Cuide de Você

A Associação Cultural Videobasil e o SESC São Paulo trazem ao Brasil, em julho, a exposição Cuide de Você (Prenez Soin de Vous), da artista francesa Sophie Calle. Um dos maiores nomes da cena contemporânea de arte, Calle estará nas aberturas da exposição em São Paulo (10 de julho) e Salvador (22 de setembro) e falará ao público no dia 11 de julho, em palestra aberta no SESC Pompéia. Uma das obras mais contundentes da última Bienal de Veneza, em 2007, Cuide de Você reúne textos, fotos e vídeos em que 107 mulheres interpretam e analisam uma mensagem de rompimento amoroso recebida por Sophie Calle, sob pontos de vista diversos. No intuito declarado de “esgotar” as mensagens contidas do texto e em seus subtextos, Calle recruta para a tarefa “leitoras” de especialidades e profissões diferentes, entre mulheres estranhas e amigas, anônimas e famosas. O rol de mulheres que aceitam o desafio inclui sua mãe; as atrizes Jeanne Moreau, Victoria Abril e Maria de Medeiros; a compositora Laurie Anderson; a DJ Miss Kittin; e profissionais como lingüista, taróloga, juíza especializada em direitos femininos, antropóloga, designer, assistente social e clarividente, entre outras. Um projeto educativo especialmente desenvolvido para a exposição trata de facilitar o acesso do público e dos arte-educadores à complexa obra da artista francesa, exibida com enorme sucesso na Bienal de Veneza (2007). A exposição integra a programação do Ano da França no Brasil. Sophie Calle - Cuide de Você fica no SESC Pompéia até 7 de setembro e segue para o Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, para temporada que vai de 22 de setembro a 22 de novembro.
Sem comentários »Projeto de Lei Nacional excluí resíduos eletrônicos

O Projeto de lei nacional para resíduos sólidos exclui do sistema de logística reversa os segmentos de eletroeletrônicos e lâmpadas fluorescentes. Sob forte pressão da indústria, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) apresentou ontem uma nova versão do projeto de lei sobre o tratamento de lixo urbano no país excluindo do sistema de logística reversa - que responsabiliza os fabricantes pela destinação final, reutilização ou reciclagem dos produtos - os segmentos de eletroeletrônicos e lâmpadas fluorescentes. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), esse sistema elevaria demasiadamente o custo dos fabricantes. O Projeto de Lei 1991 de 2007, sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi proposto em 1991 e começou a ser votado em 2007. Ele seria a mais importante ferramenta legislativa para criar, cobrar e fomentar programas de gestão dos diversos tipos de resíduos sólidos do pais, incluindo a gerência do Lixo Eletrônico. Pilhas, baterias, agrotóxicos e pneus foram mantidos no relatório de Jardim, que também acrescentou óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens. O deputado espera aprovar o relatório dentro de duas semanas no grupo de trabalho que discute o assunto e encaminhá-lo em seguida ao plenário da Câmara.
Fonte: Valor Ecônomico
Sem comentários »Belo Horizonte recebe festival francês de arte e tecnologia

A Semana Internacional de Artes Numéricas e Alternativas (Siana) surgiu em 2005, na França, com o objetivo de investigar as interfaces entre a produção estética contemporânea e as tecnologias digitais. Em sua terceira edição, a SIANA 2009 foi iniciada em março em Evry, na França, e acontece no Brasil dentro da programação oficial do Ano da França no Brasil. Belo Horizonte é a primeira cidade do mundo a receber uma edição local do SIANA 2009. O festival teve início no dia 30 de junho, com o espetáculo, para convidados, Effet papillon (Efeito borboleta) da companhia francesa Contour Progressif. Criado pela coreógrafa Myléne Benoit, utiliza códigos do videogame para questionar as representações do corpo nos universos de realidade virtual. A intenção é discutir a fronteira entre os dois mundos. “O digital é algo palpável, existe. Diferentemente do virtual, ligado ao imaginário”, explica Benoit. As novas formas de arte multimídia chegam ao público em eixos distintos. Serão três espetáculos, além de Effet papillon, A la veille de ne partir jamais, do francês Serge Adam e da brasileira Flávia Tapias, e Cortiços, da companhia mineira Luna Lunera. Nas exposições serão apresentadas 11 obras de artes digitais e instalações interativas. Seis workshops promoverão o intercâmbio reflexivo entre público e criadores. O Festival será sediado em diferentes locais da capital mineira. O Palácio das Artes receberá exposições. O espaço Oi Futuro também abrigará mostra de artes visuais digitais, assim como espetáculos, no recém-reformado Teatro Klaus Vianna, e workshops, na sala multimeios. As palestras serão ministradas o Conservatório UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). O festival termina no dia 15 de julho.
Sem comentários »Reações Visuais
O arquiteto e artista multimídia Leandro Araújo, que participou da edição do Território Recombinantes de Belo Horizonte em 2008, realiza a performance audiovisual Reações Visuais, experimentando novas tecnologias em diálogo com o espaço urbano do centro de Belo Horizonte. O projeto ainda inclui ocupação dos pontos de ônibus da Avenida Afonso Pena. Apresentação acontece no Palácio das Artes no dia 1° de julho. Reações Visuais são transformações dos sons do hipercentro de Belo Horizonte em imagens digitais. A paisagem sonora resultante do movimento urbano da cidade (automóveis, pedestres e uma enorme variedade de personagens) é o ponto de partida do projeto. A partir do registro sonoro de ambientes como a Praça Sete e o Parque Municipal Américo Renné Giannetti inicia-se o processo de transformação e reapresentação das paisagens sonoras em reações visuais: imagens resultantes da interferência tecnológica e da manipulação humana. O desenvolvimento do projeto está registrado no site www.lar.li/reacoesvisuais, que reúne as gravações de áudio realizadas em pontos-chave do centro de BH e o mapeamento desses locais, de forma a compor uma cartografia urbana que mapeie através dos sons as atividades humanas (culturais, econômicas e sociais), atividades naturais (ecologia urbana) e da configuração espacial da área urbana central (vias, construções, equipamentos urbanos).
Sem comentários »Dream Machines
O Prêmio Sergio Motta apresenta a exposição Dream Machines, realizada pela artista Anaisa Franco, que em 2006 recebeu menção honrosa na 6ª edição do Prêmio Sergio Motta. Dream Machines é uma série de esculturas eletrônicas composta por corpos fragmentados suspensos que interconectam a matéria escultural com a digital em forma de animações, vídeos e intensidades lumínicas. O corpo é fragmentado para intensificar as sensações do membro e as imagens digitais são usadas para visualizar os pensamentos inconscientes das esculturas. Os trabalhos usam de conceitos da psicologia e dos sonhos para criar corpos pensantes, sensíveis e comportamentais através da interconexão do corpo como matéria escultural e do digital como materialização de pensamentos imagéticos. Dentro desta investigação a artista questiona a possibilidade de inserir comportamentos psicológicos dentro de máquinas esculturais expandidas, na tentativa de fazê-las expressar algum sentimento que se torna visível ao público através da sensibilidade aos olhos ou ao toque. Cria-se assim, uma imaginação própria que funciona como inconsciente maquínico sensível. As Dream Machines foram desenvolvidas entre 2007 a 2009 dentro de Instituições e Medialabs especializadas na criação de arte e tecnologia tais como LabMIS, Mecad, Medialab Prado e Universidade de Plymouth e foram financiados através de prêmios, editais e bolsas de estudo. Anaisa vive e trabalha em São Paulo. Atualmente, a artista desenvolve projetos na Residência do LabMIS no MIS Museu da Imagem e do Som em São Paulo e no Artist Village em Taipei, Taiwan, com bolsa adquirida pelo Instituto Sacatar, Brasil. Em 2007/8 ela foi premiada com a bolsa “Proyecto Expansion Digital” do MECAD, Barcelona para desenvolver “Connected Memories” onde também participou de aulas, artigos e conferências.
Sem comentários »Da beleza fotográfica

Depois do sucesso da exposição Da Gênese Convulsiva, a Micasa lança a continuação da série sob o título Da Beleza Transfigurada. A abertura será no dia 27 de junho, sábado, às 17hs, na Micasa, loja de móveis e design, que realiza as exposições em parceria com a Fotô Produção e Consultoria em Imagem e Arte. Recriando de forma poética e metafórica o surgimento do homem no universo por meio de fotografias de forte caráter experimental, o curador Eder Chiodetto selecionou 20 obras de oito artistas a partir de suas pesquisas que visam trazer à tona a instigante produção de fotógrafos que utilizam a fotografia que reflete os principais questionamentos que embasam a arte contemporânea. Um exemplo, é o projeto “Retrato Digital”, de Roberta Dabdab, que se constitui em retratos esvaziados de informação digital, gerando uma máscara formada pelos pixels da imagem. O resultado é uma imagem que “ representaria a todos” , como o que seria uma síntese de todos os rostos humanos: a caveira, já esvaziada de seus contornos clássicos, sob o titulo de fotografia esvaziada: eu, vc, nós. O ciclo, ainda prevê a realização de quatro exposições no espaço de um ano. Além de Da Gênese Convulsiva, que aconteceu entre março e junho, e Da Beleza Transfigurada, as próximas serão: Do Espaço Estilhaçado, que aborda a construção do espaço urbano, e Do Desejo Inconfesso, que finaliza o ciclo com os desejos, fantasias e o pecado original. Ao final do ciclo um livro com todas as fotografias e textos do projeto será lançado em edição limitada. Participam desta segunda mostra os fotógrafos Cris Bierrenbach, Eliana Bordin, João Castilho, Roberta Dabdab, Breno Rotatori, Leonardo Ramadinha, Jair Lanes e Penna Prearo. A exposição vai acontecer de 27 de junho a 03 de outubro, de segunda a sexta das 10h às 19h e sábados das 10 às 17h, na Micasa (r. Estados Unidos, 2.109, Jardim América, SP)
Sem comentários »Coletivo lança livro vivo

A agência DM9DDB criou o primeiro livro vivo do mundo para promover o projeto Editoras e OnLine. O livro Instantes de amor e ódio é composto por 200 páginas que trazem, em cada uma delas, a impressão de um QR Code - códigos 2D que só podem ser lidos após serem fotografados pelo celular. Com esta tecnologia, a agência criou uma obra que, sob o ponto de vista do aspecto físico é sempre o mesmo, mas que quando se fala de conteúdo é mutável e, por isso, vivo. O livro é alimentado a cada sete dias, com 200 frases de amor e ódio postadas no twitter. Trata-se de uma obra coletiva organizada pelo C.A.O.S. (Coletivo de Amor e Ódio em Segundos). Qualquer pessoa pode participar, devendo somente seguir o perfil @CAOS_euconcordo e twittar frases com as palavras Amor ou Ódio. Os instantes de amor e ódio podem ser acompanhando pela internet, no site www.amoreodio.org.
Fonte: Publishnews
Sem comentários »Revoluções Verdes

A Green Revolution (Revolução Verde) teve início na década de 50, e seu objetivo foi o de aumentar a produção agrícola de alimentos com o uso de técnicas industriais e biotecnologia. Atualmente, alguns especialistas afirmam que esse processo permitiu que a produção agrícola mundial acompanhasse o ritmo do crescimento das populações, porém não considerou o impacto ambiental desse avanço. Partindo dessa questão, a exposição Green Revolution, que acontece no espaço Nieuwe Vide, em Haarlem, Holanda, apresenta uma série de trabalhos de artistas que investigam e questionam as mutações provocadas no meio ambiente e no clima causadas pela indústria agrícola. Um exemplo é o trabalho bio.display, do artista húngaro Mároy Ákos, que tem como objetivo criar uma amostra feita de milhões de bactérias fluorescentes geneticamente modificadas. O projeto é inspirado pelo trabalho GFPixel, um display luminoso feito de bactérias fluorescentes e não fluorescentes, criado por Reinhard Nestelbacher e Gerfried Stocker. O trabalho de Ákos utiliza bactérias da espécie E-Coli modificadas pela inserção de uma proteína camada TorA-Green Fluorescent. As bactérias E-Coli equivalem as unidades de pixels e podem ser ligadas e desligadas através da alteração do pH das amostras.
Sem comentários »VIDEO in foco/FOTO in foco
A galeria baró cruz inaugura no próximo dia 7 de julho de 2009 a exposição VIDEO in foco / FOTO in foco com o intuito de revelar o panorama da produção de artistas do Brasil, Argentina, México, Cuba, França, Alemanha, Inglaterra e Espanha que utilizam a linguagem do vídeo e da fotografia na tradução de diversos conceitos contemporâneos. A idéia da exposição é apresentar trabalhos em vídeo, que utilizam a linguagem da fotografia em sua construção: às vezes em stop-motion ou com imagens estáticas gerando uma “fotografia em movimento”. A exposição também traz trabalhos em fotografia que caminham no sentido contrário, se apropriando da linguagem do vídeo ou da pintura na criação de imagens através de câmeras - algumas pin-hole - que retratam a temporalidade e o movimento dos ‘frames’ do vídeo gerando cenas congeladas pelo registro fotográfico. O Brasil está representado pelos artistas Camila Esposati, Cristiano Lenhardt, Flaminio Jallageas, Roberto Bellini, Ana Teixeira, Claudia Jaguaribe, Daniel Athayde, Gui Mohallem, Jorge Menna Barreto, Lina Kim, Laura Erber e pela dupla Raquel Kogan & Lea Van Steen. Raquel Kogan recebeu Menção Honrosa na 6ª edição do Prêmio Sergio Motta, e Lea Van Steen ganhou o segundo lugar no Festival HTTPVIDEO com o trabalho Disco (2007). Ambas artistas já trabalharam juntas no projeto A Ponte, apresentado no Sesc Paulista em 2008, e agora apresentam trabalho inédito, Nada ao Infinito, que é composto por imagens desfocadas dispostas em dois monitores que dialogam entre si.
Sem comentários »Brasiliana da USP ganha biblioteca digital
Desde o dia 16 de junho, parte do acervo da biblioteca Brasiliana da USP está on-line e acessível aos usuários da internet. O Brasiliana Digital disponibiliza 3 mil documentos, dos 40 milhões de volumes do acervo da biblioteca Guita e José Mindlin, que foi doado à USP (Universidade de São Paulo) em 2006. Reunidos por mais de 80 anos, entre os livros da biblioteca estão raridades como o primeiro livro editado no Brasil, o “A relação da entrada…”, escrito por Antônio Isidoro da Fonseca no século XVIII. Os livros estão sendo digitalizados com a ajuda de um robô adquirido em janeiro pela universidade. Chamado de Maria Bonita pela equipe responsável por sua operação, o equipamento é capaz de escanear cerca de 2.4 mil páginas a cada hora, “o que dá cerca de 40 livros por dia”, como explica Pedro Puntoni, professor do departamento de história da USP. A universidade afirma que ainda não há uma data para que todos o acervo doado seja escaneado e colocado na internet. Além disso, a Brasiliana USP está construindo um moderno edifício de 20.000 m2, no coração da Cidade Universitária em São Paulo.
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