Arquivo de Maio de 2008
Tecnologia fashion

A interação entre têxteis tecnológicos e vestimenta eletrônica, tanto para o uso estético quanto como design e ciência se torna, cada vez mais, um campo promissor dentro das tecnologias de interface. Pensando nisso a economista Sabine Seymour pesquisou e escreveu sobre o assunto agora publicado no livro Fashionable Technology. O livro é um exame compacto da teoria e do explicação para o papel que a tecnologia tem no desenvolvimento de tecidos e de roupas. A aplicação prática é detalhada em inúmeras ilustrações e no depoimento de mais 50 designers, institutos de pesquisa e artistas. Além de extensa contextualização teórica, a autora aponta para o futuro da indústria da moda ao destacar a cada vez mais recorrente convergência entre interfaces e gadgets, como celulares, mp3 players aos próprios tecidos e roupas.Ainda não há previsão para a publicação de uma edição brasileira.
Sem comentários »banquete_nodos y redes

banquete_nodos y redes tem por objetivo destacar a emergente dinâmica transdisciplinar nas práticas artísticas que se realizam atualmente na Espanha. Através de trinta projetos de arte digital e interatividade, a exposição apresenta um conjunto de reflexões críticas e experiências participativas para explorar as redes eletrônicas como um padrão comum. Obras fotográficas, vídeos, instalações de realidade virtual, ações robóticas de vida artificial e projetos participativos de webart oferecem uma ampla imersão que nos mostra desde os microconexões neurais até as dinâmicas globais de conexões digitais das sociedades contemporâneas. Desde princípios dos anos 90, o projeto banquete explora as relações entre os sistemas biológicos, sociais, tecnológicos e culturais, evoluindo como uma rede de conversações e colaborações entre artistas, cientistas, humanistas, tecnólogos e ativistas. Seu objetivo é fomentar e socializar o diálogo entre as ciências e as humanidades. Entre os artistas participantes está o músico José Manuel Berenger , diretor do En Red O-Symposium de Música Electroacústica e o coletivo Hackitectura.
Sem comentários »Takashi Murakami-o mago do pop nipônico

Nascido em Tóquio, Takashi Murakami é um dos mais influentes e aclamados artistas da Asia desde os fins do século XX. È Criador de uma obra ampla que perpassa pelas belas artes, design, animação, cultura fashion e cultura popular. Em seu trabalho prevalece a popularidade do anime e mangá , direcionando seu interesse à animação japonesa que como ele mesmo afirma “é a melhor maneira de representar o dia à dia japonês.” A cultura popular Americana também está presente em seu trabalho na forma de animações, quadrinhos, que em uma mistura de linguagens midiáticas e artísticas inclui pintura, escultura, instalações e vídeo, bem como uma ampla linha de miniaturas colecionáveis e produtos comerciais. Agora uma grande retrospectiva dedicada totalmente ao artista pop nipônico está aberta ao público no Museu do Brooklyn. São mais de noventa trabalhos, desde o início da carreira do artista, dispostos em várias mídias e suportes tradicionais ocupando todo o museu.
1 comentário »Telectroscope
Poucas pessoas sabem que um túnel se estende abaixo do Oceano Atlântico ligando Londres à Nova Iorque. Em maio desse ano, mais de um século após o início de sua construção, o túnel finalmente foi completado. Um dispositivo óptico chamado Telectroscope foi instalado em seus dois extremos e miraculosamente, permite que uma pessoa veja através da terra a cidade que se encontra em seu oposto. Apesar de outros possíveis usos para o túnel, o artista Paul St. George se apropria para outras funções como idealizador do projeto Telectroscope após descobri-lo nos diários de seu bisavô, um excêntrico cientista vitoriano chamado Alexander St. George. As anotações de Alexandre estavam cheias de desenhos complexos que descreviam uma estranha máquina. Esse dispositivo se assemelhava a um enorme telescópio com a estranha forma de uma colméia e em seu extremo se encontravam uma complexa disposição de espelhos e lentes. Alexandre sugeria que essa invenção atuaria como um amplificador visual permitindo pessoas enxergarem o outro extremo do imenso túnel. Seu neto, Paul, realizou a façanha de construir o inusitado telescópio que está a disposição do público das cidades as quais ele “liga”: Londres e Nova Iorque.
Sem comentários »A arte generativa de Vera Bighetti

A arte generativa é muitas vezes não só um simples trabalho, mas um processo gerado por algoritmo, que mostra a evolução randômica e autônoma de uma idéia. Para o artista é mais do que traçar regras e dominar certas técnicas: é dar vida a sua obra. Ele cria arte em múltiplas formas que se desenvolvem de forma aleatória, sem prever exatamente como vai acontecer, apesar de ter criado suas diretrizes poéticas. Uma das principais representantes dessa arte no Brasil é Vera Bighetti. Desenvolvendo pesquisas e projetos em arte tecnológica e processos com rotinas auto generativas, se tornou a autora de premiados projetos que utilizam dispositivos de comunicação interativa desde 1998. Foi a única artista brasileira listada como TOP10 em arte digital no Diesel New Art Competition da Suécia e Dinamarca e também, selecionada na última edição do Prêmio Sergio Motta. O banner acima traz um pequeno fragmento do seu trabalho em arte generativa Fullfill Fullness, apresentado em 2006 e vencedor de vários prêmios.
Sem comentários »Future Times
Ramalife-vídeo de Giselle Beiguelman mostrando Ramala e Recife
A bienal 01SJ acontece em San Jose, Califórnia e se trata de um grande festival de artes digitais que apresenta performances interativas, instalações multimídia que têm como principal objetivo experimentações cinemáticas. Dentro da bienal acontecem inúmeras mostras, como por exemplo a Future Films que seleciona trabalhos que utilizam experimentações com imagens em movimento. A mostra apresenta trabalhos advindos da Nova Zelândia, Vietnã, Austrália e inclusive do Brasil, reprensentado pela artista Giselle Beiguelman. Giselle foi vencedora da 4ª edição do Prêmio Sergio Motta de Arte e tecnologia e atualmente é curadora deste mesmo prêmio. Seus trabalhos mais recentes envolvem dispositivos de comunicação móvel. A artista participa com a série second landscapes, que utiliza a câmera do celular como suporte. Além de trabalhos como o de Giselle, o evento apresenta obras realizadas no Second Life, animações e experimentações com outros suportes. As seleções de Future Films serão mostradas como parte de outros dois eventos da 01SJ Bienal: Superlight e San Jose Culture Network.
Sem comentários »Campo Coletivo

A mostra Campo Coletivo reúne, sob a curadoria de Fernanda Albuquerque e Gabriela Motta, cinco grupos de artistas: Poro (Belo Horizonte), Cine Falcatrua (Vitória), Laranjas (Porto Alegre), GIA (Salvador) e Espaço Coringa (São Paulo). O espaço ocupado é transformado em midiateca, lugar de conversa e consulta, incluindo cartazes, panfletos, livros e catálogos, além de registros intervenções artísticas. A exposição prevê a realização de atividades idealizadas em conjunto pela curadoria e os coletivos, como debates, oficinas e mostras de filmes. As peças gráficas, os vídeos e os livros poderão não só ser observados pelo público, mas também copiados. Assim se reafirma o caráter propagador das idéias desenvolvidas pelos coletivos e a bandeira copyleft presente em muitos de seus trabalhos, bem como se busca a participação do visitante a partir de uma escolha voluntária dessas possibilidades de reprodução. O Campo Coletivo acontece no Centro Universitário Maria Antônia até o dia 1 de junho.
Sem comentários »Tocando com David Byrne
Playing the Building é uma instalação site-specific, interativa, com 800 metros quadrados que ocupará todo o interior do Battery Maritime Building, localizado em Manhattan, Nova Iorque. O responsável pela obra é ninguém menos que o músico multimídia David Byrne. A idéia é transformar o edifício em uma escultura massiva de som na qual os visitantes são convidados a entrar e participar. O projeto, realizado junto a Creative Org, consiste em um orgão retrô que está posicionado no centro do prédio, que por sua vez, controlará uma série de dispositivos atrelados à sua estrutura: circuitos elétricos e canos conduzindo calor e água. Como uma máquina, esses dispositivos vibram e reverberam pela construção e dessa forma produzem harmonias e sons únicos. David Byrne, mais conhecido pela sua extinta banda Talking Heads, é também um renomado artista e escritor. Além de realizar uma instalação interativa, David, pretende convidar outros músicos para realizar performances em seu Playing the Building.
Sem comentários »David Haines - Cyber Mythologies
O artista inglês David Haines inaugura sua primeira exposição individual na América, na Galeria Luisa Strina, em São Paulo. À primeira vista seus desenhos detalhados e realistas parecem ter pulado fora de algum livro para adolescentes bizarro. Os desenhos, resultado de horas perdidas num espaço virtual, não necessariamente digital, desafiam sua própria condição. Mesmo que seu suporte não advenha de um contato direto com a tecnologia, David nos fala por uma superfície mediada por essa tecnologia das mídias: um mundo de advertisng, jovens que usam Nike, Reebook e freqüentam as ruas descoladas de uma Inglaterra que povoa o imaginário do pop global. Esses homens jovens se encontram em cenas de fetiche bem ao estilo Laranja Mecânica, nos lembrando de uma ultraviolência mitológica dos signos em transe de nossa cultura ocidental capitalista. Cyber Mythologies é um daqueles trabalhos que nos leva ao limite de linguagens e aos limites do real e do imaginário, portanto, um real tornado hiperrealidade. David Haines nasceu em Nottingham, Inglaterra. Atualmente, vive e trabalha em Amsterdam e além de possuir uma produção focada em desenho, também realiza trabalhos em vídeo. A mostra Cyber Mythologies permanece no Brasil até o dia 21 de junho.
Sem comentários »Reactivate!!
A mostra REACTIVATE!! Espaços remodelados e intervenções mínimas une duas exposições organizadas pelo Swiss Architecture Museum, localizado em Basiléia. A exposição preparada para o Espai d’ art contemporani de Castelló, em Barcelona, está integrada por uma série de projetos recentes provenientes de diversos contextos culturais apresentando uma dupla vertente. Por um lado, se coloca com um mínimo de meios e recursos relacionados com o design e as estratégias da arquitetura, tornando possível a transformação de edifícios e territórios urbanos inimagináveis e habilitando-os de forma inovadora. Já na segunda vertente, a exposição se vincula conceitualmente com o movimento da Internacional Situacionista. Tomando como ponto de partida os proclames radicais efetuados pelos situacionistas em relação a arquitetura e os espaços urbanos em transformação, a montagem expositiva converge os postulados centrais da teoria situacionista com as intervenções e os projetos mais contemporâneos. Cada uma das propostas mostra, em termos práticos, as possibilidades de redefinir a cidade como um lugar de jogo e apropriação mediante a criação de “microambientes transitórios”, tal como Guy Debord definia a situação.
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