Arquivo da categoria ‘estéticas tecnológicas’
O futuro dos Videoclipes
Qual é o futuro dos videoclipes na era da interatividade? O grupo de rock canadense Arcade Fire, com o seu recente vídeo The Wilderness in Downtown, parece ter uma resposta para essa pergunta. Usando HTML5, o vídeo mais do que fazer uma mera divulgação da música de trabalho do mais recente álbum da banda, é um projeto que une animação e recursos de geolocalização do Google Maps. Ao ser acessado pela internet, o vídeoclipe convida os espectadores a acrescentarem o endereço de moradia da infância. Após o dado ser introduzido, múltiplas janelas se abrem mostrando uma vista aérea do endereço selecionado. No decorrer do vídeo, cenas do endereço da infância do usuário são acrescentadas lentamente ao clipe. O projeto é uma colaboração entre o Arcade Fire e o Google.
Sem comentários »Seguindo a bola na partida de futebol
Em tempos de Copa do Mundo, são várias as possibilidades de visualização dos dados de uma partida de futebol, além de um crescimento significativo de aplicativos on-line que oferecem essa alternativa. O site ScoreGrid é sul-africano, e é uma das mais novas opções dentro desse panorama de tecnologias da informação esportiva. Ao invés de traçar os movimentos dos jogadores em tempo real dentro de campo, o aplicativo se concentra nos movimentos da bola durante o jogo. A localização da pelota é marcada durante o tempo da partida , e ao final são apresentadas as estatísticas, por exemplo, de quem teve mais a posse de bola ou qual time mais fez chutes para o gol.
Sem comentários »Chamada de Trabalhos-Bienal Mundial de Criatividade 2010
O Município do Rio de Janeiro está selecionando profissionais das artes plásticas, audiovisuais, design e/ou arquitetura que trabalham explorando novas mídias e tecnologias. Serão escolhidos artistas para participarem do processo de seleção da Bienal Mundial de Criatividade 2010, a ser realizada na cidade de Oklahoma (EUA) em Outubro de 2010 com o tema New Processes, New Approaches, New Art (Novos Processos, Novas Abordagens, Nova Arte). Dos artistas indicados, 2 serão selecionados pela organização da Bienal e terão seus trabalhos expostos na cidade de Oklahoma durante 3 meses, além de integrar o material gráfico e de identidade visual do Fórum Mundial de Criatividade. A Bienal é realizada pela rede Flanders DC (Districts of Creativity), que trabalha com a relação entre novas tecnologias e os novos processos de criação artística, a partir de novos materiais e novas mídias. Os projetos deverão ser encaminhados à Subsecretaria Municipal de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design, situada à rua Gago Coutinho, nº 52, Laranjeiras/ 3º andar - Rio de Janeiro / RJ. A data final para recebimento será o dia 05 de Julho de 2010.
Maiores informações através do email centrocariocadesign@gmail.com
Sem comentários »Futebol Tecnológico

De quantas maneiras é possível visualizar os dados e estatíscas de uma partida de futebol? Frequentemente a cobertura televisiva de um jogo nos oferece a reconstituição de gols, tiros-de-meta e impedimentos. Mas com o frenesi de tantos jogos como os de agora, como a estética da informação vem nos ajudando a visualizar as estatíscas da Copa do Mundo? Um exemplo do crescimento do uso desse tipo de tecnologia é o Visualizing the World Cup, um infográfico interativo dos times que jogoram em Copas desde de sua criação pela FIFA em 1930. Utilizando CSS e Java , este visualizador é uma boa opção para descobrirmos um padrão nas estatíscas históricas da Copa, inclusive dados da Copa da Àfrica do Sul. Saiba mais informaçõe técnicas sobre o aplicativo aqui.
Sem comentários »Livro Metamorphosis aborda o crescimento da tecnologia vestível

A fashion technology e a wearable computer, ou melhor dizendo em bom português, a tecnologia da moda e os computadores vestíveis vem ganhando cada vez mais espaço na mídia, depois que estrelas do pop como Rihanna, Kate Perry e a cantora e produtora inglesa Imogen Heep apareceram em tapetes vermelhos usando roupas de gala feitas com LED ou que postavam no twitter. Recentemente, as italianas Stoffel Kuene e Elizabetta Cianfanelli, do departamenteo de Design Industrial e Design de Moda da Universidade de Florença, lançaram o belíssimo livro Metamorphosis, sobre a cada vez mais tênue relação entre o design de produtos e moda. O livro fala mais especificamente sobre a tronsformação da indústria de bens de consumo, em particular a indústria da moda, em produtos que vão muito além da mera vestimenta, mas passam também a serem um instrumento de comunicação através das tecnologias vestíveis. Infelizmente, o livro ainda está sem data de publicação no país, mas pode ser encontrado em lojas on-line internacionais. No Brasil, o uma boa dica sobre o assunto é o blog Computadores Vestíveis , que traz atualizações diárias sobre o tema. Já a dica sobre o livro veio de outro blog, escrito pela especialista Syuzi Pakhchyan, autora do livro “Fashioning Technology: A DIY Intro to Smart Crafting”.
USP lança curso sobre imagens computacionais
Com o objetivo de atrair novos talentos do Brasil e do exterior, três dos principais programas de pós-graduação em ciências da computação no Estado de São Paulo estão selecionando jovens pesquisadores para participar de uma intensa experiência de aprendizado na área de visualização e processamento de imagens. Com inscrições abertas até o dia 15 de maio, a São Paulo Advanced School in Computing Image Processing and Visualization (Escola de Ciência Avançada em Processamento e Visualização de Imagens Computacionais de São Paulo) será realizada entre os dias 12 e 17 de julho pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP), pelo Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC), do campus da USP em São Carlos (SP), e pelo Instituto de Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O curso, organizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) – modalidade de apoio lançada pela FAPESP em outubro de 2009 _ que já selecionou sete propostas e deverá ter a participação de 65 pós-graduandos selecionados. Do total, 45 terão apoio financeiro para passagem e estadia, sendo 30 estrangeiros e 15 brasileiros. Para a seleção, segundo Ferreira, cada candidato deverá enviar um e-mail com informações acadêmicas – incluindo instituição, orientador e dados pessoais –, uma carta explicando suas motivações para participar do curso, o resumo de seu atual projeto de pesquisa, currículo e duas cartas de recomendação. Mais informações e inscrições aqui.
Sem comentários »“A gente não quer só comida”

Esse experimento talvez não desse certo no Brasil. Uma máquina de vender lanches, conectada ao RSS Feed da BBC, está programada para liberar os produtos de graça toda vez que detecta uma notícia ruim sobre recessão ou economia. Claro, a máquina , ou melhor, a instalação da artista Ellie Harrison, se encontra exposta em um bar de Londres, e sem avisar “cospe” pacotes de salgadinhos para os visitantes. A artista é conhecida por trabalhar com a relação entre comida e tecnologia. Seu projeto Eat 22 , que pertence a coleção do museu Wellcome, de Londres, documentou digitalmente, durante o período de um ano, todas as suas refeições. O objetivo desses trabalhos, segundo a artista, é o de questionar o futuro da distribuição de alimentos e suas determinações por questões políticas e ambientais. “No futuro, não teremos comida disponível, quando ou como quisermos, pelo simples toque de um botão”, comenta. Vending Machine, nome do projeto, é uma das atrações do festival Abandon Normal Devices que acontece na Inglaterra.
Sem comentários »Nas origens do copy and paste
John Baldessari é um dos mais importantes artistas conceituais do último século. Durante a década de 1960/70, pôs em xeque as noções sobre a autenticidade e a relevância do tema ao pagar pintores para que o copiassem como melhor. Dessa forma adiantou questões atuais à cultura digital como as noções de autoria e remix. No vídeo acima, o artista apresenta sua própria visão das origens da cultura copy and paste. Baldessari passeou por diferentes suportes como pintura, fotografia e cinema, dispondo as imagens em sequência com o objetivo de despertar diferentes cenários e diferentes narrativas. Influenciado pela semiótica e o estruturalismo, sobretudo pelo cinema francês da Nouvelle Vague, especialmente o de Jean-Luc Godard. O artista utilizou muitas vezes em suas obras as técnicas da montagem e recorreu à desconexão entre a imagem e a palavra.
Sem comentários »Arte Open Source na Campus Party 2010
No dia 27, durante o Campus Fórum Criatividade, Giselle Beiguelman (Diretora Artística do Instituto Sergio Motta, midiartista e professora da PUC-SP), André Mintz (projeto Marginália) e Ivana Bentes (Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, midiativista e curadora ) participaram do debate Arte Open Source, que discutiu a importância de projetos como Processing, Puredata, Arduino, como exemplos de estéticas emergentes de uma arte colaborativa e aberta a distribuição de seus códigos. Giselle Beiguelman iniciou sua fala destacando algumas relações da produção brasileira atual. Foram apresentados os trabalhos em artemídia de alguns dos artistas indicados e vencedores do 8º PSM, que segundo a artista e curadora, sugerem uma tendência tecnofágica que funde tradição e inovação, hi & low, hibridismo. Essa nova tendência não teria a ver com uma estética do precário, e sim sobre a ressignificação das relações micropolíticas e o agenciamento de coletividades. “Antes o que definia um trabalho como arte era o seu contexto, hoje uma obra de arte é uma ação que problematiza o circuito. O que me interessa nas estéticas tecnológicas são as estéticas processuais que essas geram”, afirmou Giselle. Como exemplo dessa estética Tecnofágica, foram citados os trabalhos do Metareciclagem, Fernando Rabelo, Jarbas Jácome Raquel Kogan, Mariana Manhães, dentre outros artistas do 8º Prêmio Sergio Motta. Já Ivana Bentes discutiu a perspectiva da arte open source sobre a questão dos códigos e processos de criação. A pesquisadora afirmou que “vivemos em mundo over-codficado, onde seres-remixes são gerados, patenteados e construídos em laboratórios”. Para discutir a questão dos códigos no campo da arte, Ivana citou o livro “O conhecimento Secreto”, de David Hockney, onde o autor fez uma busca na história ocidental pela produção de processos e estilos artísticos, onde a concepção de autoria estaria ligada aos seus diferentes contextos históricos que mudaram ao longo dos tempos. Ivana falou sobre esse percurso da arte e sua mudança com a chegada das redes digitais onde há uma epidemia de colaborativismo, que dialoga com a necessidade de um processo no qual as obras não sejam mais produtos fechados. “A arte open source tem como base uma cultura e práticas de criação de apropriação, compartilhamento, remix”, afirma Ivana Bentes. Por último, André Mintz finalizou o debate falando sobre o Projeto Marginália e o Marginália Lab, que além de apresentarem trabalhos em artemídia com o feitos com programas open source, também realiza oficinas de criação colaborativa e aprendizagem em códgios abertos. O artista citou a importância do open source como main stream na produção artística. “O conceito de marginália que vai além da idéia marginal, lembrando dos espaços em livros (as margens) abertas às anotações”, afirmou. Mintz citou a consolidação do uso e desenvolvimento de ferramentas livres, da orientação de instituições e festivais à propostas de open source.
2 comentários »Melhores de 2009-Estética do banco de dados

Inspirado pelo termo “Estética da Informação”, cunhado por Lev Manovich, o blog Infoesthetics explora a relação entre o design criativo e a visualização gráfica da informação. Mais especificamente, o site faz uma coleção de projetos que apresentam dados ou informação de maneira original e inusitada. Desde de sua concepção em 2004, outros termos foram introduzidos acadêmicamente para fenômenos similares, como por exemplo, Visualização estética da Informação , Visualização casual da Informação à Visualização artística de dados. O responsável pelo site é o professor Andrew Vande Moere do Design Lab da Faculdade de Arquitetura, Design e Planejamento da Universidade de Sidney. Sua pesquisa investiga a visualização de dados desde interfaces televisivas , arquitetura de mídias e aplicações mais artisticas da visualização de dados.
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