Arquivo da categoria ‘campus party’
Arte Open Source - 3 perguntas para Ivana Bentes
Assista a entrevista com Ivana Bentes, realizada no dia 27 de janeiro, durante a Campus Party Br 2010. Ivana debateu, ao lado Giselle Beiguelman e André Mintz, a importância de projetos em arte open source que estabelecem novas práticas de criação coletiva e códigos de produção. Em uma breve entrevista, a midiativista e curadora nos fala sobre a influência da cultura digital nas artes, sobre a relação entre arte e publicidade e sobre o futuro da criação artística em redes eletrônicas.
Sem comentários »Arte Open Source na Campus Party 2010
No dia 27, durante o Campus Fórum Criatividade, Giselle Beiguelman (Diretora Artística do Instituto Sergio Motta, midiartista e professora da PUC-SP), André Mintz (projeto Marginália) e Ivana Bentes (Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, midiativista e curadora ) participaram do debate Arte Open Source, que discutiu a importância de projetos como Processing, Puredata, Arduino, como exemplos de estéticas emergentes de uma arte colaborativa e aberta a distribuição de seus códigos. Giselle Beiguelman iniciou sua fala destacando algumas relações da produção brasileira atual. Foram apresentados os trabalhos em artemídia de alguns dos artistas indicados e vencedores do 8º PSM, que segundo a artista e curadora, sugerem uma tendência tecnofágica que funde tradição e inovação, hi & low, hibridismo. Essa nova tendência não teria a ver com uma estética do precário, e sim sobre a ressignificação das relações micropolíticas e o agenciamento de coletividades. “Antes o que definia um trabalho como arte era o seu contexto, hoje uma obra de arte é uma ação que problematiza o circuito. O que me interessa nas estéticas tecnológicas são as estéticas processuais que essas geram”, afirmou Giselle. Como exemplo dessa estética Tecnofágica, foram citados os trabalhos do Metareciclagem, Fernando Rabelo, Jarbas Jácome Raquel Kogan, Mariana Manhães, dentre outros artistas do 8º Prêmio Sergio Motta. Já Ivana Bentes discutiu a perspectiva da arte open source sobre a questão dos códigos e processos de criação. A pesquisadora afirmou que “vivemos em mundo over-codficado, onde seres-remixes são gerados, patenteados e construídos em laboratórios”. Para discutir a questão dos códigos no campo da arte, Ivana citou o livro “O conhecimento Secreto”, de David Hockney, onde o autor fez uma busca na história ocidental pela produção de processos e estilos artísticos, onde a concepção de autoria estaria ligada aos seus diferentes contextos históricos que mudaram ao longo dos tempos. Ivana falou sobre esse percurso da arte e sua mudança com a chegada das redes digitais onde há uma epidemia de colaborativismo, que dialoga com a necessidade de um processo no qual as obras não sejam mais produtos fechados. “A arte open source tem como base uma cultura e práticas de criação de apropriação, compartilhamento, remix”, afirma Ivana Bentes. Por último, André Mintz finalizou o debate falando sobre o Projeto Marginália e o Marginália Lab, que além de apresentarem trabalhos em artemídia com o feitos com programas open source, também realiza oficinas de criação colaborativa e aprendizagem em códgios abertos. O artista citou a importância do open source como main stream na produção artística. “O conceito de marginália que vai além da idéia marginal, lembrando dos espaços em livros (as margens) abertas às anotações”, afirmou. Mintz citou a consolidação do uso e desenvolvimento de ferramentas livres, da orientação de instituições e festivais à propostas de open source.
2 comentários »Marco Civil na Campus Party Br 2010
A Mesa Marco Civil - com a palavra a Sociedade Civil, discutiu a importância da participação da sociedade civil no marco regulatório da Internet Brasileira. Segundo Giselle Beiguelman (Diretora artística do Instituto Sergio Motta), não devemos pensar a Internet apenas como um espaço transnacional, mas também como um fenômeno local. “O Marco Civil não deveria ser um instrumento de cerceamento da Internet e sim, um instrumento para evitar a limitação de seus espaços de liberdade”, comenta. Para Demi Getschko (Comitê Gestor da Internet), a rede não deve ser considerada como uma evidência da criminalidade e sim como um sintoma do crescimento da criminalidade na sociedade. Além disso, a Internet deve ser pensada como uma forma de ajuda no combate à violência. “Há insegurança das pessoas em relação ao tráfego livre de informações na rede, mas ao mesmo tempo, ela traz modelos bastante seguros, como por exemplo, o modelo das tags, etc. João Carlos Caribé, (Ciberativismo e Meganão), explicou o surgimento do Marco Civil como resposta à lei do Senador Eduardo Azeredo. Segundo Caribé, as redes digitais eliminam o espaço dos atravessadores. Sempre existiram formas de controle da informação, mas a Internet horizontaliza esses poderes. Além do Brasil, existem outros lugares com movimentos muito mais tensos na relação do controle da Internet. Um exemplo é o acordo de Copyright secreto, realizado pelo G8 que deixa de fora da discussão toda a sociedade. Mario Brandão (Presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital), trouxe o ponto de vista das lan houses e como a popularização influenciou na criação de leis de controle desses pontos de acesso. Apesar do fato das lan houses serem o meio de acesso mais usado pela população brasileira, suas condições de regularização são extremamente difíceis. “Deveríamos usar esses espaços para levar educação à pessoas que não conseguem ter acesso a Internet e isso não acontece por que o estado ainda pensa de maneira punitiva e controladora em relação a esses espaços.”
Sem comentários »Instituto Sergio Motta na Campus Party Br
Participamos do Campus Party Brasil marcando presença em duas mesas: Marco Civil e Arte Open Source, ambas acontecendo dentro do Campus Fórum. No dia 26, integramos a mesa redonda Marco Civil- com a palavra a Sociedade Civil, que conta com a apresentação de João Carlos Caribé sobre Ciberativismo, e os comentários de Giselle Beiguelman, curadora e diretora artística do ISM, Demi Getschko, do Comitê Gestor de Internet e Mario Brandão, da Assossiação de Empresários de Lan House. No dia seguinte, Giselle Beiguelman coordena a mesa Arte Open Source, que visa discutir a importância de projetos como Processing, Puredata, Arduino, entre outros, que permitem falar em estéticas emergentes que aparecem em projetos de novos programas como Processing e Pure Data e em políticas alternativas de acesso, proposição de novos circuitos e estratégias de reprogramação do cotidiano. O time de especialistas que compõe essa mesa é: Ivana Bentes (Professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação emComunicação da UFRJ, Coordenadora do Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ), Cicero Silva (Fórum de Cultura Digital Brasileira e softwarestudies.br), Andre Mintz (Marginália Project e Marginália Lab). A mesa Arte Open Source acontece a partir das 11 da manhã, no dia 27. Veja a agenda completa do Campus Fórum aqui.
Sem comentários »CAMPUS PARTY 2009
O evento Campus Party 2009 acontecerá entre 19 e 25 de Janeiro e terá o dobro do tamanho da primeira edição, tanto em área como no número de participantes. O evento será no Centro Exposições Imigrantes e terá capacidade para receber 6 mil inscritos. O Grupo Telefônica, maior patrocinador da festa, anunciou que a conexão saltará dos 5GB da edição anterior para 10GB. Outra novidade é a inclusão de áreas temáticas envolvendo produção artística e novas mídias como Vídeo , Design, Fotografia e Música. Além das áreas temáticas , a festa conta ainda com oito ações especiais como Inclusão Digital, Campus Verde, Campus Móvel, Campus Media e Barcamp_ e as estreantes Cibercultura, Grid Computer, e Sarau Digital. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas a pelo site do evento.
Sem comentários »Minority Report perto da realidade?
Usando velcro, sensores infravermelhos, pilhas e um controle do videogame Nintendo Wii, dois jovens, Felipe Faroni, de apenas 17 anos, e Jeanck Karpinski de 24, conseguiram ao que parece, criarem uma ferramenta que de longe foi o mais interessante do Campus Party. Inspirados no filme Minority Report, fizeram um multicursor para desktop controlado por sensor de movimento, ou seja, diversos cursores controlados pela palma da mão, sem ajuda de teclado ou mouse. A interface de Phillip K. Dick parece estar saindo do livro e do filme de Steven Spielberg para entrar na realidade. Utilizar de forma multitask o computador sem precisar do mouse ou teclado não é mais coisa de ficção científica e nem coisa só do Campus Party. O também jovem Johny Chung Lee pensou na mesma idéia de usar o controle de Wii como sensor para o multi-cursor, e o exibe com orgulho em seu site disponibilizando passo á passo, bem “Do it yourself”. E se você procurar pelo Youtube verá que são inúmeras outras as exibições de jovens que se dizem mentores da idéia. Talvez o feito dos brasileiros tenha sido disponibilizar o multi-cursor para o Windows. Fica a dúvida e a espera de uma repercussão. Não teria a Nintendo já pensando nisso? E mais, a sensação de ineditismo do feito cai por terra com uma simples busca pelo Youtube e pela internet, mas uma coisa é fato: a cultura de Open Source se faz presente entre os jovens e todos os supostos “criadores” do cursor Minority Report que querem disponibilizar o código para os curiosos que não vêem a hora de usar a ferramenta para jogarem warcraft.
site de Johnny Chung Lee: http://www.cs.cmu.edu/~johnny/projects/wii/
1 comentário »Tentativa de furto no campus Party
No dia mais movimentado do Campus Party, curiosos mais que curiosos foram pegos “no pulo do gato”. Mesmo com a enorme quantidade de seguranças, alguns trabalhos expostos tiveram de ser retirados por causa das constantes tentativas de furto. A disputada ReacTable e o jogo virtual de kung fu só ficaram intactos pela impossibilidade de serem subtraídos sorrateiramente devido ao intenso assédio do público. Assédio é o adjetivo neste Campus Party.Os demais trabalhos,que teoricamente seriam interativos, como por exemplo, o par de sandálias munidas de GPS e LCD,do The Aphrodite Project, criadas para ajudarem as prostitutas de Nova Iorque a fugirem de seus cafetões violentos, estão protegidas e intocáveis dentro de cubos de acrílico. Um outro problema constante são os bloqueios aos sites Youtube, Google e Twiter, que durante alguns minutos são os únicos sites inacessíveis durante uma suposta queda da rede. Uma pilhéria de um participante querendo provar que não havia segurança na enorme festa da rede. Sobre a rede wireless, fica aqui registrada a decepção de quem gostaria poder levar seu laptop para as palestras e fazer anotações e pesquisar os assuntos debatidos, simplesmente ela não funciona. Infelizmente a proposta de interatividade e mobilidade não foi muito bem cumprida neste evento que pretende ser o maior já ocorrido na América Latina.
Sem comentários »ReacTable no Campus Party
A ReacTable, menina dos olhos, mãos e ouvidos dos entusiastas da música eletrônica é uma das atrações desse primeiro Campus Party Brasil. Além de ter sido “experimentada” pelo ministro da cultura Gilberto Gil, que esteve presente na abertura do evento fazendo uma performance, a mesa foi recentemente adotada pela cantora Björk na sua última turnê pelo Brasil. A mesa é na verdade um sintetizador colaborativo com uma interface de mesa multitoque e tangível. Vários usuários simultâneos dividem o controle do instrumento movendo e girando objetos físicos sobre uma superfície circular luminosa que têm encantando adultos e crianças. O instrumento desenvolvido por uma equipe de uma universidade de Barcelona está à mostra no primeiro andar da Bienal e como dito, livre para o uso dos visitantes.
Sem comentários »Steve Johnson no Campus Party Brasil
“É como dar uma palestra em um campo de futebol”, com essas palavras Steve Johnson abriu sua participação no quarto e mais movimentado dia do Campus Party Brasil. Em meio ao torvelinho de gamers, o autor divulgou seu último livro Ghostmaps, que discute como o conhecimento em rede e a livre circulação de dados são importantes para o avanço de tecnologias do conhecimento. Para isso, o autor utiliza como metáfora uma epidemia de cólera ocorrida na Londres do séc XIX. “Foi a primeira vez que o descentramento das informações e a colaboração entre a população e as autoridades foi usada como forma de criar uma cartografia de eventos e dados que levaram á solução do problema, no caso a epidemia”, disse Steve.
Sem comentários »



