Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo da categoria ‘Projeto Chernobyl’

Imagens do invisível

Chernobyl Exclusion Zone, entrance check-point, Abril,

Dando continuidade ao circuito de mostras on-line, o Prêmio Sergio Motta apresenta a exposição From Berlin to Chernobyl: documentation of a journey, concebida e realizada por Alice Miceli para o canal Flickr. A artista e fotógrafa foi uma das vencedoras da 6a edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia em 2005 com o Projeto Chernobyl - Imagens do Invisível. O projeto partiu da criação de uma tecnologia inédita para captar imagens geradas pela radioatividade da zona de exclusão na Ucrânia. Miceli realiza a documentação do mal invisível e permanente de um dos piores acidentes nucleares da história. As imagens da exposição foram realizadas na Bielo-Russia, na zona de exclusão acima da fronteira com a Ucrânia, onde caiu a maior parte da contaminação, apesar do reator ser 5 km dentro do território ucraniano. O acidente de Chernobyl ocorreu em 26 abril de 1986 e neste domingo completa 23 anos. As imagens foram feitas através da técnica de auto-radiografia. A princípio essa técnica tem sido aplicada principalmente no estudo da síntese e da localização dos ácidos nucleicos e das proteínas. Este método baseia-se no princípio de que, quando material radioativo é colocado em contacto com uma emulsão fotográfica (suspensão de sais de prata numa massa de gelatina), as suas radiações ionizantes sensibilizam a emulsão nos pontos irradiados. No caso das fotografias de Alice, o resultado são apenas as imagens da radiação emitida por objetos contaminados, que emanam uma energia invisível e que nas fotos, se revela em silhuetas. O projeto teve início em 2006 e termina no segundo semestre de 2009, quando Alice terá reunido diferentes imagens com variadas exposições da radiação, tanto de matéria orgânica, quanto de objetos abandonados no local do acidente. A exposição on-line no canal Flickr do Prêmio Sergio Motta também incluí a série de banners desenvolvidos especialmente para os canais Youtube e Blog ISM . As imagens apresentadas nessa seleção farão parte da exposição “Green Revolutions”, que acontece em maio no Nieuwe Vide, em Haarlem, Holanda, de 9 de maio a 13 de junho.

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Espaços do Cotidiano

Arturas Vauliga - Imagens de I droped in on Stepas, we walked about life

O cotidiano redimensionado pelas tecnologias. Esse é o mote da exposição PLACE@SPACE-(re) shaping everyday life, que acontece em Hasselt, Bélgica. A proposta é investigar como as pessoas absorvem as novas tecnologias e consequentemente, modificam seus espaços pessoais. Unindo esse fenômeno contemporâneo às artes, inúmeros artistas apresentam instalações que abordam espaços de convivência, que são ao mesmo tempo híbridos é ubíquos, como por exemplo a internet. O trabalho do fotógrafo lituânio Arturas Valiauga, I dropped in on Stepas, we talked about life, realizado entre 2002 e 2003, pode ser considerado uma exceção entre as demais instalações da mostra. Arturas não utiliza de suportes multimídia para seu trabalho mas, a obra apresenta, através de fotografias, os efeitos das novas tecnologias e da mídia na vida de um casal de idosos, que cobriram as paredes do lar com imagens de revistas, anúncios publicitários, papéis de bala e recortes de jornais. Além de questionar o aspecto do impacto da abertura para o capitalismo na Lituânia, a obra mostra como a “casa se tornou um mapa do mundo interior para o exterior” , afirma Arturas. Além do artista lituânio, participam inúmeros outros artistas e coletivos que trabalham o tema, entre eles o grupo Irational Org da Inglaterra e a brasileira Alice Miceli. A exposição acontece na galeria Z33.

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Translations/Traduções-Espaços para a diferença

arquiteturas improváveis - imagem retirada do Second Life

A partir do dia 3 de abril, Toronto será o lugar da arte digital brasileira. A exposição Translations/Traduções, que acontece na Warc Gallery, tem por tema trabalhos que experimentam espaços transitórios e que ao mesmo tempo, propõem novos tipos de percepção e recepção do público. Serão quatro artistas brasileiras que apresentarão obras que abordam esses diferentes espaços em diferentes contextos. Raquel Garbelotti, mostra o trabalho Juntamentz, realizado entre os anos de 2006 e 2007, que documentou as limitações de uma representação dentro da pesquisa etnográfica sobre a migração dos pomerânios ao Brasil. Outro trabalho que aborda a questão de espaços e traduções é Arquiteturas Improváveis, de Giselle Beiguelman e Vera Bighetti. O projeto tem por mote o público como protagonista do processo expositivo e o Second Life como um espaço de horizontes em aberto e sem paralelo no mundo físico. Através da galeria virtual Noema, também localizada no Second Life, as artistas implantaram edifícios suspensos e ambientes arquitetônicos que assumem “a cara do público”, ao serem modificados pela presença dos visitantes, por meio de mutações em suas cores e texturas. Alice Miceli mostrará a documentação e as imagens do Projeto Chernobyl, que através de uma máquina pin hole especialmente projetada para o trabalho, mostra fotografias onde a radioatividade, invisível, se revela.“O contexto especifico, aqui, diz respeito não somente às esferas sociais, políticas e culturais que enquadram o lugar onde as artistas elaboraram seus projetos, mas também do aspecto site-specific de cada um deles”, afirma Daniela Castro, curadora da mostra, afirmando que a proposta principal do projeto seria a equivalência na diferença.

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Projeto Chernobyl - Imagens do Invisível

clip image001 - projeto chernobyl at transmediale08

Alice Miceli, artista premiada na 6a edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, apresenta o Projeto Chernobyl - Imagens do Invisível no festival Transmediale 08. Acompanhe o desenvolvimento de Chernobyl - Imagens do Invisível no blog da artista: http://www.premiosergiomotta.org.br/blog/chernobyl

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