Blog do Instituto Sergio Motta

Arquivo de Janeiro de 2009

Espaços em branco

Transparency white - trabalho da dupla dinamarquesa AVPD

AVPD é a dupla de jovens artistas dinamarqueses composta por Aslak Vibaek e Peter Dossing que reúnem em suas obras conhecimentos de artes visuais, arquitetura, ciências sociais e tecnologia. Um dos focos principais dos trabalhos é a relação entre homem e o espaço. AVPD cria meta-arquiteturas onde a visão normal do observador é desviada, surgindo uma nova experiência espacial. A inspiração da dupla vem de filmes de ficção científica, literatura,jogos de computador e arquiteturas virtuais. Concentram-se em instalações espaciais, conceituais e espaços físicos, que são constelações de arquitetura virtual e real. Os objetos produzidos são relacionados especialmente com o Minimalismo de Donald Judd em sua conseqüente e rigorosa expressão. A série de trabalhos Transparencies, produzida pelos artistas em 2008 e 2009, está exposta na Galeria Leme de São Paulo. As obras utilizam a temporalidade e a arquitetura da galeria como um importante contexto para as obras. Um fenômeno especial ocorre pelo uso do acrílico translúcido na frente das caixas brancas com espaços internos variáveis. Incapazes de ver o espaço interno da caixa, o público percebe um reflexo de seu volume no acrílico na forma de uma vibrante superfície espacial, bidimensional e monocromática.

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e-Trash

lixo eletrônico na Àsia

Um vagão de carga de um trem capaz de dar uma volta completa no mundo. Essa é a quantidade de lixo eletrônico produzida pela humanidade todos os anos, de acordo com estimativas da organização não governamental Greenpeace. Para ser mais exato, são 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico, composto de computadores, celulares, eletroeletrônicos e eletrodomésticos que, com ciclos de reposição cada vez mais curtos, vão parar no lixo e já representam 5% de todo o lixo gerado pela humanidade. Entre as substâncias tóxicas encontradas no lixo eletrônico figuram mercúrio, chumbo, cádmio, berílio, arsênio, retardantes de chamas (BRT) e PVC. Estas substâncias podem causar diversos danos à saúde humana, tais como distúrbios no sistema nervoso, problemas nos rins, pulmões, cérebro e envenenamento. Sem leis que exijam o descarte apropriado na maior parte do globo, estes materiais altamente tóxicos e perigosos para a saúde humana frequentemente vão parar em aterros sanitários comuns ou são queimados a céu aberto, sem os cuidados apropriados, quando não acabam literalmente nas mãos de habitantes de países em desenvolvimento, que recebem carregamentos de lixo eletrônico disfarçados de doações para inclusão digital. Segundo dados da Basel Action Network (BAN), organização que fiscaliza o fluxo de lixo tóxico no mundo, oito em cada dez computadores velhos dos Estados Unidos acaba em países asiáticos, como Índia e China, onde os custos de reciclagem são menores. A África também se tornou um pólo para a exportação de lixo eletrônico.Apenas a cidade de Lagos, na Nigéria, recebe 500 toneladas destes materiais todos os dias. Embora os eletrônicos cheguem ao país na forma de doações de empresas especializadas em reciclagem de países desenvolvidos, apenas 25% do material, em média, pode ser de fato reaproveitado.

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Luz e Sombras de Regina Silveira

Luz - projeções de Regina Silveira

Está de volta ao blog a Banner-Art feita especialmente por artistas convidados e premiados pelo Instituto Sergio Motta. Para abrir o ano de 2009, temos o trabalho de Regina Silveira, Luz, realizado em 2008, em São Paulo e Bogotá. O banner que apresentamos utiliza imagens das projeções feitas na galeria Alcuadrado de Bogotá. regina Silveira é reconhecida mundialmente por sua obra que questiona as formas e tensões entre luz, sombra e perspectiva. Em 2000 foi uma das vencedoras da 1ª edição Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, na categoria Trabalho Realizado, com a obra “Ex-Orbis”. Trata-se de um painel em grande escala que faz uma montagem de imagens de máquinas de voar, de diversas épocas e procedências, e ficou exposto na fachada do Museu Nacional de Aviação em Ottowa, Canadá. Regina iniciou sua formação em Porto Alegre, principalmente em pintura e gravura, com importantes artistas, entre eles, Iberê Camargo. No final da década de 1960, entra em contato com a arte conceitual. Nos anos 70, inicia trabalhos com malhas e perspectivas, através da série Labirintos. Começa a utilizar imagens fotográficas nas gravuras das séries Middle Class & Co , Jogos de Arte e a atuar no circuito da mail art. Neste período torna-se importante artista multimídia e pioneira da vídeo-arte no país. Na década de 1980, realiza a importante série Anamorfas, com distorções da perspectiva em um complexo de gravuras e desenhos que lhe abriram novos horizontes. Logo depois, outro importante trabalho é feito, Simulacros, também fruto de interpretações de sistemas artificiais de construção espacial. Além do trabalho artístico, vale destacar que, durante muitos anos, foi professora na ECA - Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo), onde ajudou a formar gerações de importantes artistas nacionais. Em uma breve entrevista, Regina Silveira comenta suas escolhas artísticas, Mail art e o trabalho transformado em banner , Luz:

Você iniciou uma produção que possuía uma forte interseção entre arte e tecnologia ainda na década de 70, utilizando o xerox e o microfilme, dentre outros meios e suportes. Como foi para você esta escolha, quando ainda naquela época a interseção entre arte e novas tecnologias era pouco conhecida (ou praticada) no Brasil?

O interesse por novos meios de produção de imagens para mim começou depois do período em que abandonei a pintura para me debruçar sobre as possibilidades de usar em meus trabalhos materiais industriais e também recursos de luz e movimento- falo das obras de corte geométrico, que realizei entre 1967 e 1971. Nesta época, ainda de minha formação, vivia predominantemente fora do país e estava influenciada por poéticas da herança construtiva que já usavam meios eletrônicos: arte cinética, programada e mesmo manifestações iniciais de competir art. Tudo ainda um pouco à distância, como um “horizonte” de interesses, que também incluía a introdução de meios fotográficos na gravura tradicional. Os novos meios gráficos começam a comparecer em meu trabalho com a inclusão da fotografia e da fotomecanica. ainda nos anos de Porto Rico. Ali já estava muito próxima a manifestações conceituais da cena internacional e me deixava impregnar pela “desartistificação” dos meios e pelo uso documental da fotografia. Mas foi no Brasil mesmo, depois de 73, que dei expansão a tudo isto, no sentido de gradualmente lançar mão a um gama ampla de processos gráficos “desartistificados” –criados para uso comercial, comunicacional ou cientifico -que eu desdobrava em inúmeras possibilidades para meu trabalho. Mas não se engane, de maneira alguma estava sozinha nisto: muitos artistas da cena brasileira e da cena internacional daqueles anos trabalhavam nesta interseção. É só ver quanta interação havia e quantas atividades conjuntas e publicações foram feitas naqueles anos, muitas delas interdisciplinares, especialmente com poetas.

Pode falar-nos um pouco de como foi sua participação na Mail Art?

Intensa, mas sem engajamento exclusivo, já que sempre tive a maior aflição com ser uma especialista no que fosse- gravadora, pintora ou mail artista… Mas sem dúvida, foi um modo transgressivo e anti-institucional de produção e comunicação artística que proporcionava o importante contato direto entre artistas e organizações auto-geridas no mundo inteiro. Nesta disposição produzi diversos envelopes com imagens impressas, que enviava pelo correio e também fiz alguns livros de artista, para participar em eventos e publicações promovidos invariavelmente por artistas, em escala global, durante os setenta. O correio áereo transportava as mais insuspeitadas comunicações, obras únicas (neste tempo não havia sequer fotocopia) revistas e livros de artista da maior qualidade (sempre lembro da pequena serie de fotos PB do artista Dan Graham que me chegou por correio, em Porto Rico), vindo por vezes de partes do mundo, como a Leste europeu a que na época não tínhamos qualquer acesso.
Em Porto Rico, a própria universidade onde trabalhava abrigou uma extensa exposição de mail art, a partir das trocas internacionais promovidas pelos artistas _ eu e Julio Plaza – do Depto. de Arte. Como não estavam implicados valores de mercado, de seguros ou devolução de obras, toda esta atividade, que derivava e também alimentava boletins de circulação internacional, terminava formando coleções, arquivos e exposições, das mais radicais. Agora que se tornou prioridade para museus europeus e americanos coletar este tipo de produção dos anos 70, essas coleções se tornaram, com certeza, bem preciosas. No Brasil, as estratégias comunicacionais da mail art ajudaram bastante a contornar as dificuldades de manifestações artísticas, nos anos duros de nossa ditadura- e foram balizas fortes das atividades do MAC/USP, na gestão de Walter Zanini, com a colaboração de Júlio Plaza. Uma iniciativa que tomei, em 1976, foi organizar uma exposição brasileira de livros de artista na Other Books and So, em Amsterdam, uma mistura de editora, espaço expositivo e distribuidora, do poeta mexicano Ulises Carrion. Tudo o que coletei, de norte a sul enviei num pacote bastante grande pela VARIG, por minha conta, com a ajuda ótima do poeta Paulo Miranda que trabalhava então nesta companhia aérea. Os livros de artista ficaram lá, integrados à coleção da Other Books and So, que alguns anos depois virou arquivo e hoje pertence a coleções públicas e museus.

Em seu site você diz que existem duas vertentes no seu trabalho: primeiro, “a vertente que atualiza investigações sobre os novos recursos de produção de imagens por técnicas eletrônicas, iniciada com “Encuentro” (1991)”, e uma segunda vertente onde você desenvolve um interesse pela Arquitetura, e seus códigos de representação. Como vê as interseções entre as duas vertentes?

Uma vez eu disse que meu trabalho era uma forma de computação feita ” à mão”, pois sabia que muitas daquelas operações que usava em desenhos geométricos para distorcer imagens e perspectivas eram compatíveis com o “raciocínio” digital. Este desenho geométrico “ a seco”, sozinho, ainda sustentou todas as transformações de perspectiva que apliquei a desenhos arquitetônicos padronizados (em Perspectiva Paralela) de plantas de apartamento e escadas, que foi por onde começou, em meados dos 90, meu foco mais apertado na arquitetura. Já os recursos digitais em si entraram em meu trabalho gráfico aos poucos, inicialmente para ajudar a resolver problemas de escala, como em Encentro (1991) sem o que não poderia alcançar a exatidão e o rigor necessários `a uma reprodução em serigrafia do tamanho de um outdoor. Anos mais tarde busquei apoio digital para dar uma espacial idade especifica, inseparável da arquitetura, a obras como a Escada Inexplicável (1997). Na construção deste trabalho, programas para simulações tridimensionais (3 D) se misturaram inextricavelmente aos meus desenhos em Perspectiva Multiplana para buscar soluções de multi-projeção coordenadas a um único Ponto de Vista. Na sequência de meus trabalhos tendo a arquitetura como motivo ou suporte, dos 90 ao presente, venho ocupando espaços internos e fachadas de edifícios, no Brasil (como o edifico da Bienal de SP em 98 e CCBB de SP em 93) e no exterior (como o Palácio de Cristal de Madrid em 2005 e o Museu de Fine Arts na 6ª Bienal de Taipei). Em praticamente todos os projetos que lidaram com grandes escalas ou com especificidades do lugar e da arquitetura, a relação entre os meios digitais de produção de imagens e a arquitetura se dá na razão direta da necessidade de controlar dimensões e ganhar velocidade. Diria ser fisicamente impossível realizar sem apoio de recursos digitais, essas imagens gráficas de grande formato que, com diferentes intenções, quase sempre desenvolvo como revestimento de lugares no real.

No ano passado você realizou uma série projeções em Bogotá, com a palavra Luz. Como conceitua este trabalho? Se antes privilegiava as sombras para a distorção de formas e perspectiva, como é, no seu entendimento, trabalhar com a luz?

Já referi mais de uma vez como a problemática da luz, diametralmente oposta à da sombra, ainda que no mesmo eixo semântico, comparece em meu trabalho para atender a motivações e significados que diria mais existenciais e filosóficos, mas certamente ligada, de muitas formas, a intervenções especificas em arquiteturas que me pediam imaterialidade, em contraponto a sua (muitas vezes) excessiva presença e fisicalidade. Melhor aqui ficar restrita a constelação de intenções e idéias envolvidas nas projeções da palavra LUZ, que no evento de Bogotá, organizado pela Galeria Alcuadrado, chamei de Iluminaluz (2007). A projeção foi feita a partir de um projetor especial para gobos, adaptado a um carro aberto, em deslocamento lento por uma área urbana escolhida previamente, desde o começo da noite e durante algumas horas. Este trabalho se inscreve na “ família” de projeções similares que venho realizando desde que fiz o Super Heroi Night and Day projetado em laser, com pequena animação, na Av. Paulista em 97. Para mim estes “personagens” noturnos (como a mosca em Transit e o UFO, numa Virada Cultural) são aparições, são “ mágicas” com as quais tento capturar o olhar e a imaginação do publico anônimo que transita na cidade à noite. Também está envolvida a intenção de modificar percepções e significados das áreas urbanas onde a imagem se projeta e se adere como uma espécie de pele iluminada. Não e a mesma coisa projetar a imagem de uma mosca gigante sobre um edifício central, um monumento ou um shopping center - onde imprime, invariavelmente, o significado de deterioração- que projetar a palavra Luz, uma imagem tautológica de uma luz iluminada- sobre áreas escuras de ambientes urbanos escuros e em si deteriorados. O Iluminaluz em Bogotá, por outro lado, é quase uma “ tradução” da caligrafia urdu, lida como “Noor” ( luz) que projetei de modo similar durante três noites nos mercados públicos noturnos de Lahore, no Paquistão. Este trabalho participou de um Festival Internacional de Performing Arts ao qual fui convidada por iniciativa do Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty) do Brasil, em 2005. Ali tratei de aludir aos significados específicos da luz, como “ enlightment”, naquele ambiente tão degradado dos mercados noturnos, onde quase não via mulheres, e fazer ler, como subtexto (já que a caligrafia todos podiam ler como “luz), a alusão a Noor Jahan, a famosa imperatriz que governou a Índia e o Paquistão no séc 18, exilada e com sua tumba em Lahore, uma heroína asiática conhecida como ” Luz do mundo” e “ Sol das Mulheres”.

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IWW 09 - Internet World Worst 2009

Internet World Worst 2009

O blog do Instituto Sergio Motta de Arte e Tecnologia completa 1 ano de atividades. Depois de dedicar tanto tempo ao melhor da cultura digital, resolvemos comemorar de uma forma diferente, com o lançamento do Internet World Worst.Para participar desse evento multimédio, basta votar no pior site que você viu na sua vida. Escolha uma das opções fornecidas pelo nosso Júri Erudito e envie a url no corpo do comentário deste post. Você pode também criar a sua categoria de melhor-pior site do mundo. Indique os melhores-piores sites e concorra a prêmios indescritíveis.Instructions in Portuenglish Instrucciones en Portuñol

AS VOTAÇÕES ESTÃO ENCERRADAS!

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A floresta de Yang Fudong

Sete Intelectuais na Floresta de Bambu - vídeo de Yang Fudong

O Paço das Artes inaugura no dia 25 de janeiro a instalação Sete Intelectuais na Floresta de Bambu (Seven Intellectuals In a Bamboo Forest) do artista chinês Yang Fudong, com curadoria de Maarten Bertheux, diretor-assistente do Museu Stedelijk de Amsterdã (Holanda). A série de filmes Sete Intelectuais na Floresta de Bambu, de Fudong, acompanha um grupo de jovens urbanos, questionadores de seus projetos de vida e do momento político de seu país. Valendo-se de um tema recorrente em sua obra, o artista explora a alienação decorrente das radicais transformações vivenciadas pela sociedade chinesa contemporânea. A obra contrapõe valores tradicionais chineses a elementos da cultura ocidental, por meio de uma narrativa baseada no procedimento da “colagem”, na qual texto, imagens e movimentos operam como elementos independentes. O trabalho foi exibido integralmente apenas na Bienal de Veneza (2007), na galeria Jarla Partilager, em Estocolmo (2008). Além da apresentação da obra, no dia 27 de janeiro, a partir das 9h, Fudong, acompanhado pelo curador da mostra,Maarten Bertheux, ministrará um workshop no LaBMis.O programa do workshop abrange, dentre os comentários do artista em relação ao seu processo de trabalho, uma discussão especial sobre o tema “Realismo e Ficção” e os últimos avanços da vídeo arte chinesa em relação à arte contemporânea internacional. A atividade é gratuita. São 15 vagas disponíveis e os participantes estão convidados a trazer seus próprios trabalhos para exposição e discussão com o grupo.

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Yes, we can!

Obama Ciborgue

Segundo uma nota no Blog do Rizhome, arquivo on-line de mídia arte, agora que a administração Obama assumiu a Casa Branca, parte da equipe do novo presidente dos Estados Unidas possui metas “ambiciosas” e “encorajadoras” para o campo da arte e tecnologia. O plano, denominado Agenda for Technology, propõe mais neutralidade nas redes, transparência na governança e a criação, pela primeira vez na história do governo americano, do cargo para Secretário de Tecnologia (Chief Technology Officer). O documento afirma que o governo irá apoiar a diversidade e diversificação do espaço no mercado para que as pequenas indústrias de tecnologia tenham chance de crescimento(leia-se uma alfinetada na Microsoft) e políticas para o fim de ideologias em pesquisas científicas, característica comum à grandes centros de pesquisa americanos. Neste pacote as artes possuem um parágrafo especial: de acordo com o Art Newspaper, o presidente pretende criar o Artist Corps, programa que colocaria jovens artistas em escolas e comunidades carentes, além da criação de um plano de saúde para artistas, aumentando o fundo de arrecadação para o the National Endowment for the Arts.

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Intempéries do gelo

André Juan - Red, vídeo de 2006 que integra a mostra Intempéries

O Espaço Cultural da Oi Futuro, do Rio Janeiro, apresenta dos dias 20 de janeiro à 1º de março, a mostra “Intempérie – Fenômenos estéticos da mudança climática e da Antártida”, que reúne, em duas partes, obras contemporâneas que pesquisam a Antártida e a cor branca. Com curadoria de Alfons Hug, artistas de vários países estiveram na Antártida, o continente gelado, e produziram obras a respeito. São vídeo-instalações de Simon Faithfull (Inglaterra), Andrea Juan, Jorge e Lucy Orta (Argentina), Mireya e Mercedes Masó (Espanha), Lutz Fritsch, Frank Halbig (Alemanha), Guido van der Werve (Holanda), Thomas Mulcaire (África do Sul), Phil Dadson (Nova Zelândia) e Adriana Groisman (USA), Ari Marcopoulos (EUA) e Nunatak (Inglaterra) e quatro fotografias do brasileiro Caio Reisewitz, vencedor da 2ª edição do PSM, no formato de 1mx1m cada. Alberto Saraiva, curador de artes visuais do Oi Futuro, selecionou trabalhos que pesquisam a cor branca, e reuniu obras dos artistas brasileiros Zalinda Cartaxo, Márcio Botner, Marcos Abreu, Vicente de Mello, Paulo Climachauska e Tina Velho. A mostra no Oi Futuro integra a “2ª Bienal do Fim do Mundo”, que acontece nos meses de abril e maio de 2009 em Ushuaia e El Calafate (Argentina), e na Antártida.

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Radiator Festival

Kobberling& Kaltwasser - Blind Spot

O 4º Radiator festival and symposium, acontece em Nottingham, Inglaterra, sob o tema “Exploits in the Wireless City”. O objetivo do festival é instigar a discussão e o debate sobre o as mudanças no espaço público e privado, causada pela tecnologia digital. A partir disso, o festival questiona as oportunidades, estratégias futuras e implementações que artistas e sociedade enfrentam no aprendizado desses novos espaços híbridos da cidade. Através de intervenções artísticas, o Radiator Festival coloca em prática a teoria através de projetos e eventos que posicionam e desafiam forças dominantes em ambientes urbanos e exploram os novos territórios abertos por esse espaço híbrido. Como exemplo das ações da mostra, está o The Going Underground Project, que investiga a infra-estrutura das redes wireless a partir do espaço público, ao colocar 5 artistas em 5 cidades inglesas. São eles: Glenn Davidson , Folke Köbberling&Martin Kaltwasser, The Office Community of Sousveillance, Christian Nold , N55. Esses artistas atuam como agentes infiltrados, observando e coletando informação a partir de fontes oficiais do estado, e do público. O Radiator Festival acontece entre dias 13 à 24 de janeiro.

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40ª anual de arte da FAAP

40ª anual de arte da Faap

Apresentar a diversidade de criações estéticas é a proposta da Anual de Arte, exposição realizada pela FAAP- Fundação Armando Alvares Penteado, de São Paulo, que este ano celebra 40 anos. Nessa edição especial, serão exibidas três exposições simultaneamente: “40 edições da Anual de Arte FAAP: 1964 – 2008”, apresentando documentos e materiais históricos, a “FAAP e Cité des Arts: 10 anos de Programa de Residência Artística”, com depoimentos dos artistas que desenvolveram pesquisas e trabalhos em Paris e a tradicional Anual de Arte, exibindo pinturas, desenhos, gravuras, vídeos, fotografias, colagens, performances e instalações elaborados pelos alunos da Fundação. A 40ª Anual de Arte também exibirá as obras de 29 alunos, escolhidas por uma Comissão de Seleção. No total, foram 120 trabalhos inscritos e cada artista pode inscrever até três obras. A exposição vai até o dia 1º de fevereiro, no 1° de fevereiro no Museu de Arte Brasileira - Salão Cultural FAAP, em São Paulo.

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Celular Ecológico

Motorola W233 Renew 1 - Celular feito de garrafas d´água recicladas

Um novo celular da Motorola feito de garrafas PET chegou ao mercado apostando na tendência de gadgets ecológicos.o Moto W233, todo feito com material reciclado (garrafas d’água), é neutro na emissão de carbono.O W233 é certificado pela Carbonfund.org como um produto “CarbonFree” - e sua caixa é menor, também feita com materiais recicláveis. O celular é bem básico (tem apenas um slot para cartão de memória microSD de até 2 GB), com promessa de 9 horas de conversação, e será lançado ainda neste trimestre nos Estados Unidos. Além de utilizar material reciclado no corpo do aparelho, a Motorola garante compensar o dióxido de carbono usado na fabricação, distribuição e operação do handset, investindo em fontes de energia renovável e reflorestamento.A companhia, que caiu para o quarto lugar entre as maiores fabricantes globais de celulares após o último trimestre, devido a uma linha fraca de produtos, informou que o aparelho W233 Renew será vendido pela T-Mobile USA, nos Estados Unidos neste trimestre. Os preços do aparelho não foram revelados. O produto será exibido esta semana durante a feira Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas.

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