Arquivo de Junho de 2009
Reações Visuais
O arquiteto e artista multimídia Leandro Araújo, que participou da edição do Território Recombinantes de Belo Horizonte em 2008, realiza a performance audiovisual Reações Visuais, experimentando novas tecnologias em diálogo com o espaço urbano do centro de Belo Horizonte. O projeto ainda inclui ocupação dos pontos de ônibus da Avenida Afonso Pena. Apresentação acontece no Palácio das Artes no dia 1° de julho. Reações Visuais são transformações dos sons do hipercentro de Belo Horizonte em imagens digitais. A paisagem sonora resultante do movimento urbano da cidade (automóveis, pedestres e uma enorme variedade de personagens) é o ponto de partida do projeto. A partir do registro sonoro de ambientes como a Praça Sete e o Parque Municipal Américo Renné Giannetti inicia-se o processo de transformação e reapresentação das paisagens sonoras em reações visuais: imagens resultantes da interferência tecnológica e da manipulação humana. O desenvolvimento do projeto está registrado no site www.lar.li/reacoesvisuais, que reúne as gravações de áudio realizadas em pontos-chave do centro de BH e o mapeamento desses locais, de forma a compor uma cartografia urbana que mapeie através dos sons as atividades humanas (culturais, econômicas e sociais), atividades naturais (ecologia urbana) e da configuração espacial da área urbana central (vias, construções, equipamentos urbanos).
Sem comentários »Dream Machines
O Prêmio Sergio Motta apresenta a exposição Dream Machines, realizada pela artista Anaisa Franco, que em 2006 recebeu menção honrosa na 6ª edição do Prêmio Sergio Motta. Dream Machines é uma série de esculturas eletrônicas composta por corpos fragmentados suspensos que interconectam a matéria escultural com a digital em forma de animações, vídeos e intensidades lumínicas. O corpo é fragmentado para intensificar as sensações do membro e as imagens digitais são usadas para visualizar os pensamentos inconscientes das esculturas. Os trabalhos usam de conceitos da psicologia e dos sonhos para criar corpos pensantes, sensíveis e comportamentais através da interconexão do corpo como matéria escultural e do digital como materialização de pensamentos imagéticos. Dentro desta investigação a artista questiona a possibilidade de inserir comportamentos psicológicos dentro de máquinas esculturais expandidas, na tentativa de fazê-las expressar algum sentimento que se torna visível ao público através da sensibilidade aos olhos ou ao toque. Cria-se assim, uma imaginação própria que funciona como inconsciente maquínico sensível. As Dream Machines foram desenvolvidas entre 2007 a 2009 dentro de Instituições e Medialabs especializadas na criação de arte e tecnologia tais como LabMIS, Mecad, Medialab Prado e Universidade de Plymouth e foram financiados através de prêmios, editais e bolsas de estudo. Anaisa vive e trabalha em São Paulo. Atualmente, a artista desenvolve projetos na Residência do LabMIS no MIS Museu da Imagem e do Som em São Paulo e no Artist Village em Taipei, Taiwan, com bolsa adquirida pelo Instituto Sacatar, Brasil. Em 2007/8 ela foi premiada com a bolsa “Proyecto Expansion Digital” do MECAD, Barcelona para desenvolver “Connected Memories” onde também participou de aulas, artigos e conferências.
Sem comentários »Da beleza fotográfica

Depois do sucesso da exposição Da Gênese Convulsiva, a Micasa lança a continuação da série sob o título Da Beleza Transfigurada. A abertura será no dia 27 de junho, sábado, às 17hs, na Micasa, loja de móveis e design, que realiza as exposições em parceria com a Fotô Produção e Consultoria em Imagem e Arte. Recriando de forma poética e metafórica o surgimento do homem no universo por meio de fotografias de forte caráter experimental, o curador Eder Chiodetto selecionou 20 obras de oito artistas a partir de suas pesquisas que visam trazer à tona a instigante produção de fotógrafos que utilizam a fotografia que reflete os principais questionamentos que embasam a arte contemporânea. Um exemplo, é o projeto “Retrato Digital”, de Roberta Dabdab, que se constitui em retratos esvaziados de informação digital, gerando uma máscara formada pelos pixels da imagem. O resultado é uma imagem que “ representaria a todos” , como o que seria uma síntese de todos os rostos humanos: a caveira, já esvaziada de seus contornos clássicos, sob o titulo de fotografia esvaziada: eu, vc, nós. O ciclo, ainda prevê a realização de quatro exposições no espaço de um ano. Além de Da Gênese Convulsiva, que aconteceu entre março e junho, e Da Beleza Transfigurada, as próximas serão: Do Espaço Estilhaçado, que aborda a construção do espaço urbano, e Do Desejo Inconfesso, que finaliza o ciclo com os desejos, fantasias e o pecado original. Ao final do ciclo um livro com todas as fotografias e textos do projeto será lançado em edição limitada. Participam desta segunda mostra os fotógrafos Cris Bierrenbach, Eliana Bordin, João Castilho, Roberta Dabdab, Breno Rotatori, Leonardo Ramadinha, Jair Lanes e Penna Prearo. A exposição vai acontecer de 27 de junho a 03 de outubro, de segunda a sexta das 10h às 19h e sábados das 10 às 17h, na Micasa (r. Estados Unidos, 2.109, Jardim América, SP)
Sem comentários »Coletivo lança livro vivo

A agência DM9DDB criou o primeiro livro vivo do mundo para promover o projeto Editoras e OnLine. O livro Instantes de amor e ódio é composto por 200 páginas que trazem, em cada uma delas, a impressão de um QR Code - códigos 2D que só podem ser lidos após serem fotografados pelo celular. Com esta tecnologia, a agência criou uma obra que, sob o ponto de vista do aspecto físico é sempre o mesmo, mas que quando se fala de conteúdo é mutável e, por isso, vivo. O livro é alimentado a cada sete dias, com 200 frases de amor e ódio postadas no twitter. Trata-se de uma obra coletiva organizada pelo C.A.O.S. (Coletivo de Amor e Ódio em Segundos). Qualquer pessoa pode participar, devendo somente seguir o perfil @CAOS_euconcordo e twittar frases com as palavras Amor ou Ódio. Os instantes de amor e ódio podem ser acompanhando pela internet, no site www.amoreodio.org.
Fonte: Publishnews
Sem comentários »Revoluções Verdes

A Green Revolution (Revolução Verde) teve início na década de 50, e seu objetivo foi o de aumentar a produção agrícola de alimentos com o uso de técnicas industriais e biotecnologia. Atualmente, alguns especialistas afirmam que esse processo permitiu que a produção agrícola mundial acompanhasse o ritmo do crescimento das populações, porém não considerou o impacto ambiental desse avanço. Partindo dessa questão, a exposição Green Revolution, que acontece no espaço Nieuwe Vide, em Haarlem, Holanda, apresenta uma série de trabalhos de artistas que investigam e questionam as mutações provocadas no meio ambiente e no clima causadas pela indústria agrícola. Um exemplo é o trabalho bio.display, do artista húngaro Mároy Ákos, que tem como objetivo criar uma amostra feita de milhões de bactérias fluorescentes geneticamente modificadas. O projeto é inspirado pelo trabalho GFPixel, um display luminoso feito de bactérias fluorescentes e não fluorescentes, criado por Reinhard Nestelbacher e Gerfried Stocker. O trabalho de Ákos utiliza bactérias da espécie E-Coli modificadas pela inserção de uma proteína camada TorA-Green Fluorescent. As bactérias E-Coli equivalem as unidades de pixels e podem ser ligadas e desligadas através da alteração do pH das amostras.
Sem comentários »VIDEO in foco/FOTO in foco
A galeria baró cruz inaugura no próximo dia 7 de julho de 2009 a exposição VIDEO in foco / FOTO in foco com o intuito de revelar o panorama da produção de artistas do Brasil, Argentina, México, Cuba, França, Alemanha, Inglaterra e Espanha que utilizam a linguagem do vídeo e da fotografia na tradução de diversos conceitos contemporâneos. A idéia da exposição é apresentar trabalhos em vídeo, que utilizam a linguagem da fotografia em sua construção: às vezes em stop-motion ou com imagens estáticas gerando uma “fotografia em movimento”. A exposição também traz trabalhos em fotografia que caminham no sentido contrário, se apropriando da linguagem do vídeo ou da pintura na criação de imagens através de câmeras - algumas pin-hole - que retratam a temporalidade e o movimento dos ‘frames’ do vídeo gerando cenas congeladas pelo registro fotográfico. O Brasil está representado pelos artistas Camila Esposati, Cristiano Lenhardt, Flaminio Jallageas, Roberto Bellini, Ana Teixeira, Claudia Jaguaribe, Daniel Athayde, Gui Mohallem, Jorge Menna Barreto, Lina Kim, Laura Erber e pela dupla Raquel Kogan & Lea Van Steen. Raquel Kogan recebeu Menção Honrosa na 6ª edição do Prêmio Sergio Motta, e Lea Van Steen ganhou o segundo lugar no Festival HTTPVIDEO com o trabalho Disco (2007). Ambas artistas já trabalharam juntas no projeto A Ponte, apresentado no Sesc Paulista em 2008, e agora apresentam trabalho inédito, Nada ao Infinito, que é composto por imagens desfocadas dispostas em dois monitores que dialogam entre si.
Sem comentários »Brasiliana da USP ganha biblioteca digital
Desde o dia 16 de junho, parte do acervo da biblioteca Brasiliana da USP está on-line e acessível aos usuários da internet. O Brasiliana Digital disponibiliza 3 mil documentos, dos 40 mil de volumes do acervo da biblioteca Guita e José Mindlin, que foi doado à USP (Universidade de São Paulo) em 2006. Reunidos por mais de 80 anos, entre os livros da biblioteca estão raridades como o primeiro livro editado no Brasil, o “A relação da entrada…”, escrito por Antônio Isidoro da Fonseca no século XVIII. Os livros estão sendo digitalizados com a ajuda de um robô adquirido em janeiro pela universidade. Chamado de Maria Bonita pela equipe responsável por sua operação, o equipamento é capaz de escanear cerca de 2.4 mil páginas a cada hora, “o que dá cerca de 40 livros por dia”, como explica Pedro Puntoni, professor do departamento de história da USP. A universidade afirma que ainda não há uma data para que todos o acervo doado seja escaneado e colocado na internet. Além disso, a Brasiliana USP está construindo um moderno edifício de 20.000 m2, no coração da Cidade Universitária em São Paulo.
2 comentários »Participante do TR2008 ganha exposição em Montreal

Após seis meses no Canadá, a artista baiana, Andrea May, compilou desenhos em suportes variados que resultaram em uma série preto e branco que traz o título “#000000″ _ uma referência ao código hexadecimal da cor preta para a linguagem html. O resultado será mostrado em uma exposição individual a convite da designer canadense Genevieve Dumasser, proprietária do estúdio de arte e moda, MOLY KULTE, no dia 14 de Julho, em Montreal. O estúdio de eco-design também lança, paralelamente, uma linha exclusiva de t-shirts e shopping bags com estampas em silkscreen. Os desenhos remetem à ilustrações de livros em detalhes com inspiração lúdica e oriental, uma tendência desenvolvida anteriormente por May durante a criação de seus trabalhos. As obras e produtos ficarão expostas até agosto. Andrea May (aka Happy Downlady) é graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia e participou de várias exposições e salões; com incursão pela Street Art realizou projetos coletivos e foi uma das pioneiras da Toy Art no Brasil. Como profissional atua também como produtora cultural, além de desenvolver ilustrações, criações para moda, live paint, videoarte, etc. Em Montréal participou em Junho da exposição coletiva ACROBATE na Galeria USINE 106U. Em 2008 participou do encontro Território Recombinantes, edição Salvador, realizado pelo Instituto Sergio Motta, onde apresentou seu portfólio.
Sem comentários »Nova lei para o e-lixo em SP
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um Projeto de Lei no Estado que obriga empresas que fabricam, importam ou comercializam produtos eletrônicos a reciclar ou reutilizar total ou parcialmente o material descartado. Se não for possível reaproveitá-lo, é exigida a neutralização do lixo.A lei agora deve ser sancionada pelo governador do Estado, José Serra, em 30 dias. A Secretaria do Meio Ambiente avaliou positivamente o projeto e deve cuidar da regulamentação da lei. É um decreto da secretaria que vai determinar as normas e categorias de aplicação.Em caso de descumprimento da lei, a empresa estará sujeita a sanções que variam de advertência até multas diárias de, aproximadamente, R$ 14 mil. A assessoria de imprensa da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) afirma que participou das discussões sobre o projeto de lei e que agora espera sua publicação para saber em que condições foi aprovado. O projeto de Lei (33/2008), idealizado pelo deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), pretende responsabilizar a empresa pela destinação final do produto. No Brasil, não há uma legislação que regulamente o descarte do lixo tecnológico e, por isso, são grandes os riscos de contaminação do meio ambiente.
Sem comentários »Tempestades de Luiz Duva

O Prêmio Sergio Motta apresenta a exposição STORM, realizada pelo artista Luiz Duva, para os canais Flickr, Youtube e Blog ISM. STORM parte de uma série de imagens e vídeos da costa inglesa, que trazem como tema o enfrentamento com o desconhecido. As imagens originalmente foram realizadas para compor uma instalação inédita do artista, que possui o mesmo nome da exposição. “São imagens do horizonte marítimo que nos remetem a paisagens emocionais que foram apresentadas numa performance audiovisual que tem como objetivo transcender os limites do nosso próprio ser, e os limites da existência”, afirma Duva. As imagens deste trabalho foram feitas durante a residência artística realizada pelo artista no Plymouth Arts Centre (UK) como premiado do programa Artist Links England and Brazil do British Council do Brasil e do Arts Council England da Inglaterra. Luiz Duva, criador no campo da videoarte, desenvolve desde o fim dos anos 80, o que ele mesmo chama de narrativas pessoais em vídeo. São inúmeras videoinstalações que experimentam com o ambiente audiovisual imersivo, e o desenvolvimento de conteúdos e ambientes específicos para as novas mídias. Duva foi contemplado pelo 6º Prêmio Sergio Motta por seu trabalho Concerto para Células em (De) Movimento de 2005.
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