charles Babbage, ela desenvolveu algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas. Lovelace foi visionária ao enxergar a potencialidade da máquina não apenas de fazer cálculos mas de computar dados e executar programas. Em 2009, Ada Lovelace ganhou uma data comemorativa anual (The Ada Lovelace’s Day), difundido por uma comunidade internacional de pesquisadores, blogs, fóruns de discussão, artistas e ativistas. Todo ano, o dia 24 de Março é destinado à disseminação na rede dos avanços de mulheres na ciência e na tecnologia. A chamada busca trabalhos que façam uso de ferramentas ou linguagens tecnológicas. A reflexão teórica ou artística sobre os temas de gênero e tecnologia é também foco da mostra. Os trabalhos serão exibidos na galeria virtual do BLANKTAPE (www.blanktape.com.br) do dia 24 de Março a 26 de Abril. Para mais informaçoes visite o site BR.ADA ou ja preencha o formulário online aqui.

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Avatar Body Colliders

belonging  - performance do Avatar Body Collision realizada em 2007

“We are the Colliders”, com essa frase o Avatar Body Collision define sua atuação. Trata-se de um coletivo colaborativo que realiza performances midiáticas, e cujos membros estão espalhados em diferentes cidades do mundo: Londres, Helsinki e Aotearoa na Nova Zelândia. O grupo foi formado em 2001 e atualmente é composto por 3 mulheres: Helen Varley Jamieson, Karla Ptacek, Vicki Smith. Um dos objetivos principais dessas mulheres é o de desconstruir os papéis e corpos femininos por meio da criação de avatares virtuais. As atividades são elaboradas via chat on-line, bem como as performances, que acontecem com o uso de webcams e da ferramenta digital UpStage, criada pelo grupo especialmente para performances e teatros em ambientes virtuais. No caso, o UpStage permite ao público acessar e modificar as apresentações em tempo real, e hoje é utilizada por diferentes artistas no mundo todo. Alguns dos trabalhos do Avatar Body Collision são possíveis apenas com a interação da audiência em ambientes virtuais, mas apesar disso, as performances não se dão apenas no mundo virtual, pois são também projetadas nos ambientes físicos de galerias, universidades, com a presença física de alguns membros do grupo. Um exemplo, foi a performance Belonging (2007), onde o grupo conta a história do avatar Daria por meio de uma narrativa que “digitaliza” estereótipos femininos do cinema dos anos 50. Essa performance aconteceu durante uma palestra para o Goldsmiths College e contou com a participação do público da platéia bem como dos interatores on-line.

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re.act.feminism

female extension - trabalho de Cornelia Sollfrank que mescla performance e netart

O projeto internacional de performances re.act.feminism tem por objetivo ser um lugar de resgaste das performances realizadas por inúmeras artistas nas décadas de 60 e 70, décadas auge dos movimentos feministas. Agora, através do projeto internacional, essas performances históricas ressurgem na forma de apropriações, reencenações apresentadas como documentos que integram um arquivo histórico. Para abrir o projeto, uma mostra acontece na Akademie der Künste, localizada em Berlim, onde serão expostos os trabalhos de 24 artistas, realizados ao longo de 2 gerações. As performances selecionadas estendem a perspectiva para além do cânone dos trabalhos clássicos da performance, demonstrando assim, a diversidade e complexidade das artes performáticas feministas. Além da mostra, um arquivo de vídeo-performances estará disponível ao público, permitindo que este entre em contato com mais de 70 trabalhos, além de entrevistas e documentários. Entre as artistas que participam da mostra estão Valie Export, responsável pela aclamada performance Action Pants:Genitalpanik, realizada pela primeira vez em 1969, e Cornelia Sollfrank, autora do trabalho Female Extension, trabalho pioneiro da netart que através de um programa de computador coletava dados aleatórios em HTML, e que posteriormente, eram recombinados formando uma outra obra em Netart. Para cada obra criada, Cornelia nomeou virtualmente uma artista como responsável.

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Rolling Rolak

rollingrolak

A rede cultural Nontzeberri e o coletivo multidisciplinar Pripublikarrak, que desenvolve projetos de arte sobre questões de gênero, organizam o evento Rolling Rolak. O objetivo é uma reflexão, através da fotografia, sobre os papéis sociais inventados e que são impostos, como por exemplo as dicotomias masculino/femenino, macho/fêmea, homem/mulher. O evento, realizado no País Basco, Espanha, está dividido em três núcleos de participação: Argazklik.com, concurso de fotografia realizado inteiramente pela internet e aberto ao público; Camara Crossing, uma série de fotografias ordenadas abordando os agentes sociais e culturais ligados às práticas feministas, e, por último, Produção de Gêneros e Corpos, um seminário teórico que debate as possibilidades de pensar os gêneros através de diversas práticas artísticas contemporâneas. O prazo para a inscrição das fotografias se extende até 21 de maio.

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subRosa

Yes Species - Yes Species

Tecnologias, construção de identidades, sujeito: mulher. O subRosa é um dos coletivos fundadores do ciberfeminismo da década de 90 e ainda hoje se encontra em plena atividade. O coletivo é integrado por pesquisadoras, artistas e ativistas que, através de projetos de mídia arte, campanhas educativas e publicações, vêm questionando como os efeitos e interconexões entre tecnologia, gênero e biopolítica atingem as mulheres que trabalham e atuam em redes eletrônicas. O nome do grupo é uma homenagem à feministas já falecidas, como por exemplo, a marxista Rosa Luxemburgo e a feminista negra Rosa Parks. Entre os projetos do grupo, está em destaque o Yes Species, desenvolvido em colaboração com James Pei-Mung Tsung. O trabalho é na verdade um work-in-progress que reúne em um livro e diversas instalações uma simulação das complexas relações entre gênero, trabalho e tecnologias. Para isso, a instalação utiliza amostras de programas televisivos, como o The Oprah Winfrey Show e outros exemplos que explicitam as relações de gênero na mídia. Para entender o complexo Yes Species, o subRosa disponibilizou em seu site a outra parte do projeto que se constitui em um livro-manifesto que contém os registros das atividades realizadas desde de 2005. Segundo o coletivo, o ciberfeminismo que realizam é na verdade “uma prática situacional do feminismo em rede, que tem por intuito, tanto politicamente, quanto esteticamente, a construção de novas ordens e desmontagem de velhos mitos da sociedade através do uso da tecnologia”.

Sites:

subRosa

Yes Species

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