Blog do Instituto Sergio Motta

Giselle Beiguelman - Entrevista com a curadora do Prêmio Sergio Motta

8º  Prêmio Sergio Motta de Arte e tecnologia

Estão abertas as inscrições para o 8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. Essa edição é voltada a criadores que operam na interface entre arte e novas mídias, em campos como artes interativas, arte/ciência, artes do corpo, artes sonoras, animação digital e visões de rede. “Essas modalidades não funcionam como categorias de inscrição, mas como indicadores das possibilidades de conjunção entre arte, ciência e comunicação. É a conjunção entre esses campos o que nos interessa”, afirma a diretora artística do Instituto Sergio Motta, Giselle Beiguelman, que em uma pequena entrevista nos fala sobre as novidades e expectativas para esta 8ª edição:

No dia 8 de maio acontece o lançamento do 8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. Essa é a primeira edição do Prêmio sob sua direção artística. Qual é a expectativa para essa edição?

Enorme! Mudamos muita coisa, o que é inevitável quando trabalhamos numa área em que as tecnologias e as interfaces se transformam e se expandem a todo momento. Além disso, o Instituto Sergio Motta vem se abrindo em muitas direções, conquistamos um público novo, via os HTTPs – nossos festivais on-line – e, também, os projetos que a Camila Duprat pilota com maestria – o Conexões Tecnológicas (com a Daniela Kutschat) e os Territórios Recombinantes (com a Daniela Castro). Agora, queremos ver como isso vai alterar o perfil das inscrições e, mais importante como vai dialogar com todo o patrimônio cultural que a Daniela Bousso consolidou durante sua gestão.

Para este 8º Prêmio as categorias “Trabalho Realizado” e “Bolsa Fomento” foram eliminadas e substituídas pelas categorias que avaliam o portfólio de artistas em início de carreira e artistas que já tem um tempo de trabalho. Por que essa nova escolha foi feita?

As categorias “Trabalho Realizado” e “Bolsa Fomento” foram eliminadas a fim de privilegiar percursos e processos em detrimento de resultados ou obras pontuais. O cenário hoje é bem mais rico em oportunidades tanto para apoio a projetos a serem desenvolvidos como para premiação de obras em particular. A expansão dos cursos universitários na área – o que implica possibilidade de bolsas das agências de pesquisa– e novas instâncias de fomento como o Rumos, do Itaú Cultural, as residências e comissionamentos do MIS-SP, bolsas de crítica e curadoria da FUNARTE, a ação da Cultura Inglesa, entre outros, são indicadores importantes dessa mudança de cenário. Isso permitiu e incentivou o redirecionamento do Prêmio para o percurso e o processo de criação do artista, em momentos distintos de sua atuação.

Desde ano passado, quando você assumiu a direção artística, muitas das ações do Instituto se voltaram para o fomento de novos canais e festivais em plataformas on-line. Como esse direcionamento se deu? Por que a ênfase em ações voltadas para a Internet?

A Web 2.0 criou um ambiente favorável ao uso criativo das mídias e uma radicalização das possibilidades de produção e circulação do conteúdo para além dos circuitos acadêmicos e dos espaços tradicionais de exibição artística. Nós aderimos à tendência e multiplicamos as possibilidades de vazão por meio de ações como os festivais HTTPVideo, Tags e Som, o divertido IWW, a migração do blog do Projeto Chernobyl, da Alice Miceli, as exposições on-line no Flickr e no YouTube, entre outras atividades que tendem a continuar, em constante transformação.

Para a etapa final do Prêmio foram selecionados jurados de peso, como Claudia Gianetti, Fernanda Takai, Moacir dos Anjos, Ricardo Oliveros e Ronaldo Lemos. Como se deu a escolha dos jurados?

É importante frisar que o julgamento se faz em duas fases por comissões independentes e de igual importância. Na primeira fase, o juri é composto por Mabuse, Yara Guasque e Marcus Bastos. Na segunda, as pessoas que você citou. Em todas as edições o corpo de jurados foi composto por nomes expressivos das áreas de arte e mídias digitais. Todos os júris foram de peso. Esta edição é particular porque a “cena” digital está se ampliando e em muitas direções (o que é ótimo!). Nesse sentido, a composição do júri (nas duas etapas) procurou responder à multiplicidade de tendências da cultura digital do momento, inserindo pessoas além do universo acadêmico e do circuito das artes, por onde a arte digital já circula e vem se impondo, jurados que dialogam com a cultura do software livre, com o pop e com a produção independente, canais por onde também está circulando a arte digital hoje.



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3 respostas para “ Giselle Beiguelman - Entrevista com a curadora do Prêmio Sergio Motta ”

  1. valdemar kusmann Maio 11th, 2009 12:09

    estou comentando a respeito dos meus 8 projetos ecologicos,,,peco a inscricao para os premios,,,1 motor kusmann eco…2 navio eco…3 ressonancia maguinetica…4 construcao,, com mais seguranca…5 purificador de descarga veicular…6 material que resiste as altissimas temperaturas…7 vasina x poluicao…8 particulas do big bem…fone 49 3524 0378

  2. Maria Maio 12th, 2009 18:47

    o link do e-book HTTPVideo, HTTPTags, HTTPSom não carrega… já tentei inúmeras vezes… está dando erro… não sei se é pelo fluxo ou o link está quebrado… tenho super interesse em baixá-lo…
    obrigada
    maria

  3. Nina Gazire Maio 14th, 2009 13:50

    Maria,

    tente novamente. Pode ser algum problema de configuração com o seu adobe reader…tente baixar uma versão mais nova. Os links estão funcionando normalmente..

    PSM

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