Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo da categoria ‘Bienal 2008’

Carnaval na Obra

Axé Vatapá Alegria Feijão - Performance realizada para o encerramento da 28ª Bienal de São Paulo

A 28ª Bienal de São Paulo chega à sua última semana de programação a festa promovida pelo coletivo norte-americano assume vivid astro focus (AVAF), acontecida neste último sábado, dia 6. Sob o título de “Axé Vatapá Alegria Feijão”, o grupo criado em Nova York, em 2001, promoveu a ocupação do andar térreo do pavilhão da Bienal ao longo da semana com a montagem dos preparativos da performance. No espaço, foi introduzido um carro alegórico de uma escola de samba, música eletrônica, projeções de vídeos e outras intervenções. A festa de encerramento da Bienal com o AVAF teve a participação de Gavin Russom, da dupla de artistas americanos Delia Gonzales & Gavin Russon, que mostrou seu projeto individual de música eletrônica chamado Black Meteoric Star. Para quem não conhece, o assume vivid astro focus (AVAF) é um coletivo que trabalha com projetos que podem ser definidos como instalações, mas vai além disso, com mistura linguagens e performances.Os trabalhos mesclam a estética new raver, cultura pop , psicodelia com novas mídias. O grupo é formado essencialmente por uma dupla de artistas, que prefere não revelar suas identidades, e por colaboradores que variam conforme o projeto. A dupla está envolvida em cada aspecto dos projetos do AVAF, do criativo ao administrativo. E os colaboradores são amigos, não necessariamente artistas, cuja existência, idéias e trabalho são significativos para a dupla. Entre os colaboradores mais freqüentes está o Honeygun Labs, com quem colabora na maioria dos vídeos do coletivo. Cada trabalho do AVAF é concebido para um espaço específico e desenvolvido organicamente, experimentando o ambiente ao redor, o que se estende também aos colaboradores.

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NÖOS na 28ª Bienal

Corporate Cannibal - imagem do vídeo da cantora Grace Jones

O NÖOS, coletivo curatorial composto por Carlos Farinha e Clarice Reichstul, preparou para o Videolounge da 28ª Bienal de Arte de São Paulo seis programas de vídeo que procuram estabelecer diálogo estético e conceitual entre a música com as demais obras e artistas que participam do evento. A proposta pertence a um dos eixos curatoriais do Videolounge, que está dividido em 4 linhas temáticas. O NÖOS preparou uma programação de vídeos que constituem a linha temática Ação da Música, que procura dentro de um contexto de cultura pop de vanguarda, a explorar novas tedências estéticas e linguagens inovadoras. O primeiro programa, chamado “Disolvido na Máquina-The Machine-man”, mostra uma nova percepção da relação homen-máquina, pós-Kraftwerk, agora não mais “estamos nos tornando máquinas” mas sim estamos “nos dissolvendo na máquina”. Este programa tem vídeos de TV on the Radio, Bjork, Grace Jones e outros. “Na estética Kraftwerk, ‘mecânico’, as máquinas estavam se tornando cada vez ‘mais reais’, mais humanas a ponto de não mais haver diferenciação entre homem e máquina, já que os seres humanos também estavam se tornando mais ‘mecânicos’. Agora somos nós, seres humanos que estamos nos tornando ‘cada vez mais irreais’ a ponto de termos nos tornado apenas imagens ou espectros humanos dentro de um universo de máquina. Não estamos mais falando de robôs mas de computadores e internet”. A cada semana será exibido um programa diferente. Para ver a programação completa da Bienal, é só clicar aqui.

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28 Bienal de São Paulo

Valerio I - obra do artista belga Carsten Höller

A 28ª Bienal de São Paulo foi aberta neste domingo (26) para o público. Com 42 artistas convidados de 22 países, o evento poderá ser visitado até o dia 6 de dezembro. “Em Vivo Contato” é o tema dessa Bienal, que ficou conhecida como a “Bienal do Vazio”, desde que Ivo Mesquita, que divide a curadoria com Ana Paula Cohen, declarou que apresentaria uma exposição completamente sem obras. A idéia, por fim, materializou-se apenas no segundo andar do pavilhão, que está vazio. “A idéia é propor uma reflexão sobre o sistema das Bienais”, afirma Ivo Mesquita, em depoimento para o site Globo.com .Com entrada gratuita, as obras ocuparam o térreo, que também abrigará performances, shows e festas, e no terceiro piso, estáo os trabalhos de criadores como o brasileiro Iran do Espírito Santo e a iugoslava Marina Abramovic. Instalado do lado de fora do prédio, um tobogã criado pelo artista belga Carsten Höller leva o visitante dos andares mais altos para o térreo, que foi transformado em uma praça pública, como no desenho original de Oscar Niemeyer.O brasileiro Maurício Ianês será o protagonista de uma das iniciativas mais inusitadas: em “A bondade dos estranhos”, ele promete passar 13 dias morando no pavilhão da Bienal a partir de 4 de novembro. Segundo a organização, o artista vai entrar sem roupas e sem dinheiro, e viverá exclusivamente do que receber das pessoas que estiverem no local.

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