Arquivo de Julho de 2009
10 anos de FILE
No dia 28 de julho, teve início o FILE- Festival Internacional de Linguagem Eletrônica. Com o título 10 NURBS PROTO 4KT, a edição de 2009 também apresenta o FILE 10, dez anos de eventos realizados na cidade de São Paulo, dez anos de discussão sobre arte e tecnologia no Brasil. NURBS (Non Uniform Rational Basis Spline) é uma técnica da computação gráfica desenvolvida no século XX para representar superfícies lisas, que de acordo com Lev Manovich, autor do texto de abertura do Catálogo do FILE 09, pode tornar-se juntamente com outros recursos da computação gráfica uma nova ferramenta para a teoria cultural do século XXI. Nesta edição há a presença de trabalhos digitais que propõem diferentes formas de explorar as novas tecnologias como meios de criação e interação. Filmes, sites, web e software arte, e animações computadorizadas mostram que, com a arte digital, os meios tecnológicos ultrapassam a sua funcionalidade original. Um exemplo é a sessão FILE Maquinema que apresenta um conjunto de filmes construídos, não na realidade em que vivemos, mas em realidades virtuais como as de jogos digitais e de mundos que se encontram na rede. A palavra maquinema surge do encontro das palavras máquina e cinema. Maquinema é a produção cinematográfica, amadora e profissional, que se faz hoje no mundo virtual; pode ser pequena como um videoclipe ou tão grande como um longa-metragem. O trabalho Mercy of the Sea, do americano J. Joshua Diltz, é um filme maquinema premiado de 23 minutos, criado com o motor de jogo World of Warcraft da Blizzard Entertainment. A narrativa do filme acompanha a história de Elunari, a Suma Sacerdotisa de Darnassus, e sua busca desesperada por seu filho desaparecido. “Mercy of the Sea” apareceu na Blizzcon 2008, International MachinExpo 2008, e mais recentemente ganhou como melhor drama de 2008 no Machinima Premieres Film Festival.
Sem comentários »O Peso do lixo eletrônico
Você sabe quanto pesa o seu computador? E quanto pesa todo o material gasto no processo produtivo que transformou todas as matérias-primas, até fazê-las tomar a forma de computador? Segundo estudo divulgado pela Universidade das Nações Unidas em 2007, coordenado pelo professor Ruediger Kuehr, os pesquisadores descobriram que nada menos de 1,8 toneladas de materiais dos mais diversos tipos são utilizados para se construir um único computador. O cálculo foi feito tomando-se como base um computador de mesa com um monitor CRT de 17 polegadas. Somente em combustíveis fósseis, o processo de fabricação de um computador consome mais de 10 vezes o seu próprio peso. São, por exemplo, 240 quilos de combustíveis fósseis, 22 quilos de produtos químicos e - talvez o dado mais impressionante - 1.500 quilos de água. O problema é que a fabricação dos chips consome uma enormidade de água. Cada etapa da produção de um circuito integrado, da pastilha de silício até o microprocessador propriamente dito, exige lavagens seguidas em água extremamente pura. Que não sai assim tão pura do processo, obviamente. O estudo mostra que a fabricação de um computador é muito mais material - intensiva - em termos de peso - do que a fabricação de eletrodomésticos da linha branca, como refrigeradores e fogões, e até mesmo do que a fabricação de automóveis. Esses produtos exigem apenas de 1 a 2 vezes o seu próprio peso em combustíveis fósseis. Se você pretende se desfazer de seu computador, procure primeiro a empresa fabricante. Geralmente, o fabricante possui uma política de retorno para seus produtos fora de uso. Se não procure por ONGs especializadas no recolhimento desse tipo de resíduo. Se quiser saber para onde seu computador velho pode ser destinado acesse aqui.
Fonte: Site Inovação Tecnológica
Sem comentários »Conheça o projeto Marginalia
O Projeto Marginalia intenciona criar trabalhos que abordem a tecnologia de formas não convencionais, imbuindo sua utilização de perspectivas estéticas. Desenvolvido por André Mintz e Pedro Generoso, foi o vencedor do 1º lugar do Festival Conexões Tecnológicas de 2008, realizado pelo Instituto Sergio Motta. A primeira fase do projeto se deu pelo desenvolvimento de um protótipo, Marginalia 1.0 beta, uma instalação audiovisual interativa, na qual o espectador interfere diretamente na projeção de imagens a partir da movimentação de uma lanterna, ora revelando, ora ocultando as imagens do vídeo. Além de Marginália 1.0 beta, a dupla vem realizando, através de parcerias, outros projetos, como por exemplo, o Anamorfoses Cronotópicas. O objetivo deste trabalho é o de transpor para o ambiente de programação Processing (www.processing.org), para exibição em tempo real, o efeito criado por Zbigniew Rybczynski em seu filme “The Fourth Dimension”, de 1988. A imagem de vídeo é decomposta em linhas horizontais e então linhas de frames distintos (tempos distintos) são combinados no mesmo momento na exibição, criando um efeito de distorção a partir do movimento de pessoas e objetos ao longo do tempo. Partindo dessa experimentação, o grupo desenvolveu a instalação Anamorfose I, uma segunda versão instalativa do projeto Anamorfoses Cronotópicas. Anamorfose I foi apresentado no Siana Brasil 2009 -Semana Internacional de Artes Digitais e Alternativas, a versão brasileira do renomado evento francês em sua primeira versão fora da França, realizado no início de julho, na cidade de Belo Horizonte.
Sem comentários »Live Images no Itaú Cultural

ON_OFF - Experiências em Live Image é uma série de espetáculos que misturam vídeo, cinema e música. As apresentações acontecem no Itaú Cultural entre 18 e 25 de julho. Na quinta edição do evento, artistas experimentam recursos para compor e editar imagens e sons ao vivo. No dia 18 de julho, o japonês Ryoji Ikeda abriu o evento com Datamatics [ver.2.0], um concerto audiovisual criado em tempo real diante do público. Nesta sexta, o coletivo inglês D-Fuse, que desde a década de 1990 desenvolve trabalhos de vídeo, motion design e performances, realiza o espetáculo Latitude[31°10N/121°28E], inspirado na sensação provocada pela paisagem urbana e sonora da China cosmopolita. Fragmentos de conversas, multidões, viagens, luzes, espaços abandonados e formas arquitetônicas são mesclados em uma apresentação única ao vivo. O trabalho foi filmado durante os três meses de pesquisa (com o apoio do Conselho Britânico e do Conselho de Arte da Inglaterra). Nele, o D-Fuse explorou, com artistas locais, os ambientes urbanos de Xangai, Cantão e Chungking, marcados por rápida mudança. Essas viagens foram documentadas com ampla variedade de técnicas de áudio e vídeo e o material obtido forma a base da apresentação. No sábado, dia 25, o grupo apresenta Particles, que faz referência à realidade fragmentada da vida cotidiana na cidade por meio das descontinuidades, em uma série de imagens e sons que são removidos das experiências e das relações em que foram originalmente produzidos. As performances acontecem às 20hrs, a entrada é franca.
Sem comentários »SuperUber ganha retrospectiva
A SuperUber é uma produtora que trabalha na convergência entre arte, tecnologia e design, realizando curadorias, design interativo, vídeo e animação, direção de arte e de tecnologia. Realizou a primeira mesa multi-toques do Brasil, no Teatro Oi Casa Grande, e a instalação Beco das Palavras, espaço mais lúdico do Museu da Língua Portuguesa. Entre os dias 11 e 23 de agosto, em São Paulo, através da exposição Pixel Park: SuperUber Arte e Tecnologia a produtora apresenta ao público suas principais criações, algumas delas inéditas, com uma visão inovadora em instalações multimídia e interativas, unindo arte, design, tecnologia e cenografia. Os responsáveis pela mostra são a designer Liana Brazil e o engenheiro eletrônico Russ Rive, dupla à frente da SuperUber. A exposição Pixel Park acontece no iAi - Instituto de Artes Interativas, localizado no térreo de um ícone da arquitetura, a Casa Bola (à Rua Amauri, 352), no Jardim Paulistano.
1 comentário »Gary Hill no Oi Futuro RJ
Gary Hill é um dos pioneiros da videoarte mundial. Nasceu em Santa Monica e antes de descobrir o vídeo, surfou as ondas de Venice e Redondo Beach na Califórnia e fez skate - inclusive, foi campeão nacional em 1964, nos EUA. Realizou as primeiras experiências com vídeo no Woodstock Comunity Video, em Nova Iorque, no princípio dos anos 70. Agora o artista retorna ao Brasil após 12 anos para a abertura da exposição “O lugar sem tempo”, que vai do dia 21 de julho à 6 de setembro no espaço Oi Futuro do Rio de Janeiro. Apresentando 5 videoinstalações, o objetivo da mostra é promover confrontos: pode ser barulhento e violento, como na obra “Wall Piece” (2000), feita da imagem de um homem que se joga contra a parede, falando a cada vez uma palavra diferente; ou algo silencioso e desconcertante, como “Viewer” (1996), projeção, em telas que somam 14 metros, de uma fila de 15 homens, trabalhadores das camadas subjugadas e exploradas, que encaram o público, quase imóveis. Em sua passagem pelo país, ele faz também duas palestras, uma hoje, no Rio, e outra amanhã (22), às 19 horas, no Museu Oscar Niemeyer. Em 1997, o videoartista e produtor Marcello Dantas realizou a mostra “O Lugar do Outro”, exibida no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, com quatro obras de Hill.
Sem comentários »PdCon2009-entrevista com Alexandre Porres
O Puredata (ou Pd) é um software livre adotado em trabalhos artísticos (multimídias e interativos). A 3ª edição da Convenção Internacional de Puredata, acontece este ano em São Paulo, no MIS-Museu da Imagem e do Som. A PdCon é um evento periódico e o mais importante da comunidade de desenvolvedores, usuários e entusiastas em geral do Pd. Numa pequena entrevista, Alexandre Porres, um dos organizadores do PdCon 2009 Brasil, nos fala sobre as expectativas para o evento e das possibilidades criativas possíveis que o software Puredata permite. Alexandre é músico, compositor e musicólogo. Possui mestrado em Processos Criativos pela UNICAMP (2008) e possui diversos trabalhos em criação, performance e improvisação em Música Contemporânea e Multimídia.
A International Puredata Convention (PdCon) acontece desde 2004 em diferentes países, e o Brasil sedia agora a 3ª edição do evento. Quais são os objetivos dessa Convenção?
O evento em si integra arte e tecnologia, desenvolvedores e artistas, além de entusiastas em geral. No formato multifacetado que compreende um Simpósio Acadêmico e uma Mostra de Arte Digital, a PdCon09 é, antes de mais nada, um grande encontro de uma comunidade internacional que usa e desenvolve esse software livre que é o Puredata. A primeira convenção, na Áustria, foi organizada por uma forte comunidade localizada na cidade de Graz, e foi realizada na base de convites para os maiores desenvolvedores e comunidades de Puredata no mundo, que há tempos trocavam idéias pela internet. O evento foi centralizado na Europa, com uma tímida participação norte americana. Já a segunda Convenção, no Canadá, também foi organizada por uma forte comunidade local em Montreal, mas contou com uma inscrição por chamada internacional aberta de trabalhos. Mesmo assim, o evento manteve forte a representatividade do eixo Europa / América do Norte. Eu fui o único brasileiro presente, e havia também a Alejandra, uma chilena que morava na Europa na época para representar a América Latina comigo. Essa 3ª convenção é a primeira na América Latina, e um objetivo principal dessa edição é aumentar a representatividade e inclusão dessa região no eixo e comunidade internacional do software, que, certamente, está sendo pouco aproveitada.
Quais são suas expectativas para a edição brasileira? Como você avalia a produção nacional realizada através desse software?
Com uma chamada de trabalhos aberta, obtivemos uma boa representatividade do Brasil no evento, mas não muito de outros países latino americanos, salvo 2 trabalhos do Chile (um da Alejandra novamente, que agora mora lá) e 2 trabalhos de peruanos que residem atualmente nos EUA. Entretanto, trata-se de um crescimento da Convenção não só pela sua abrangência a novas regiões, mas também pelo grande número de trabalhos e participantes, que vem ao Brasil um pouco no espírito de conhecer o que há por aqui. Logo, há uma grande expectativa de intercâmbio. Sabe-se que nenhum evento deste porte, focado em software livre, arte e tecnologia já ocorreu no Brasil. Podemos encarar isso como uma conseqüência do interesse do Brasil em investir em esforços na área de software livre. Por isso, espera-se também que o evento chame a atenção para esse tipo de atividade que integra arte e tecnologia com softwares livres, e que ela continue a se estruturar. No geral, a produção de arte e tecnologia nacional é incipiente em relação a outros centros. Entretanto, o Brasil possui um enorme potencial, em especial, pelo uso de softwares e tecnologias livres. O cenário é extremamente propício para a organização de grupos de pesquisa em universidades, pontos de cultura, ou mesmo pela utilização dessas ferramentas por grupos e artistas. Em relação ao uso do Puredata, pode se dizer o mesmo: “incipiente, mas com um grande potencial”. Temos alguns esforços independentes e atividades em grupos que têm se desenvolvido nos últimos anos, assim como constante crescimento do interesse por cursos e oficinas.
O PdCon09 é um evento que conta com uma Mostra de Arte Digital e Novas Mídias (com Instalações Interativas, Performances Musicais, Audiovisuais e Intervenções) e um Simpósio de Pesquisa em Arte e Tecnologia. Por que esse software é amplamente usado por mídia-artistas? Quais são as vantagens que ele oferece em relação a outros programas?
Antes de ser um programa que “faz” coisas, trata-se de um ambiente de programação. Nele, programamos ao conectarmos visualmente algumas “caixinhas”, chamadas objetos. Ou seja, é uma plataforma de programação gráfica, e seu amplo uso por artistas se dá pela sua maior facilidade de programação em relação a um ambiente de programação textual. Por esse lado, o Puredata “não faz nada”, quem faz é quem o usa, programa, e cria aplicativos com ele. Mas o que leva um artista a programar e criar aplicativos? Pois bem, alguns dos trabalhos apresentados nessa convenção contam com uma colaboração direta entre programadores e artistas, o que é um tanto comum em centros internacionais, que já promovem o intercâmbio entre ciência e arte há tempos. Outro ponto importante é que a livre troca dessa comunidade aberta faz com que aplicativos previamente desenvolvidos por uns possam ser livremente utilizados por outros. Em todo o caso, muitos artistas têm se voltado a esse tipo de ferramenta para “resolver novos problemas”. Programas de computador que “fazem” coisas resolvem problemas comuns, como editar um vídeo, mixar uma música. A arte feita com o Puredata busca novas linguagens, novas possibilidades de interação entre homem e computador, assim como a implementação de novas teorias e pesquisas acadêmicas da computação em arte. Por essa característica experimental, temos uma ênfase natural em “Novas Mídias”. Por isso o Puredata oferece uma vantagem muito clara a esses artistas, cuja criatividade gera embates e problemas tecnológicos de implementação. Afinal, é o único ambiente de programação gráfico livre voltado para artes, onde artistas podem explorar o que há de mais avançado em tecnologia computacional para por em prática sua criatividade, resolver novos problemas e viabilizar seus trabalhos.
Qual é a característica de trabalhos feitos em Puredata, ou a de seus artistas?
Uma característica essencial do Puredata é ser um software livre. A liberdade do Puredata não é apenas econômica. Um desdobramento claro é sua vantagem em relação ao uso de softwares piratas, por exemplo. Temos também desdobramentos éticos e políticos dessa vantagem econômica, e digo também que esse cenário propicia um ambiente sócio-cultural no meio das artes com uma estética particular. O perfil do artista que busca o Puredata é, em muitas vezes, o de um artista ativista, alguém com um espírito engenhoso e inovador, com atitudes “faça você mesmo”. Nesse âmbito, é comum encontrar uma propensão à subversão, atitudes políticas ao ruído/noise como uma idiossincrasia particular. Enquanto vemos uma preocupação maior em atender certos padrões estabelecidos no mundo das artes, seja mesmo o da contemporânea, o mundo do Puredata é “livre” e compreende trabalhos completamente disparatados entre si. A convenção não é, de modo algum, uma busca para se chegar a um consenso do que é o “melhor” trabalho feito em Puredata, ou que melhor representa a sua essência. Não temos “prêmio” do melhor trabalho, apenas tentamos reunir o maior número possível de participantes para uma troca de informação.
Quais são as dicas para os iniciantes no uso do software Puredata? Onde se pode buscar mais informações sobre esse software?
Há pouca informação em português sobre o Puredata. Na internet, não há nenhum portal estritamente ligado ao software. Há, entretanto, o portal oficial da comunidade internacional, o http://puredata.info. Uma dica clara é tentar acompanhar ao máximo a convenção em seus cursos, hackmeetings, artigos, e atividades artísticas, nem que seja pelo site do evento. Nesse site, no item “Sobre Puredata”, há uma página especial dedicada a esse tópico, que informa aos novos interessados o que devem fazer para se aprofundar no Puredata. Ali existem links também para materiais didáticos em português do software.
Sem comentários »Starting Back
De 15 de julho a 27 de setembro, o Museu da Imagem e do Som (MIS) recebe a mostra Starting Back, do fotógrafo francês Chris Marker. Com curadoria de Bill Horrigan, a exposição conta com 200 imagens produzidas durante as seis décadas de carreira do artista. O francês Chris Marker é um nome fundamental na história do cinema documental e agora ganha uma retrospectiva inédita no Brasil.O documentarista é mais conhecido como o autor de um curta-metragem que inspirou o filme “Os 12 Macacos”, de Terry Gilliam. O curta que inspirou “Os 12 Macacos” se chama “La Jetée” (1962). Curiosamente, é o único filme completamente ficcional de Marker. Trata-se de uma ficção científica feita a partir da montagem de fotografias. A mostra Staring Back é composta de fotografias que são apresentadas dentro de um contexto histórico, social e artístico. Ao lado de Bill Horrigan, curador de Staring Back e diretor do Wexner Center for The Arts, centro de arte norte-americano da Universidade de Ohio, que organizou a exposição, Marker selecionou de seu arquivo pessoal imagens tiradas entre 1952 e 2006. A série de fotografias documenta protestos políticos testemunhados pelo fotógrafo, incluindo a marcha ao Pentágono em 1967, contra a guerra do Vietnã; os eventos de maio de 1968 em Paris e as demonstrações tumultuosas contra as políticas trabalhistas propostas pelo governo francês.Outras imagens da seleção são de seus filmes clássicos, como La Jetée (1962), Sans Soleil (1983) e Cuba Si!,(1961), ou retratam pessoas famosas e desconhecidas que Marker encontrou em suas viagens mundo afora.
Sem comentários »Brasil tem sua primeira edição do Puredata Convention
De 19 e 26 de julho acontece em São Paulo a Convenção Internacional de Puredata. Trata-se da 3ª edição do evento, e a 1ª na América Latina. A Convenção é composta por uma mostra artística e um simpósio de pesquisa em arte e tecnologia. O Puredata (Pd) é um software livre que vem sendo cada vez mais utilizado em trabalhos artísticos (multimídia e interativos). Mais que um software, é um ambiente de programação e desenvolvimento de projetos multimídia, onde artistas podem explorar o que há de mais avançado em tecnologia computacional e viabilizar seus projetos criativos. Realizado pelo MIS (Museu da Imagem e do Som), pelo SESC SP e pelo Bacharelado em Tecnologia e Mídias Digitais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o evento conta também com apoios de instituições nacionais e internacionais, como o CNPq. Esta edição tem a presença de mais de 60 participantes de todo o mundo entre artistas multimídia, Vj’s, performers, músicos, programadores e pesquisadores. A abertura do evento, no dia 19 de julho, acontece no MIS, que sediará o simpósio, workshops e parte das instalações da convenção. A recepção do evento se dá início às 17h, com uma fala de Miller Puckette, criador do software. Na segunda-feira, dia 20, a PUC sedia, no campus Marquês de Paranaguá, um encontro aberto de hacktivismo e uma sessão de Live Cinema do carioca Bruno Viana com a espanhola/ brasileira Maíra Sala.
Sem comentários »Ruídos de Tiago Romagnani
No senso comum, a palavra ruído significa barulho, som ou poluição sonora não desejada. Na eletrônica, o ruído pode ser associado a um “chiado” característico (ruído branco) ou aos “chuviscos” na recepção fraca de um sinal de televisão. Na Teoria da informação, o ruído é considerado como portador de informação. A intervenção de Tiago Romagnani, artista que colaborou com o grupo Cena 11, um dos premiados na 7ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, se dá pelo ruído da navegação na página de abertura do site do Instituto Sergio Motta. Trata-se de “um ruído gerado por um código randomizado a cada acesso. Cada fragmento sugere uma falta, uma falha, um buraco, um desvio do foco e da informação. O trabalho está ligado com a profusão de informações e o tipo de leitura rápida e fragmentada que é realizada na internet”, diz Tiago. Fazer uma intervenção desse tipo em um site institucional amplifica o ruído do trânsito dos dados. Tiago Romagnani nasceu em Florianópolis (SC), e este ano foi um dos selecionados para o projeto Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural , edição 2008-2009, com as obras A Saudade (2008) e Cada Mudança É um Esforço de Permanência (2008). Além da intervenção na página zero do site do Instituto Sergio Motta, Ruídos é composto de uma exposição com imagens nos canais Flickr e 3 banners para os canais Youtube e Blog, feitos por Romagnani a partir das imagens produzidas pela intervenção.
Para ver a exposição Ruídos no Canal Flickr clique aqui
Para ver a Banner Art acesse os canais Blog ISM e Youtube.
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