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Luz e Sombras de Regina Silveira

Está de volta ao blog a Banner-Art feita especialmente por artistas convidados e premiados pelo Instituto Sergio Motta. Para abrir o ano de 2009, temos o trabalho de Regina Silveira, Luz, realizado em 2008, em São Paulo e Bogotá. O banner que apresentamos utiliza imagens das projeções feitas na galeria Alcuadrado de Bogotá. regina Silveira é reconhecida mundialmente por sua obra que questiona as formas e tensões entre luz, sombra e perspectiva. Em 2000 foi uma das vencedoras da 1ª edição Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, na categoria Trabalho Realizado, com a obra “Ex-Orbis”. Trata-se de um painel em grande escala que faz uma montagem de imagens de máquinas de voar, de diversas épocas e procedências, e ficou exposto na fachada do Museu Nacional de Aviação em Ottowa, Canadá. Regina iniciou sua formação em Porto Alegre, principalmente em pintura e gravura, com importantes artistas, entre eles, Iberê Camargo. No final da década de 1960, entra em contato com a arte conceitual. Nos anos 70, inicia trabalhos com malhas e perspectivas, através da série Labirintos. Começa a utilizar imagens fotográficas nas gravuras das séries Middle Class & Co , Jogos de Arte e a atuar no circuito da mail art. Neste período torna-se importante artista multimídia e pioneira da vídeo-arte no país. Na década de 1980, realiza a importante série Anamorfas, com distorções da perspectiva em um complexo de gravuras e desenhos que lhe abriram novos horizontes. Logo depois, outro importante trabalho é feito, Simulacros, também fruto de interpretações de sistemas artificiais de construção espacial. Além do trabalho artístico, vale destacar que, durante muitos anos, foi professora na ECA - Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo), onde ajudou a formar gerações de importantes artistas nacionais. Em uma breve entrevista, Regina Silveira comenta suas escolhas artísticas, Mail art e o trabalho transformado em banner , Luz:
Você iniciou uma produção que possuía uma forte interseção entre arte e tecnologia ainda na década de 70, utilizando o xerox e o microfilme, dentre outros meios e suportes. Como foi para você esta escolha, quando ainda naquela época a interseção entre arte e novas tecnologias era pouco conhecida (ou praticada) no Brasil?
O interesse por novos meios de produção de imagens para mim começou depois do período em que abandonei a pintura para me debruçar sobre as possibilidades de usar em meus trabalhos materiais industriais e também recursos de luz e movimento- falo das obras de corte geométrico, que realizei entre 1967 e 1971. Nesta época, ainda de minha formação, vivia predominantemente fora do país e estava influenciada por poéticas da herança construtiva que já usavam meios eletrônicos: arte cinética, programada e mesmo manifestações iniciais de competir art. Tudo ainda um pouco à distância, como um “horizonte” de interesses, que também incluía a introdução de meios fotográficos na gravura tradicional. Os novos meios gráficos começam a comparecer em meu trabalho com a inclusão da fotografia e da fotomecanica. ainda nos anos de Porto Rico. Ali já estava muito próxima a manifestações conceituais da cena internacional e me deixava impregnar pela “desartistificação” dos meios e pelo uso documental da fotografia. Mas foi no Brasil mesmo, depois de 73, que dei expansão a tudo isto, no sentido de gradualmente lançar mão a um gama ampla de processos gráficos “desartistificados” –criados para uso comercial, comunicacional ou cientifico -que eu desdobrava em inúmeras possibilidades para meu trabalho. Mas não se engane, de maneira alguma estava sozinha nisto: muitos artistas da cena brasileira e da cena internacional daqueles anos trabalhavam nesta interseção. É só ver quanta interação havia e quantas atividades conjuntas e publicações foram feitas naqueles anos, muitas delas interdisciplinares, especialmente com poetas.
Pode falar-nos um pouco de como foi sua participação na Mail Art?
Intensa, mas sem engajamento exclusivo, já que sempre tive a maior aflição com ser uma especialista no que fosse- gravadora, pintora ou mail artista… Mas sem dúvida, foi um modo transgressivo e anti-institucional de produção e comunicação artística que proporcionava o importante contato direto entre artistas e organizações auto-geridas no mundo inteiro. Nesta disposição produzi diversos envelopes com imagens impressas, que enviava pelo correio e também fiz alguns livros de artista, para participar em eventos e publicações promovidos invariavelmente por artistas, em escala global, durante os setenta. O correio áereo transportava as mais insuspeitadas comunicações, obras únicas (neste tempo não havia sequer fotocopia) revistas e livros de artista da maior qualidade (sempre lembro da pequena serie de fotos PB do artista Dan Graham que me chegou por correio, em Porto Rico), vindo por vezes de partes do mundo, como a Leste europeu a que na época não tínhamos qualquer acesso.
Em Porto Rico, a própria universidade onde trabalhava abrigou uma extensa exposição de mail art, a partir das trocas internacionais promovidas pelos artistas _ eu e Julio Plaza – do Depto. de Arte. Como não estavam implicados valores de mercado, de seguros ou devolução de obras, toda esta atividade, que derivava e também alimentava boletins de circulação internacional, terminava formando coleções, arquivos e exposições, das mais radicais. Agora que se tornou prioridade para museus europeus e americanos coletar este tipo de produção dos anos 70, essas coleções se tornaram, com certeza, bem preciosas. No Brasil, as estratégias comunicacionais da mail art ajudaram bastante a contornar as dificuldades de manifestações artísticas, nos anos duros de nossa ditadura- e foram balizas fortes das atividades do MAC/USP, na gestão de Walter Zanini, com a colaboração de Júlio Plaza. Uma iniciativa que tomei, em 1976, foi organizar uma exposição brasileira de livros de artista na Other Books and So, em Amsterdam, uma mistura de editora, espaço expositivo e distribuidora, do poeta mexicano Ulises Carrion. Tudo o que coletei, de norte a sul enviei num pacote bastante grande pela VARIG, por minha conta, com a ajuda ótima do poeta Paulo Miranda que trabalhava então nesta companhia aérea. Os livros de artista ficaram lá, integrados à coleção da Other Books and So, que alguns anos depois virou arquivo e hoje pertence a coleções públicas e museus.
Em seu site você diz que existem duas vertentes no seu trabalho: primeiro, “a vertente que atualiza investigações sobre os novos recursos de produção de imagens por técnicas eletrônicas, iniciada com “Encuentro” (1991)”, e uma segunda vertente onde você desenvolve um interesse pela Arquitetura, e seus códigos de representação. Como vê as interseções entre as duas vertentes?
Uma vez eu disse que meu trabalho era uma forma de computação feita ” à mão”, pois sabia que muitas daquelas operações que usava em desenhos geométricos para distorcer imagens e perspectivas eram compatíveis com o “raciocínio” digital. Este desenho geométrico “ a seco”, sozinho, ainda sustentou todas as transformações de perspectiva que apliquei a desenhos arquitetônicos padronizados (em Perspectiva Paralela) de plantas de apartamento e escadas, que foi por onde começou, em meados dos 90, meu foco mais apertado na arquitetura. Já os recursos digitais em si entraram em meu trabalho gráfico aos poucos, inicialmente para ajudar a resolver problemas de escala, como em Encentro (1991) sem o que não poderia alcançar a exatidão e o rigor necessários `a uma reprodução em serigrafia do tamanho de um outdoor. Anos mais tarde busquei apoio digital para dar uma espacial idade especifica, inseparável da arquitetura, a obras como a Escada Inexplicável (1997). Na construção deste trabalho, programas para simulações tridimensionais (3 D) se misturaram inextricavelmente aos meus desenhos em Perspectiva Multiplana para buscar soluções de multi-projeção coordenadas a um único Ponto de Vista. Na sequência de meus trabalhos tendo a arquitetura como motivo ou suporte, dos 90 ao presente, venho ocupando espaços internos e fachadas de edifícios, no Brasil (como o edifico da Bienal de SP em 98 e CCBB de SP em 93) e no exterior (como o Palácio de Cristal de Madrid em 2005 e o Museu de Fine Arts na 6ª Bienal de Taipei). Em praticamente todos os projetos que lidaram com grandes escalas ou com especificidades do lugar e da arquitetura, a relação entre os meios digitais de produção de imagens e a arquitetura se dá na razão direta da necessidade de controlar dimensões e ganhar velocidade. Diria ser fisicamente impossível realizar sem apoio de recursos digitais, essas imagens gráficas de grande formato que, com diferentes intenções, quase sempre desenvolvo como revestimento de lugares no real.
No ano passado você realizou uma série projeções em Bogotá, com a palavra Luz. Como conceitua este trabalho? Se antes privilegiava as sombras para a distorção de formas e perspectiva, como é, no seu entendimento, trabalhar com a luz?
Já referi mais de uma vez como a problemática da luz, diametralmente oposta à da sombra, ainda que no mesmo eixo semântico, comparece em meu trabalho para atender a motivações e significados que diria mais existenciais e filosóficos, mas certamente ligada, de muitas formas, a intervenções especificas em arquiteturas que me pediam imaterialidade, em contraponto a sua (muitas vezes) excessiva presença e fisicalidade. Melhor aqui ficar restrita a constelação de intenções e idéias envolvidas nas projeções da palavra LUZ, que no evento de Bogotá, organizado pela Galeria Alcuadrado, chamei de Iluminaluz (2007). A projeção foi feita a partir de um projetor especial para gobos, adaptado a um carro aberto, em deslocamento lento por uma área urbana escolhida previamente, desde o começo da noite e durante algumas horas. Este trabalho se inscreve na “ família” de projeções similares que venho realizando desde que fiz o Super Heroi Night and Day projetado em laser, com pequena animação, na Av. Paulista em 97. Para mim estes “personagens” noturnos (como a mosca em Transit e o UFO, numa Virada Cultural) são aparições, são “ mágicas” com as quais tento capturar o olhar e a imaginação do publico anônimo que transita na cidade à noite. Também está envolvida a intenção de modificar percepções e significados das áreas urbanas onde a imagem se projeta e se adere como uma espécie de pele iluminada. Não e a mesma coisa projetar a imagem de uma mosca gigante sobre um edifício central, um monumento ou um shopping center - onde imprime, invariavelmente, o significado de deterioração- que projetar a palavra Luz, uma imagem tautológica de uma luz iluminada- sobre áreas escuras de ambientes urbanos escuros e em si deteriorados. O Iluminaluz em Bogotá, por outro lado, é quase uma “ tradução” da caligrafia urdu, lida como “Noor” ( luz) que projetei de modo similar durante três noites nos mercados públicos noturnos de Lahore, no Paquistão. Este trabalho participou de um Festival Internacional de Performing Arts ao qual fui convidada por iniciativa do Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty) do Brasil, em 2005. Ali tratei de aludir aos significados específicos da luz, como “ enlightment”, naquele ambiente tão degradado dos mercados noturnos, onde quase não via mulheres, e fazer ler, como subtexto (já que a caligrafia todos podiam ler como “luz), a alusão a Noor Jahan, a famosa imperatriz que governou a Índia e o Paquistão no séc 18, exilada e com sua tumba em Lahore, uma heroína asiática conhecida como ” Luz do mundo” e “ Sol das Mulheres”.
1 comentário »Novo Banner no Blog PSM
André Mintz e Pedro Veneroso são os responsáveis pela obra Marginália 1.0 beta, trabalho vencedor do Festival Conexões Tecnológicas. O projeto consiste em uma experimentação onde foi desenvolvido um protótipo de uma instalação audiovisual interativa, na qual o espectador interfere diretamente na projeção de imagens a partir da movimentação de uma lanterna, ora revelando, ora ocultando as imagens do vídeo. Agora a dupla apresenta o novo banner expositivo, criado especialmente para o blog do Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia. André e Pedro são estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais e realizam diversas pesquisas sobre o binômio arte e tecnologia. André Mintz é estudante de Comunicação Social e atua na área de Comunicação Audiovisual. Entre seus múltiplos interesses, estão a relação entre linguagens e materialidades tecnológicas e a história cultural do desenvolvimento tecnológico. Pedro Veneroso estuda Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFMG e atua principalmente nas áreas de artes plásticas, design e vídeo.
Sem comentários »Novo Banner no Blog PSM
Juntos desde 1997, Gisela Motta e Leandro Lima discutem a relação entre as linguagens midiáticas e a imagem. São autores de inúmeros vídeos, fotografias, instalações e performances que dialogam com suportes variados e tecnologias diversas. Ambos são formados em artes plásticas pela FAAP e em 2004 foram premiados na 5a edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia pelo trabalho Reflexo, uma videoinstalação onde um ser tem a sua imagem dividida em duas projeções: figura e fundo, cada uma em um projetor. Essas imagens são apreendidas anteriormente para que as projeções se tornem uma unidade. O corpo do ser é uma espécie de corpo-tela e o lugar onde as imagens se processam, lugar de projeto ou memória. Atualmente, a dupla está em Londres fazendo parte da Artist Links, residência de 2 meses oferecida pelo British council, onde realizam a série Foreign Element, no qual inserem elementos estranhos às paisagens de diferentes cidades européias.O banner acima teve o conceito retirado dos anúncios típicos da publicidade da internet. Os artistas substituíram as imagens originais por imagens de armas, projéteis e incluíram frases originais dos anúncios da Apple. O resultado é uma propaganda controversa, que se apropria do nome de um dos mais famosos produtos tecnológicos da atualidade: o Ipod. Para este trabalho, Gisela e Leandro também utilizaram como base as imagens de um trabalho anterior denominado Armas.Obj, cuja imagem está disponível no site dos artistas. “A idéia é a de um comercial anunciando produtos numa estética ‘apple’, onde todas as frases foram retiradas do próprio site da empresa e que vendo sobre esse ponto de vista parecem terem sido criadas especificamente para esses produtos. São um tanto quanto ambíguas, esperançosas”, afirma Gisela.
2 comentários »A arte generativa de Vera Bighetti

A arte generativa é muitas vezes não só um simples trabalho, mas um processo gerado por algoritmo, que mostra a evolução randômica e autônoma de uma idéia. Para o artista é mais do que traçar regras e dominar certas técnicas: é dar vida a sua obra. Ele cria arte em múltiplas formas que se desenvolvem de forma aleatória, sem prever exatamente como vai acontecer, apesar de ter criado suas diretrizes poéticas. Uma das principais representantes dessa arte no Brasil é Vera Bighetti. Desenvolvendo pesquisas e projetos em arte tecnológica e processos com rotinas auto generativas, se tornou a autora de premiados projetos que utilizam dispositivos de comunicação interativa desde 1998. Foi a única artista brasileira listada como TOP10 em arte digital no Diesel New Art Competition da Suécia e Dinamarca e também, selecionada na última edição do Prêmio Sergio Motta. O banner acima traz um pequeno fragmento do seu trabalho em arte generativa Fullfill Fullness, apresentado em 2006 e vencedor de vários prêmios.
Sem comentários »Silvia Laurentiz: da palavra à imagem
Além de docente do Departamento de Artes Plásticas da ECA-USP, Silvia Laurentiz é acima de tudo uma artista que possui inúmeros trabalhos de realidade virtual, multimídia e webart que exploram novos elementos para a linguagem da ciência da computação, a lógica algoritmica e a efetiva interação com o receptor. O banner acima, realizado por Silvia, é inspirado em seu trabalho palavra_imagem, pertencente à série cinéticos de 2007, que foi apresentado na exposição do 6° Encontro Internacional de Arte e Tecnologia: interseções entre arte e pesquisas tecno-científicas, acontecido em Brasília. Atualmente, Silvia desenvolve projeto no Departamento de Artes Plásticas da ECA, que segundo a artista, pretende abordar diferentes estruturas da informação digital que compartilham um mesmo universo e são geradoras de uma nova condição estética. “Desta forma, a partir do estudo do processo evolutivo da linguagem de programação, da lógica, e da matemática são realizadas experimentações poéticas decorrentes e já conto com cerca de 20 experimentos e apresentei aqui um pequeno fragmento de um deles”, afirma. A pesquisa é, essencialmente, sobre poesia digital, ou arte com palavras e imagens, entretanto, sob um olhar específico: a estreita relação entre poética e os códigos da lógica de programação, uma constante em trabalhos da artista. Uma pesquisa anterior, “Percorrendo Escrituras”, recebeu menção honrosa no 2a edição do Prêmio Sergio Motta em 2001 e o seu vídeo-poema Incógnito, em parceria com Gilberto Prado, esteve na mostra “Paisagens”, realizada no museu Reina Sofia e organizada pelo Prêmio Sergio Motta em fevereiro deste ano.
Sem comentários »A poesia visual de André Vallias

André Vallias é um artista multimídia pioneiro. Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo, mas atua como designer gráfico, poeta e produtor de mídia interativa. Começou a criar poemas visuais em 1985 inspirado pelo concretismo dos irmãos Campos e Décio Pignatari. De 1987 a 1994 viveu na Alemanha, onde orientou suas atividades para a mídia digital o que resultou na primeira mostra internacional de poesia feita em computador, denominada p0es1e-digitale dichtkunst. È um dos poetas brasileiros mais radicalmente dedicados à busca de uma poesia adequada às novas tecnologias e à sociedade informatizada, capaz de dar conta de todos os elementos expressivos do homem, tais como imagens, sons, movimento, além evidentemente da palavra verbal. Além de sua produção pessoal, Vallias tem sido também um grande divulgador da nova poesia audiovisual, por meio de contribuições para publicações especializadas e organização de eventos. Colaborou com diversas publicações, no Brasil e no mundo, especializadas em literatura e poesia. Atualmente reside no Rio de Janeiro, onde dirige a produtora de websites Refazenda. O banner acima foi criado a partir de uma imagem tridimensional do poema Cultura e Recursividade. Outro poema visual de André, Oratório, foi vencedor do prêmio Estímulo, da 4ª edição do Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia.
Sem comentários »Reflexões de Raquel Kogan

A partir deste mês de abril, o blog do Prêmio Sergio Motta mostrará através de banners, trabalhos de diferentes artistas que utilizam novas tecnologias como suporte para suas obras. Os banners serão modificados quinzenalmente e de agora em diante são parte constante da identidade visual do blog. A imagem do banner acima apresenta uma imagem da instalação Reflexão#3, da arquiteta e artista plástica Raquel Kogan. Raquel é uma artista multimídia, mas também é conhecida pelos seus trabalhos em suportes tradicionais como a gravura e a pintura. Em seu trabalho os números são uma constante, eles definem o espaço e a profundidade nas pinturas e gravuras, já nos objetos, instalações e intervenções, são utilizados como meio de interação. A série Reflexão, foi iniciada em 2003 e consiste num ambiente interativo onde seqüências de números em movimento são projetados em toda a extensão de uma parede e refletidos num espelho d’água, e a presença de pessoas ativam sensores que alteram a velocidade da projeção. A série se desdobra nas instalações Reflexão#2 e #3. Essa obra foi apresentada na Ciber@rt 2004_ Festival de Novas Tecnologias + Arte e Comunicação de Bilbao e posteriormente, apresentada na exposição Memórias do Futuro no Itaú Cultural.
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